sexta-feira, 23 de agosto de 2013


Introdução Arqueológica ao Estudo Bíblico

A porta para o mundo histórico do Antigo Testamento fora aberta já em 1843 pelo francês Paul-Émile Botta. Em escavações efetuadas em Khursabad, na Mesopotâmia, ele se encontrou inesperadamente diante das imagens em relevo de Sargão II, o rei assírio que despovoou Israel e conduziu seu povo em longas colunas. Os relatos das campanhas desse soberano relacionam-se com a conquista de Samaria, igualmente descrita na Bíblia.

Há cerca de um século, estudiosos americanos, ingleses, franceses e alemães vêm fazendo escavações no Oriente Próximo, na Mesopotâmia, na Palestina e no Egito. As grandes nações fundaram institutos e escolas especializadas nesses trabalhos de pesquisa. Em 1869, foi criado o Palestine-Exploration Fund; em 1892, a École Biblique dos dominicanos de Saint-Étienne; seguindo-se, em 1898, a Deutsche Orientgesellschaft; em 1900, a American School of Oriental Research; e em 1901, o Deutscher Evangelischer Instituí für Altertumskunde.

Na Palestina, são descobertos lugares e cidades muitas vezes mencionados na Bíblia. Apresentam-se exatamente como a Bíblia os descreve e no lugar exato em que ela os situa. Em inscrições e monumentos arquitetônicos primitivos, os pesquisadores encontram cada vez mais personagens do Velho e do Novo Testamento. Relevos contemporâneos mostram imagens de povos de que só tínhamos conhecimento de nome. Seus traços fisionômicos, seus trajes, suas armas adquirem forma para a posteridade.

Esculturas e imagens gigantescas mostram os hititas de grosso nariz, os altos e esbeltos filisteus, os elegantes príncipes cananeus, com seus “carros de ferro”, tão temidos por Israel, os pacíficos e sorridentes reis de Mari — contemporâneos de Abraão. Através dos milênios, os reis assírios não perderam nada de seu semblante altivo e feroz: Teglath  Phalasar III, famoso no Velho Testamento com o nome de Fui Senaquerib, que destruiu Lakish e sitiou Jerusalém, Asaradão, que mandou pôr a ferros o Rei Manassés, e Assurbanipal, o “grande e famoso Asnafar” do livro de Esdras.

Como fizeram com Nínive e Nemrod — a antiga Cale —, como fizeram com Assur e Tebas, que os profetas chamavam No-Amon, os pesquisadores despertaram do sono do passado a famosa Babel da Bíblia, com sua torre fabulosa. Os arqueólogos encontraram no delta do Nilo as cidades de Pitom e Ramsés, onde Israel sofreu odiosa escravidão, descobriram as camadas de fogo e destruição que acompanharam a marcha dos filhos de
Israel na conquista de Canaã, e em Gabaon a fortaleza de Saul, sobre cujos muros o jovem Davi cantou para ele ao som da harpa; em Magedo descobriram uma cavalariça gigantesca do Rei Salomão, que tinha doze mil soldados a cavalo.

Werner Keller (1909 – 1980).  Extraído de “E a Bíblia tinha razão” (E-book em Pdf)

Alemão, Escritor, Jornalista, Engenheiro mecânico, Médico e Doutor em Direito.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013


