terça-feira, 23 de julho de 2013

Plantas poderiam sobreviver após o dilúvio bíblico?

Se a Terra foi coberta de água durante o dilúvio da época de Noé, como é que as plantas conseguiriam sobreviver a isso?

Um cientista chamado George F. Howe pôs-se a resolver esse problema realizando uma série de experiências através das quais testou a capacidade das sementes das plantas sobreviverem debaixo d’água.

Sementes de várias frutas e flores foram submersas em água, tento doce como salgada, por até 140 dias. Seus achados demonstraram que a maioria das sementes tratadas de tal maneira ainda conseguiu germinar e crescer depois que a água foi removida.

O registro fóssil mostra muitos exemplos de plantas que viveram no passado, mas que não podem ser encontradas hoje em dia. Isto é consistente com a descoberta de Howe de que algumas das plantas foram, de fato, incapazes de sobreviver à rigidez de um dilúvio, enquanto outras conseguiram.

Quando verificamos todas as evidências de diversas fontes, não somente as da biologia, da astronomia ou da geologia, mas consideramos toda a produção do conhecimento de todas as ciências juntas, incluindo arqueologia, sociologia, antropologia e analisamos o conjunto completo das evidências, fica muito difícil argumentar a favor da evolução ou do ateísmo evolucionista.

Isso porque quando se verifica apenas uma parte pequena do todo não se pode compreender claramente aquilo com o que se está lidando, mas quando alargamos um pouco mais nossa visão ou cosmovisão e ampliamos nosso escopo de conhecimentos, podemos inferir melhor e de diversas óticas o que observamos.

“E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.”
Gênesis 8.11

Carlos Carvalho


Dr. George F. Howe obteve seu doutorado em Botânica pela Universidade Estadual de Ohio, em 1959. Desde então, ele tem ensinado biologia e botânica (Westmont College, Santa Barbara, CA e Escola do Mestre, Newhall, CA) e envolvido em pesquisas botânicas, incluindo o estudo da fotossíntese nas folhas das plantas com flores.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma Terra Subaquática

“Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez.”
Gênesis 1.7

“Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus e bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus.”
2 Pedro 3.5


Estas duas porções bíblicas chamam a atenção por suas declarações certeiras, em um tempo onde não se possuía um conhecimento acurado das ciências geológicas como se tem hoje, e atestam a existência de um planeta subaquático num período bem antigo.

Muitas das rochas que estão debaixo de nossos pés são conhecidas como rochas sedimentares. Isto significa que elas foram originalmente depositadas sob a água, e quando a água finalmente desapareceu, o sedimento secou, endureceu e se tornou rocha.

Cerca de 85% da superfície rochosa em todo o mundo é feita de rocha sedimentar, indicando que em algum período no passado, o mundo esteve coberto por água. Isto é tão verídico que fósseis marinhos têm sido descobertos até mesmo nos picos das montanhas mais altas.

Pense nisso e tire suas próprias conclusões!

Carlos Carvalho


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Existem 60 bilhões de planetas habitáveis na Via Láctea - Fato ou Suposição?


Existem 60 bilhões de planetas habitáveis na Via Láctea
Fato ou Suposição?

