terça-feira, 22 de novembro de 2011

Tentações de Cristo, nossas tentações!

Mateus 4: 1-11



   As tentações descritas neste texto que foram experimentadas por Jesus são um quadro fiel das tentações mais básicas que todos nós sofremos até hoje. Elas claramente nos mostram, de forma mais abrangente, três coisas iniciais:

1.      As tentações são confrontos nos pecados mais básicos em nossa natureza.

2.      Satanás não necessita inventar novos pecados, pois o ser humano ainda é o mesmo.

3.      E, na Palavra de Deus encontramos saída e suporte para resistirmos a todo tipo de tentação.

    Isso é fundamental e está no alicerce desta passagem bíblica. Gostaria de analisar com você um pouco mais detidamente a natureza destas tentações e suas implicações com a nossa realidade do século XXI.

    Quando disse que Satanás não precisa inventar pecados novos, pois o ser humano é o mesmo, isso significa ao menos duas coisas. Primeira, que ele (Satanás) sabe que o ser humano apesar de estar no planeta a milhares de anos, ainda não desenvolveu uma defesa eficaz contra os ataques por ele deferidos contra a alma das pessoas. Ele não precisa inventar coisas novas, apenas mudar a roupagem das velhas para parecer moderno ou pós, que ainda consegue os mesmos resultados de sempre, porque o ditado esportivo ainda faz efeito: “em time que está ganhando...”.

    Segunda coisa, a menos que as pessoas compreendam o real significado da vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo no cenário cósmico da salvação e do resgate da vida humana distanciada de Deus, elas não poderão desafiar com sucesso o poder destrutivo que as tentações exercem em todos.

    Para dar alguns exemplos, fiz uma pequena relação do livro do Gênesis de pecados que forma registrados nos primórdios da humanidade, antes das civilizações surgirem. Desde que os seres humanos surgiram no planetinha verde e azul os problemas os acompanharam, seja pela força exterior do Mal presente ou pela dádiva do livre-arbítrio concedida por Deus. Veja abaixo uma pequena parcela deles.

Morte / Homicídio  (Gên.4:8)

Corrupção e violência  (Gên.6:11,12)

Embriaguês  (Gên.9:20,21)

Omissão / Mentiras  (Gên.12:18,19)

Guerras  (Gên.14: 1,2)

Sodomia / Pederastia  (Gên.13:13 e 18:20)

Incesto  (Gên.19:31-36)

Traição  (Gên.27:6-10,35)

Defloração / Sexo antes do matrimônio  (Gên.34:1-7, 13, 31)

Ódio  (Gên.37:4,5)

Prostituição  (Gên.38:14-18)

Adultério  (Gên.39:6-9)

    Apenas para início de conversa. Esses pecados estavam presentes na vida das primeiras comunidades humanas. E desde lá eram considerados pecados ou violações de conduta que merecia punição, castigo ou repreensão pública. Isso, portanto é muito antigo, por isso disse que o Inimigo não precisa inventar nada novo, pois ele tem conseguido com alto índice de desempenho aliciar a maior parte da humanidade para seu “time”.

    Outra coisa que precisa ficar bem clara aqui, antes que interpretem errado o que estou dizendo é: Satanás e seus demônios não são a fonte das tentações. Eles mesmos foram tentados e caíram. As tentações estão dentro de cada um de nós, cada qual com suas fraquezas ou debilidades. Portanto, não é o Inimigo que de fato nos tenta, somos nós mesmos por causa do poder do livre-arbítrio. O demônio é apenas o facilitador da coisa.

    Aqui chegamos ao cerne de minha argumentação. O que as tentações às quais Jesus foi exposto nos dizem? Quais suas implicações para nós? Penso que as três tentações têm em si os mesmos aspectos reais hoje, senão vejamos.

A primeira tentação – a de transformar as pedras em pães – é um confronto direto com o que eu denominei ética do sustento. Ser tentado ou confrontado na ética do sustento significa saber ou descobrir até onde estou disposto a ir para ganhar o pão de cada dia. Ou seja, quais são as minhas justificativas para fazer o que faço para ganhar a vida? Quais são as minhas desculpas para não agir corretamente, eticamente ou honestamente no ato de produzir o meu sustento diário?

    Como respondo a essas indagações mostram qual o nível de tentação ao qual estou exposto todos os dias. Isso pode ser usado como referência a todos os tipos de profissão e em todas as áreas de negócio ou comércio. Isso vai do que é legalizado e permitido até o que é ilegal e marginalizado.