A evolução do Homem

Muitas pessoas se recusam a crer no relato bíblico de Gênesis porque foram ensinadas que o homem evoluiu do macaco para criaturas parecidas com o homem, conhecidas como hominídeos, e finalmente para o homem moderno. A Bíblia, dizem eles, não faz nenhuma menção a estes homens das cavernas, e por isso ela simplesmente não pode ser precisa. Enquanto parece haver evidências arqueológicas para a existência de tais hominídeos, muitos dos exemplos usados para provar sua existência têm sido ou fraudulentos ou baseado em evidências insuficientes.
Por exemplo, o caso do chamado Homem de Nebraska. Em 1922 um dente molar foi desenterrado no estado de Nebraska. O professor Henry Osborn (não é o Duende-Verde), que era chefe do Museu Norte-Americano de História Natural, afirmou que esse dente pertenceu a um hominídeo primitivo. Uma representação de um artista, baseada em um dente desse suposto homem-macaco foi desenhada. Mais tarde, em 1928, foi descoberto que o dente tinha, na verdade, vindo de um porco extinto. Mas de alguma forma, por incrível que pareça, a descrição do artista continua por aí.
Consideremos o caso de “Lucy”. No meio dos anos 70 o paleontologista Carl Johanson desenterrou, na Etiópia, parte de um esqueleto apelidado de “Lucy”. Ela era supostamente uma representante primitiva de uma linhagem de primatas que era bípede (que anda ereta sobre os pés). Mais tarde fomos informados de que, na realidade, apenas 40% de esqueleto de Lucy havia sido encontrado. Posteriormente, Johanson revelou, numa entrevista na Universidade do Missouri, que a junta do joelho com a qual ele determinou que Lucy era bípede foi descoberta em uma camada de rocha que estava não apenas a 18,5 metros mais abaixo que o resto do esqueleto de Lucy, como também a mais de 800 metros de distância!
Os antropologistas reivindicam que, mesmo que alguns exemplos da linhagem dos primatas sejam falsos, ainda existem casos legítimos o suficiente para provar a existência de hominídeos. Afinal, existem ossos em exibição nos museus que parecem mostrar sua existência. Essa é uma área cinzenta para a qual nem a natureza, nem a Bíblia, oferecem uma solução concreta. O fato de a Bíblia não mencionar esses primatas não significa necessariamente que Deus não os tenha criado. Afinal, a Bíblia não dá (nem se propõe a dar) um relato completo e definitivo da cronologia e das espécies na criação. Ela também não menciona os insetos no relato de Gênesis. É um sumário bem abreviado. Portanto, é natural que categorias inteiras de criaturas tais como os insetos tenham sido omitidas.

Peter & Paul Lalonde

Carlos Carvalho

quarta-feira, 14 de agosto de 2013


Os “caldeirões” das minas de carvão.


Algo que é frequentemente visto em minas de carvão é uma característica conhecida como um “caldeirão”, que aparece como uma rocha circular no teto das minhas. Na verdade, isso é o fundo de um tronco de uma árvore fossilizada que se estende através de diferentes camadas de rocha na mina.

E o que isso tem a ver com a idade da Terra? A resposta está na maneira em que se entende que o carvão seja formado. Acredita-se que várias camadas de turfa se acumulam ao longo dos anos e foram finalmente cobertas por sedimentos no fundo do oceano. Acredita-se que a turfa tenha se transformado em carvão como resultado de grande calor e pressão resultantes do sepultamento debaixo do grande peso das águas e dos sedimentos do oceano.

Sabemos hoje que a lama se acumula no fundo do oceano em taxas que variam entre um a vinte e cinco milímetros por ano. Nessa taxa, levaria milhões de anos para a turfa se transformar em carvão. E o que isso tem a ver com os fósseis de árvores encontrados nas minas de carvão? Se sabemos que o carvão vem da turfa, que por sua vez tem estado submersa debaixo do oceano, isso significa que estas árvores fossilizadas que estão passando através de várias camadas de rocha e carvão, teriam que ter crescido no oceano por milhões de anos.

É bem sabido que estas árvores não podem sobreviver por muito tempo na água salgada – elas se deterioram no máximo em duas décadas. Não restam dúvidas que isso significa um problema e tanto para a teoria da evolução. Esses “caldeirões” são algumas das provas que a Terra não é tão velha quanto os bilhões de anos sugeridos.



Peter & Paul Lalonde

Carlos Carvalho

terça-feira, 6 de agosto de 2013


Cientistas que creem ou não em Deus
Lançando a verdade sobre certas pesquisas de opinião


Em 1916, cientistas diligentes foram inquiridos sobre se acreditavam em Deus, especificamente num Deus que se comunica com a humanidade e a quem se possa orar “na expectativa de receber uma resposta”. Os deístas não acreditam num Deus segundo essa definição. Os resultados ficaram famosos: grosso modo, 40% acreditavam neste tipo de Deus, 40% não acreditavam e 20% não tinham certeza.

Utilizando-se dessa mesma pergunta, a pesquisa foi repetida em 1977 e resultou quase exatamente no mesmo padrão, com um leve aumento dos que não acreditavam (chegando a 45%). O número dos que acreditavam em Deus permaneceu estável, em torno de 40%. Esses resultados, normalmente, podem ser interpretados de todos os modos.