Um recém-concluído estudo, publicado na revista científica “Astrophysical Journal Letters”, aponta que talvez existam nada mais nada menos do que 60 bilhões de planetas habitáveis orbitando estrelas anãs vermelhas em toda a Via Láctea.
Anteriormente, acreditava-se que da chamada zona habitável dessas estrelas possuía metade de planetas em condições de abrigar vida. Para efeitos de comparação, é como se, para cada ser humano que habita nossa Terra, houvesse 8,5 planetas potencialmente habitáveis soltos por aí.
O motivo para essa atualização do cálculo foi a reavaliação feita pela equipe de cientistas dos limites das zonas habitáveis ​em torno das anãs vermelhas. Essas estrelas são menores e mais fracas do que o sol e possuem temperaturas relativamente baixas na sua superfície.
Com base em simulações do comportamento das nuvens sobre os planetas extrassolares, anteriormente ignoradas nos cálculos, a equipe de astrofísicos descobriu novos parâmetros para a definição dos limites de uma zona habitável em torno das já mencionadas estrelas anãs vermelhas.
A equação para o cálculo da zona habitável de planetas alienígenas mantém-se a mesma há décadas. No entanto, essa fórmula não levava em consideração as nuvens, que exercem uma grande influência climática. O pesquisador Dorian Abbot, da Universidade de Chicago (EUA), explica como o comportamento das nuvens acaba expandindo consideravelmente o tamanho dessas zonas.
“As nuvens causam tanto aquecimento quanto resfriamento na Terra. Elas refletem a luz solar para esfriar o ambiente e absorvem a radiação infravermelha da superfície para esquentá-lo por meio do efeito estufa”. Abbot conclui: “Esse esquema é parte do que mantém o planeta quente o suficiente para abrigar vida”.
Portanto, ao invés de um planeta do tamanho da Terra na zona habitável de cada estrela anã vermelha, na realidade existem aproximadamente dois. Isto significa que existem cerca de 60 bilhões de planetas habitáveis ​​que orbitam anãs vermelhas na Via Láctea.
Planetas de órbitas tão curtas acabariam por se tornar presos ao seu sol devido à gravidade. Outro detalhe é que esses planetas manteriam sempre o mesmo lado voltado para o sol, como a lua faz em direção à Terra. Nesses locais, o sol ficaria sempre a pino, como se fosse eternamente meio-dia.
Fico a imaginar a quantidade de dinheiro gasto em “pesquisas” e “estudos” como esses e percebo o quanto o homem sem direção ou sentido de propósito pode ser levado e pode encaminhar a muitos. A quantidade de suposições da “pesquisa” chega a ser absurda se compararmos com o grau de “certezas” que se exige de um cientista criacionista.
Não existe essa quantidade de planetas habitáveis, não são habitáveis os que existem, não há vida por lá, continuamos sem provas, a Terra ainda é a única com vida, mas por incrível que pareça, pessoas ganham dinheiro para publicar estas coisas e o pior, são chamados por nós de “cientistas”.
Minha intenção não é criticar todo o tipo de pesquisa ou estudo que apareça e seja aparentemente incompatível com minha cosmovisão criacionista, mas no afã de provar a evolução e seus postulados, algumas instituições e pesquisadores levam ao extremo sua teimosia disfarçada de ciência.

Carlos Carvalho


Fonte: HypeScience

sexta-feira, 28 de junho de 2013

HISTÓRIAS DILUVIANAS


HISTÓRIAS DILUVIANAS

Os registros históricos mais antigos que se conhece têm cerca de quatro mil e quinhentos (4500) anos. São dessa época as civilizações mais antigas. Igualmente digno de nota é o fato de, nas mais variadas culturas, em todos os continentes, existirem tradições que aludem à ocorrência de um dilúvio global com paralelismos espantosos entre sí, tendo sido documentadas mais de 270 em contextos culturais diferentes.

Antropólogos dizem que há mais de 1.000.000 de narrativas do dilúvio em povos e culturas diferentes do mundo e todas elas, coincidentemente ou não, são no início destas civilizações. Para a civilização ocidental, a história mais conhecida a respeito do dilúvio é a da Arca de Noé, segundo a tradição judaico-cristã. O Dilúvio também é descrito em fontes americanas, asiáticas, sumérias, assírias, armênias, egípcias e persas, entre outras, de forma basicamente semelhante ao episódio bíblico, porém em algumas civilizações se relata sobre inundações em vez de chuvas torrenciais: uma divindade decide limpar a Terra de uma humanidade corrupta, ou imperfeita, e escolhe um homem bom aos seus olhos para construir uma arca para abrigar sua criação enquanto durasse a inundação.