Os ateus tendem a interpretá-los dizendo: “a maioria dos cientistas não crê em Deus”. Não é tão simples. Poderiam ser igualmente afirmados como “a maioria dos cientistas não descrê em Deus”, visto que 55% creem em Deus ou são agnósticos. É preciso, no entanto, ter duas coisas em mente:

A Primeira é que James Leuba, que conduziu a pesquisa original em 1916, previu que o número de cientistas que não creem em Deus aumentaria significativamente com o passar do tempo, como resultado da melhoria da educação. Houve um pequeno aumento no número do que não creem e uma diminuição correspondente dos agnósticos – mas nenhuma redução significativa daqueles que creem.

E a Segunda é que se deve enfatizar mais uma vez que a pergunta dirigida foi muito específica, isto é, se os pesquisados acreditavam num Deus pessoal de quem se esperaria uma resposta de oração. Isso exclui todos aqueles – como o cosmólogo Paul Davies – que acreditam em algum tipo de divindade ou princípio espiritual supremo indicado por evidências.

Se a pergunta tivesse sido feita em termos mais genéricos, poderíamos esperar uma resposta positiva maior em ambas as enquetes. A natureza específica da pergunta é em geral negligenciada por aqueles que analisam os dois resultados, de 1916 e 1977.

Fonte:

O Delírio de Dawkins. Alister McGrath & Joanna McGrath. Mundo Cristão, 2007, p.59-61.

quarta-feira, 31 de julho de 2013


Uma Floresta Fossilizada em 15 Anos

O Parque Nacional Yellowstone contém uma interessante coleção de fósseis conhecida como floresta fóssil. Por anos, evolucionistas têm usado essa floresta fóssil como evidência de uma Terra bem velha. Ela parece como se camadas de florestas tivessem se fossilizado umas sobre as outras. No Specimen Ridge existem vinte e sete camadas, e no Specimen Creek existem cerca de cinquenta.

Aparentemente, isso teria requerido longos períodos de tempo para que cada floresta crescesse até a maturidade, fosse destruída, outra floresta crescesse até a maturidade, fosse destruída, outra crescesse até a maturidade, fosse destruída e assim por diante. Algumas árvores petrificadas possuem até 400 anéis. É assumido que a sequência completa exigiu, no mínimo, alguns milhares de anos.

Porém, observações dos eventos que se sucederam à erupção do vulcão Santa Helena, em 1980, podem explicar a floresta fossilizada em um período de tempo extremamente menor. Durante a erupção vulcânica, uma floresta inteira foi arrancada de um dos lados do vulcão, junto com vastas quantidades de solo. Cerca de um milhão de pinheiros foram arrancados do chão, indo para no lago chamado Spirit Lake.

Com o tempo, essas árvores começaram a se encher de água e afundaram. Em muitos casos a extremidade mais pesada dos afilados troncos afundou primeiro. O que se observou é que muitos dos troncos, na verdade, afundaram verticalmente. Ao mesmo tempo, diferentes camadas de sedimento foram depositadas junto com as cinzas vulcânicas, que algumas vezes continham óxido de cálcio, formando um tipo de cimento.

Outras camadas haviam sido criadas das cascas de árvores, as quais formaram turfa[i]. Assim sendo, o que se vê no fundo do Spirit Lake são camadas de troncos na vertical e na horizontal, camadas de solo, cinzas e turfa vulcânicas, fazendo o lago parecer com as florestas fossilizadas de Yellowstone. O mais importante é que os resultados do desastre do monte Santa Helena têm cerca de 15 anos (isso em 1995), e não um “mínimo” de milhares de anos.

Carlos Carvalho

Referência

Peter & Paul Lalonde, “301 Provas e Profecias, mostrando que Deus existe”, Actual Edições, 1996, p.78-79.

Harold Coffin, “Mount St. Helens and Spirit Lake”, Origins, 10:1 (1983) págs. 9-17); Ariel Roth, “Ecosistemas incompletos”, Ciencia de los Orígenes, setembro a dezembro de 1995, págs. 11-13.



[i] Turfa. Material de origem vegetal, parcialmente decomposto, encontrado em camadas, geralmente em regiões pantanosas e também sob montanhas.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Plantas poderiam sobreviver após o dilúvio bíblico?

Se a Terra foi coberta de água durante o dilúvio da época de Noé, como é que as plantas conseguiriam sobreviver a isso?

Um cientista chamado George F. Howe pôs-se a resolver esse problema realizando uma série de experiências através das quais testou a capacidade das sementes das plantas sobreviverem debaixo d’água.

Sementes de várias frutas e flores foram submersas em água, tento doce como salgada, por até 140 dias. Seus achados demonstraram que a maioria das sementes tratadas de tal maneira ainda conseguiu germinar e crescer depois que a água foi removida.

O registro fóssil mostra muitos exemplos de plantas que viveram no passado, mas que não podem ser encontradas hoje em dia. Isto é consistente com a descoberta de Howe de que algumas das plantas foram, de fato, incapazes de sobreviver à rigidez de um dilúvio, enquanto outras conseguiram.

Quando verificamos todas as evidências de diversas fontes, não somente as da biologia, da astronomia ou da geologia, mas consideramos toda a produção do conhecimento de todas as ciências juntas, incluindo arqueologia, sociologia, antropologia e analisamos o conjunto completo das evidências, fica muito difícil argumentar a favor da evolução ou do ateísmo evolucionista.

Isso porque quando se verifica apenas uma parte pequena do todo não se pode compreender claramente aquilo com o que se está lidando, mas quando alargamos um pouco mais nossa visão ou cosmovisão e ampliamos nosso escopo de conhecimentos, podemos inferir melhor e de diversas óticas o que observamos.

“E a pomba voltou a ele à tarde; e eis, arrancada, uma folha de oliveira no seu bico; e conheceu Noé que as águas tinham minguado de sobre a terra.”
Gênesis 8.11

Carlos Carvalho


Dr. George F. Howe obteve seu doutorado em Botânica pela Universidade Estadual de Ohio, em 1959. Desde então, ele tem ensinado biologia e botânica (Westmont College, Santa Barbara, CA e Escola do Mestre, Newhall, CA) e envolvido em pesquisas botânicas, incluindo o estudo da fotossíntese nas folhas das plantas com flores.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Uma Terra Subaquática

“Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez.”
Gênesis 1.7

“Porque, deliberadamente, esquecem que, de longo tempo, houve céus e bem como terra, a qual surgiu da água e através da água pela palavra de Deus.”
2 Pedro 3.5


Estas duas porções bíblicas chamam a atenção por suas declarações certeiras, em um tempo onde não se possuía um conhecimento acurado das ciências geológicas como se tem hoje, e atestam a existência de um planeta subaquático num período bem antigo.

Muitas das rochas que estão debaixo de nossos pés são conhecidas como rochas sedimentares. Isto significa que elas foram originalmente depositadas sob a água, e quando a água finalmente desapareceu, o sedimento secou, endureceu e se tornou rocha.

Cerca de 85% da superfície rochosa em todo o mundo é feita de rocha sedimentar, indicando que em algum período no passado, o mundo esteve coberto por água. Isto é tão verídico que fósseis marinhos têm sido descobertos até mesmo nos picos das montanhas mais altas.

Pense nisso e tire suas próprias conclusões!

Carlos Carvalho


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Existem 60 bilhões de planetas habitáveis na Via Láctea - Fato ou Suposição?


Existem 60 bilhões de planetas habitáveis na Via Láctea
Fato ou Suposição?