Observe em linhas gerais no mapa abaixo a distribuição no globo da maioria desses relatos e veja que em todos os continentes há registros diluvianos. Existem algumas considerações a serem feitas, e não é o objetivo deste pequeno artigo, como muitas dessas narrativas serem apenas de inundações de rios locais (no caso dos 1 milhão das narrativas), da questão das causas da inundação (meteoro, tectônica de placas ou mudança dos polos), e a única grande objeção real sobre a altura das ondas por causa do Monte Everest. Um pesquisador sensato e com mente clara irá perceber que todas essas objeções já forma mais que suficientemente resolvidas, restando somente a questão do Everest, mas facilmente respondida com a certeza de que, mesmo que lá não fosse submergido, ninguém subsistiria em sua altitude.

Fiz uma leitura de quase todo o conteúdo principal encontrado na internet e em alguns livros. Também li em páginas de cético ateus sobre o “desmascaramento do dilúvio de Gênesis” e coisas deste tipo. Além de perceber a infantilidade das perguntas que mais parecem com as daquelas crianças que querem saber por onde elas saíram da barriga da mamãe, sendo a resposta tão óbvia para os que são adultos, mas “inexplicável” a “bebês”. Não há como não ver que os achados de fósseis marinhos no Nordeste brasileiro é uma indicação de que o mar invadiu também aquela área. Mesmo que alguns geólogos digam que isto foi a milhões de anos. Se você remover a data inventada, resta a prova do dilúvio.

Uma evidência moderna do poder das águas são os tsunamis. Impressiona-me o estudo do sismo e do tsunami de 2004 na Indonésia. Seu hipocentro foi a cerca de 30 km de profundidade da crosta terrestre, com mais de 9,0 na Escala de Richter e as águas vieram somente do mar causando ondas entre 10 e 30 metros. Foi um evento tão poderoso que alterou a posição do Polo Norte, modificou a forma do planeta e encurtou o comprimento dos dias em alguns microssegundos (a Terra gira mais rápido agora), além dos milhares de mortos, 15 países diferentes foram afetados diretamente. E isso passou longe de um dilúvio!

Como ouvi em um debate acadêmico entre cientistas evolucionistas e criacionistas na Universidade Mackenkie algum tempo atrás, quando o biólogo evolucionista ao ser indagado se a evolução é um fato incontestável, ele respondeu que não poria desta forma, mas que era algo “altamente corroborado pelas evidências”. Nesta categoria coloco o dilúvio relatado em Gênesis, de forma bem científica: é altamente corroborado pelas evidências!

Carlos Carvalho


sábado, 22 de junho de 2013

Tempo & Datação
Parte 1

J.W. Sire
Podemos classificar os métodos empregados em três grupos:
  • ·         métodos de pesquisa em estratigrafia (paleomagnetismo e estratigrafia);
  • ·         métodos de datação baseados em quantidade de isótopos radioativos e seus derivados (40Ar/39Ar, K/Ar, U/Pb, Rb/Sr, Sm/Nd, Re/Os, 230Th/234U, Séries do U, 14C);
  • ·         métodos baseados em danos de radiação cumulativos causados no material geológico (Traços de Fissão, TL/OSR, ESR).

As menções de pesquisa em estratigrafia aparecem em cerca de 34% dos artigos. O método mais citado de pesquisa estratigráfica utiliza a orientação da magnetização das rochas. Supõe-se que a rocha tenha-se formado em alta temperatura e a direção da magnetização da mesma seria a direção do campo magnético terrestre por ocasião do seu resfriamento. Estudos deste tipo indicam diversas reversões do campo magnético terrestre, que são usadas como referência em estratigrafia. Os artigos que mencionam este tipo de estudo foram contados nas colunas sob o título de paleomagnetismo, aparecendo em cerca de 20% dos artigos. Cerca de 70% destes artigos não mencionam métodos de datação para calibrar as inversões magnéticas no tempo.
Dos métodos de datação baseados em quantidades de isótopos radioativos e seus derivados, observa-se que os mais utilizados são os que envolvem o isótopo radioativo 40K (K/Ar e 40Ar/39Ar). Os outros método que se destacam são os métodos do U/Pb, (mais utilizado para tempos maiores do que o tempo atribuído ao Fanerozóico), e o método do C14, que tem utilidade limitada a tempos curtos em datação arqueológica e a parte do período quaternário.
O método de datação por traços de fissão baseia-se nos danos causados na estrutura cristalina da rocha pelas partículas resultantes da fissão espontânea do 238U, sendo aplicado a rochas em qualquer período da sequência estratigráfica. São mencionados em cerca de 5% dos artigos.
Os métodos de TL/OSL e ESR são baseados na criação de defeitos em cristais pela radiação ionizante proveniente do ambiente e de isótopos radioativos na própria rocha, e tem sido utilizados para datação de parte do período quaternário e datações arqueológicas. Deixaram de ser utilizados para outros períodos por não darem resultados compatíveis com o esperado (Ikeya 1983). São mencionados em cerca de 5% dos artigos, mas vários deles tratam apenas de estudos da viabilidade do método para datação geológica ou de estudos dos modelos dos fenômenos de termoluminescência (TL) ou luminescência opticamente estimulada (OSL).
(Continua…)

Carlos Carvalho

Referência citada:

IKEYA, M. (1983) Progress in ESR dating of fossils. PACT Journal 9:421-431.

quinta-feira, 20 de junho de 2013


Inteligência & Ateísmo – novos dados

A maioria (que fique bem claro isto) dos que se dizem ateus no Brasil são bem jovens, na faixa etária entre 14 e 35 anos de idade e, por isso, muitos ainda não possuem experiência de vida e não completaram seus estudos. Apenas para ter uma ideia dos números, o Censo do IBGE 2010[1] nos mostra uma realidade interessante.
Pouco mais de 615 mil pessoas se declaram como ateus, num universo de 190 milhões de habitantes, isto representa 3,09% do total. A pesquisa do instituto mostra algo mais claro: entre as pessoas menos alfabetizadas e que não completaram seus estudos, estão os católicos em sua maioria (principalmente os de idade mais avançadas) e os que se declaram ateus e sem religião.
Entre os mais estudados e alfabetizados estão os evangélicos, protestantes e espíritas, um verdadeiro contrassenso pelo fato de que os religiosos são considerados como pessoas exatamente opostas pelos defensores do ateísmo militante. Para esses, os religiosos são ignorantes, sem conhecimento e destituídos de senso crítico.
Que estranho fato o Censo nos mostra, não? Os religiosos que são o alvo dos ateus são mais inteligentes e mais bem formados do que eles. Para certo ateu e evolucionista, esta “Mas a massa sem educação precisa de um Deus para mantê-la fora do crime ou confortá-la na aflição” (Dawkins, 1994)[2]. Como repito em determinados momentos, a grande maioria dos que se dizem ateus são apenas repetidores e multiplicadores de links e vídeos com respostas prontas e argumentos variados mesclados com palavras que aparentam alguma inteligência.
McGrath afirma que esses argumentos são “factoides convenientemente exagerados para alcançar o impacto máximo e fragilmente organizados para sugerir que constituem um argumento” (McGrath, 2007, p. 18).[3] Em verdade, são construídos com essa finalidade. Mas preciso reconhecer duas coisas: de ambos os lados as coisas são semelhantes em certo aspecto.
Assim como do lado ateísta militante existe grande número de indivíduos que são somente reprodutores de links e imagem prontos porque nunca pensaram de fato nos assuntos que defendem, assim também no meio cristão, há um enorme número que pessoas bem intencionadas (até irritadas com o ateísmo) que são também repetidores de respostas prontas, que no geral, não ajudam a defesa da cosmovisão cristã.
Contudo, um fato permanece, se os ateus desejam lutar contra o Cristianismo e contra o criacionismo tentando insinuar que os cristãos e os religiosos não são inteligentes, sem formação acadêmica e sem formação científica, deveriam ir por outro caminho, pois este, já está superlotado de crentes.