Um recém-concluído estudo, publicado na revista científica “Astrophysical Journal Letters”, aponta que talvez existam nada mais nada menos do que 60 bilhões de planetas habitáveis orbitando estrelas anãs vermelhas em toda a Via Láctea.
Anteriormente, acreditava-se que da chamada zona habitável dessas estrelas possuía metade de planetas em condições de abrigar vida. Para efeitos de comparação, é como se, para cada ser humano que habita nossa Terra, houvesse 8,5 planetas potencialmente habitáveis soltos por aí.
O motivo para essa atualização do cálculo foi a reavaliação feita pela equipe de cientistas dos limites das zonas habitáveis ​em torno das anãs vermelhas. Essas estrelas são menores e mais fracas do que o sol e possuem temperaturas relativamente baixas na sua superfície.
Com base em simulações do comportamento das nuvens sobre os planetas extrassolares, anteriormente ignoradas nos cálculos, a equipe de astrofísicos descobriu novos parâmetros para a definição dos limites de uma zona habitável em torno das já mencionadas estrelas anãs vermelhas.
A equação para o cálculo da zona habitável de planetas alienígenas mantém-se a mesma há décadas. No entanto, essa fórmula não levava em consideração as nuvens, que exercem uma grande influência climática. O pesquisador Dorian Abbot, da Universidade de Chicago (EUA), explica como o comportamento das nuvens acaba expandindo consideravelmente o tamanho dessas zonas.
“As nuvens causam tanto aquecimento quanto resfriamento na Terra. Elas refletem a luz solar para esfriar o ambiente e absorvem a radiação infravermelha da superfície para esquentá-lo por meio do efeito estufa”. Abbot conclui: “Esse esquema é parte do que mantém o planeta quente o suficiente para abrigar vida”.
Portanto, ao invés de um planeta do tamanho da Terra na zona habitável de cada estrela anã vermelha, na realidade existem aproximadamente dois. Isto significa que existem cerca de 60 bilhões de planetas habitáveis ​​que orbitam anãs vermelhas na Via Láctea.
Planetas de órbitas tão curtas acabariam por se tornar presos ao seu sol devido à gravidade. Outro detalhe é que esses planetas manteriam sempre o mesmo lado voltado para o sol, como a lua faz em direção à Terra. Nesses locais, o sol ficaria sempre a pino, como se fosse eternamente meio-dia.
Fico a imaginar a quantidade de dinheiro gasto em “pesquisas” e “estudos” como esses e percebo o quanto o homem sem direção ou sentido de propósito pode ser levado e pode encaminhar a muitos. A quantidade de suposições da “pesquisa” chega a ser absurda se compararmos com o grau de “certezas” que se exige de um cientista criacionista.
Não existe essa quantidade de planetas habitáveis, não são habitáveis os que existem, não há vida por lá, continuamos sem provas, a Terra ainda é a única com vida, mas por incrível que pareça, pessoas ganham dinheiro para publicar estas coisas e o pior, são chamados por nós de “cientistas”.
Minha intenção não é criticar todo o tipo de pesquisa ou estudo que apareça e seja aparentemente incompatível com minha cosmovisão criacionista, mas no afã de provar a evolução e seus postulados, algumas instituições e pesquisadores levam ao extremo sua teimosia disfarçada de ciência.

Carlos Carvalho


Fonte: HypeScience

sexta-feira, 28 de junho de 2013

HISTÓRIAS DILUVIANAS


HISTÓRIAS DILUVIANAS

Os registros históricos mais antigos que se conhece têm cerca de quatro mil e quinhentos (4500) anos. São dessa época as civilizações mais antigas. Igualmente digno de nota é o fato de, nas mais variadas culturas, em todos os continentes, existirem tradições que aludem à ocorrência de um dilúvio global com paralelismos espantosos entre sí, tendo sido documentadas mais de 270 em contextos culturais diferentes.

Antropólogos dizem que há mais de 1.000.000 de narrativas do dilúvio em povos e culturas diferentes do mundo e todas elas, coincidentemente ou não, são no início destas civilizações. Para a civilização ocidental, a história mais conhecida a respeito do dilúvio é a da Arca de Noé, segundo a tradição judaico-cristã. O Dilúvio também é descrito em fontes americanas, asiáticas, sumérias, assírias, armênias, egípcias e persas, entre outras, de forma basicamente semelhante ao episódio bíblico, porém em algumas civilizações se relata sobre inundações em vez de chuvas torrenciais: uma divindade decide limpar a Terra de uma humanidade corrupta, ou imperfeita, e escolhe um homem bom aos seus olhos para construir uma arca para abrigar sua criação enquanto durasse a inundação.

Observe em linhas gerais no mapa abaixo a distribuição no globo da maioria desses relatos e veja que em todos os continentes há registros diluvianos. Existem algumas considerações a serem feitas, e não é o objetivo deste pequeno artigo, como muitas dessas narrativas serem apenas de inundações de rios locais (no caso dos 1 milhão das narrativas), da questão das causas da inundação (meteoro, tectônica de placas ou mudança dos polos), e a única grande objeção real sobre a altura das ondas por causa do Monte Everest. Um pesquisador sensato e com mente clara irá perceber que todas essas objeções já forma mais que suficientemente resolvidas, restando somente a questão do Everest, mas facilmente respondida com a certeza de que, mesmo que lá não fosse submergido, ninguém subsistiria em sua altitude.