Carlos Carvalho




[1] Censo IBGE 2010, já disponível em pdf na rede.
[2] Dawkins, Richard. The “know-nothings”, the “know-alls”, and the “no-contests”, 1994.
[3] McGrath, Alister. O delírio de Dawkins. São Paulo: Mundo Cristão, 2007.

sexta-feira, 14 de junho de 2013


Ateus buscam apoio na ciência durante momentos de estresse

 Por Cesar Grossmann

Já foi demonstrado que a fé religiosa pode ajudar as pessoas a lidar com o estresse e a ansiedade, dando a elas uma sensação de controle em momentos de incertezas. Aparentemente, a “crença” na ciência e uma abordagem racionalista pode fazer o mesmo para as pessoas não religiosas.

Para entender como uma pessoa não religiosa lida com estresse e incerteza, uma equipe de psicólogos da Universidade de Oxford (Reino Unido), liderados pelo professor Miguel Farias, procurou uma área da atividade humana cheia desses elementos: uma competição esportiva. No caso, uma competição de barcos a remo.

Pouco antes da competição, 52 remadores receberam um questionário sobre a “crença na ciência” e, para comparar, um grupo de remadores que estava começando um treino recebeu o mesmo teste. O teste pedia para eles darem uma nota sobre sua concordância com frases como “a ciência é a parte mais valiosa da cultura humana”, além de informar qual seu nível de estresse e qual o grau de sua crença religiosa.

O resultado do teste mostrou que remadores prestes a competir dão uma nota 14% maior à sua crença na ciência do que os que estavam apenas treinando. Mas o trabalho tem suas limitações – ele não mediu se os níveis de estresse baixaram e se os participantes, atletas competitivos que seguem um regime de treinamento racional, provavelmente já tinham uma mentalidade mais racionalista.

Entretanto, o resultado vem se somar a um conjunto crescente de evidências psicológicas que as pessoas buscam conforto em tempos difíceis aproximando-se de certos aspectos de sua visão de mundo – pessoas conservadoras se tornam mais conservadoras, por exemplo, liberais ficam mais liberais, e religiosos ficam mais devotos.

A visão racionalista teria a mesma função, segundo Farias. “Qualquer tipo de sistema de crenças que lhe ajude a estruturar sua percepção da realidade vai permitir que você pense o universo de uma forma significativa particular”, comenta.

O próximo passado dos pesquisadores é realizar estudos com cientistas religiosos, para ver como os dois sistemas de crença interagem em resposta ao estresse. [New Scientist, Journal of Experimental Social Psychology]


Fonte: HypeScience

quarta-feira, 12 de junho de 2013




Larry King e a maior de todas as questões

O apresentador de programa de entrevista pela TV norte-americana King, ao ser perguntado sobre quem ele mais gostaria de entrevistar, entre todos s personagens da História, disse que gostaria de entrevistar Jesus.

“O que você lhe perguntaria?”, quis saber um jornalista. “Eu gostaria de perguntar-lhe se ele de fato nasceu de uma virgem, porque a resposta a essa pergunta definiria a História.” Banal que pareça à primeira vista, Larry King estava absolutamente certo em identificar a coluna sobre a qual toda a História de apoia.

Se verdadeiramente Jesus Cristo é quem dizia que é, qualquer crítica à mensagem cristã é a expressão máxima da inutilidade. Por outro lado, se as suas reivindicações eram falsas, o cristianismo e muito da História foram construídos sobre uma mentira. Por isso a defensabilidade da mensagem cristã ocupa posição especial para todos nós cristãos.