Fiz uma leitura de quase todo o conteúdo principal encontrado na internet e em alguns livros. Também li em páginas de cético ateus sobre o “desmascaramento do dilúvio de Gênesis” e coisas deste tipo. Além de perceber a infantilidade das perguntas que mais parecem com as daquelas crianças que querem saber por onde elas saíram da barriga da mamãe, sendo a resposta tão óbvia para os que são adultos, mas “inexplicável” a “bebês”. Não há como não ver que os achados de fósseis marinhos no Nordeste brasileiro é uma indicação de que o mar invadiu também aquela área. Mesmo que alguns geólogos digam que isto foi a milhões de anos. Se você remover a data inventada, resta a prova do dilúvio.

Uma evidência moderna do poder das águas são os tsunamis. Impressiona-me o estudo do sismo e do tsunami de 2004 na Indonésia. Seu hipocentro foi a cerca de 30 km de profundidade da crosta terrestre, com mais de 9,0 na Escala de Richter e as águas vieram somente do mar causando ondas entre 10 e 30 metros. Foi um evento tão poderoso que alterou a posição do Polo Norte, modificou a forma do planeta e encurtou o comprimento dos dias em alguns microssegundos (a Terra gira mais rápido agora), além dos milhares de mortos, 15 países diferentes foram afetados diretamente. E isso passou longe de um dilúvio!

Como ouvi em um debate acadêmico entre cientistas evolucionistas e criacionistas na Universidade Mackenkie algum tempo atrás, quando o biólogo evolucionista ao ser indagado se a evolução é um fato incontestável, ele respondeu que não poria desta forma, mas que era algo “altamente corroborado pelas evidências”. Nesta categoria coloco o dilúvio relatado em Gênesis, de forma bem científica: é altamente corroborado pelas evidências!

Carlos Carvalho


sábado, 22 de junho de 2013

Tempo & Datação
Parte 1

J.W. Sire
Podemos classificar os métodos empregados em três grupos:
  • ·         métodos de pesquisa em estratigrafia (paleomagnetismo e estratigrafia);
  • ·         métodos de datação baseados em quantidade de isótopos radioativos e seus derivados (40Ar/39Ar, K/Ar, U/Pb, Rb/Sr, Sm/Nd, Re/Os, 230Th/234U, Séries do U, 14C);
  • ·         métodos baseados em danos de radiação cumulativos causados no material geológico (Traços de Fissão, TL/OSR, ESR).

As menções de pesquisa em estratigrafia aparecem em cerca de 34% dos artigos. O método mais citado de pesquisa estratigráfica utiliza a orientação da magnetização das rochas. Supõe-se que a rocha tenha-se formado em alta temperatura e a direção da magnetização da mesma seria a direção do campo magnético terrestre por ocasião do seu resfriamento. Estudos deste tipo indicam diversas reversões do campo magnético terrestre, que são usadas como referência em estratigrafia. Os artigos que mencionam este tipo de estudo foram contados nas colunas sob o título de paleomagnetismo, aparecendo em cerca de 20% dos artigos. Cerca de 70% destes artigos não mencionam métodos de datação para calibrar as inversões magnéticas no tempo.
Dos métodos de datação baseados em quantidades de isótopos radioativos e seus derivados, observa-se que os mais utilizados são os que envolvem o isótopo radioativo 40K (K/Ar e 40Ar/39Ar). Os outros método que se destacam são os métodos do U/Pb, (mais utilizado para tempos maiores do que o tempo atribuído ao Fanerozóico), e o método do C14, que tem utilidade limitada a tempos curtos em datação arqueológica e a parte do período quaternário.
O método de datação por traços de fissão baseia-se nos danos causados na estrutura cristalina da rocha pelas partículas resultantes da fissão espontânea do 238U, sendo aplicado a rochas em qualquer período da sequência estratigráfica. São mencionados em cerca de 5% dos artigos.
Os métodos de TL/OSL e ESR são baseados na criação de defeitos em cristais pela radiação ionizante proveniente do ambiente e de isótopos radioativos na própria rocha, e tem sido utilizados para datação de parte do período quaternário e datações arqueológicas. Deixaram de ser utilizados para outros períodos por não darem resultados compatíveis com o esperado (Ikeya 1983). São mencionados em cerca de 5% dos artigos, mas vários deles tratam apenas de estudos da viabilidade do método para datação geológica ou de estudos dos modelos dos fenômenos de termoluminescência (TL) ou luminescência opticamente estimulada (OSL).
(Continua…)

Carlos Carvalho

Referência citada:

IKEYA, M. (1983) Progress in ESR dating of fossils. PACT Journal 9:421-431.