Ravi Zacharias

Carlos Carvalho

terça-feira, 11 de junho de 2013


A Datação dos Fósseis

Sabemos que o registro fóssil tem desempenhado um papel chave no desenvolvimento da teoria da evolução. Mas como, exatamente, alguém chega a datar um fóssil? George Cuvier, o pai da paleontologia moderna, estava em Paris quando a cidade estava sendo reconstruída após a Revolução Francesa. Ele reparou que a rocha sob as ruas estava dividida em camadas, e que cada camada aparentava conter diferentes fósseis.
Mais tarde, durante a Revolução Industrial, Charles Lyell e uma dupla de amigos continuaram de onde Curvier havia parado, e desenvolveram uma teoria de que a vida começou numa forma simples e então se diversificou em criaturas mais complexas (Darwin era um menino nessa época). Eles teorizaram que os fósseis de criaturas simples deveriam, portanto, ser encontrados na camada mais profunda, e que os fósseis de criaturas mais complexas deveriam ser encontrados nas camadas superiores.
Eles tentaram provar sua teoria, analisando as camadas e nomeando-as com base nos fósseis encontrados em cada uma delas. Por fim, Lyell sugeriu doze períodos da Terra e o modelo que ele desenvolveu veio a ser conhecido como colunas geológicas. Hoje, é sobre estas colunas que a datação é baseada.
Entretanto, as colunas geológicas como um todo, criadas na teoria por Lyell, não puderam ser encontradas em qualquer lugar e têm havido casos de várias camadas aparecendo em ordem diferentes, dependendo de onde você estiver escavando. Desde que foram propostas, as colunas geológicas usadas para datar o registro fóssil funcionaram bem na teoria, mas não tão bem à fria e dura luz da realidade.

Peter & Paul Lalonde

Carlos Carvalho

domingo, 9 de junho de 2013



ORIGEM DA VIDA
Maravilha e mistério

Luis Fernandez Cuervo

         Em 1953, dois cientistas, Stanley Miller e Harold Urey, conseguiram, pela primeira vez, a síntese de aminoácidos em condições que, segundo eles, eram como os de uma Terra primitiva. Como os aminoácidos são alguns dos componentes essenciais dos seres vivos, acreditava-se que estava mais perto de compreender como a vida começou e, até posteriormente, como fora fabricada.
 Em 1991, o mesmo Millar disse: "A origem da vida  foi mais complicada do que eu e muitos outros supomos”. Outro cientista famoso, Paul Davies, em seu livro  O Quinto Milagre  (Edit. Crítica, Barcelona, ​​2000), afirma: "Muitos cientistas que trabalham nesta área acreditam que os principais problemas da biogênese foram basicamente resolvidos. Vários livros recentes transmitem a mensagem confiante que a origem da vida não é, afinal, tão misteriosa. Mas eu acho que eles estão errados. Depois de passar um ou dois anos pesquisando neste campo, eu sou agora da opinião de que ainda existe uma grande lacuna no nosso conhecimento. "
         Parte do antigo otimismo de se acreditar estar muito perto da solução a partir da experiência de Urey e Miller, foi baseado em aceitar acriticamente assumindo, como esses cientistas, quando a vida apareceu sobre a Terra. Mas não há concordância hoje entre os cientistas de cómo foram as condições terrestres quando a vida surgiu aqui. Há geofísicos que pensam que a atmosfera primitiva da Terra era oxidante, moderadamente abundante de dióxido de carbono, nitrogênio e água, ambiente muito diferente das simulações em laboratório. Há outros que levantam a hipótese de que a vida, de forma muito simples, não surgiu no nosso planeta, mas foi semeada a partir do espaço exterior, o que é criticado pela maioria. O fato é que o mistério continua e se amplia.
         Então, quando perguntado em 2003, com Christian de Duve (Prémio Nobel da Medicina em 1974) em que ponto estavam os cientistas de entender a origem da vida, disse:  "Nós não estamos em qualquer ponto, não sabemos nada."  Da mesma forma, John Horgan, respondeu que a solução para a origem da vida  "parece mais longe do que nunca. A bactéria é um complicador elemental tão maldito, do ponto de vista químico, que é quase impossível imaginar como ela surgiu”.
         Não só não sabemos quando ou como a vida se originou na Terra, mas não se sabe, do ponto de vista da ciência experimental, o que é a vida. Então, quando Werner Arber, Prêmio Nobel de Medicina em 1978, foi convidado, em 2000, a respoder o que era a vida, disse: "Eu não posso responder a essa pergunta. Não entendo como todas essas moléculas foram combinadas para formar esses organismos inicialmente unicelulares ou multicelulares. Eu apenas não entendo. Como cientista eu tenho que ser honesto, então eu devo confessar que estou longe de compreender plenamente o que é a vida. "

Carlos Carvalho
Pesquisador


Fonte: Arvo Net