A segunda tentação – a de se lançar do alto do templo – é a tentação contra a santidade da vida e do corpo. O corpo no qual está confinada a nossa vida terrena é sagrado para Deus, não apenas nas religiões monoteístas, mas em quase todas elas desde a antiguidade. Expor-se aos perigos em todos os setores da vida, nos horários de retorno para casa, nos entretenimentos, nas relações sexuais e nos relacionamentos que não dão em nada, são algumas formas de tentar contra a vida e o corpo.

    O dom mais precioso que recebemos não é a saúde, a inteligência ou a família, todos esses são extremamente importantes, mas sim o dom da vida. A vida é o princípio de tudo para nós. A existência é a vida, e, sem ela, não podemos desfrutar da existência, da saúde, da inteligência e de tudo mais.

    Mesmo para os doentes, para os aflitos, para os dependentes e todos os que padecem de males, o mais importante é estar vivo. Celebrar a vida é o principal. Agora, não podemos celebrar a vida achando que ele é uma festa, porque não é. Quando possuímos uma concepção errada da vida é que sofremos as tentações contra a santidade e sacralidade dela. Quando não temos concepção correta da vida é que expomos nosso corpo aos perigos.

A terceira tentação – a de servir ao Diabo em troca de riqueza e glória – é a de adorar e servir ao não-Deus em troca de seus favores. Tudo aquilo que não é Deus é não-Deus. Tudo aquilo que não é Deus é uma criação ou criatura. Ao colocarmos as coisas, pessoas, bens, riquezas, glória, fama e outros seres espirituais no lugar devido somente a Deus, estamos caindo na tentação de servir a outro que não seja o Senhor para alcançar coisas fúteis.

    Alguns dizem que Deus está acima de tudo, “primeiramente Deus”, que Ele está em posição inigualável em suas mentes e corações e que os outros são seus auxiliares, estão abaixo dEle e são buscados para ajudar a chegar a Ele mais corretamente. Nada mais falso.

    Assim como Deus está acima, não há outro ao lado e nem abaixo. As palavras de Jesus no texto em resposta a Satanás nos declaram objetivamente: “Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”. Portanto, só “há” Ele e só “a” Ele, não existe neste caso o meio-termo. O texto das Escrituras Sagradas não aceita a imposição da língua latina das “dulias” e da “latria”.

    Somente um correto relacionamento com Jesus Cristo e com a Palavra de Deus, tem a eficácia de nos preservar de render-nos as tentações que estão dentro de nós e são diariamente facilitadas pelo nosso Inimigo.

    Pense nisso!







Por Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica

Davi Lyu, desenhista dos clássicos da Disney “A Bela e a Fera” e “Rei Leão”, largou os salários milionários para servir a Deus

“Deus é um artista cheio de imaginação e de criatividade”

 


“Deus é um artista cheio de imaginação e de criatividade”, disse o veterano animador, Davy Liu, que agora é produtor de filmes independentes, além de ilustrador e diretor de arte. ”Os melhores artistas e músicos da história criaram as suas melhores obras para Deus, que merece o nosso melhor”. Profissional experiente, trabalhou para a Disney em desenhos como “A Bela e a Fera”, “Aladdin”, “Mulan” e “O Rei Leão”.

Também fez trabalhos para George Lucas e o departamento de animação da Warner Bros. Suas ilustrações marcaram as páginas de várias revistas e jornais.

Em uma entrevista recente, Liu disse que abandonou seu emprego de salário milionário como animador em Hollywood, a fim de realizar um sonho. Agora está produzindo uma série de 12 animações que espalham a mensagem do evangelho. Com confiança, persistência, sonho e paixão, Liu está determinado a oferecer o seu melhor para Deus. Aos 19 anos, Liu tornou-se o primeiro animador chinês da Disney, onde aprendeu quase tudo que sabe. Quando estava trabalhando em “O Rei Leão” teve a vontade de criar uma série de filmes de animação com temas bíblicos. Ele explica que a trama de “O Rei Leão” é parcialmente inspirada na história de José, relatada na Bíblia.

Assim como José, Simba, o filho de Mufasa, deveria se tornar uma pessoa poderosa, mas deixou seu reino e foi para um lugar distante até que resgata sua identidade para poder assumir o trono. O filme da Disney mostra o pequeno Simba em busca de sua própria identidade até chegar à maturidade necessária para ser rei. Com a inspiração de “O Rei Leão”, Liu decidiu que filmaria uma série de animações de histórias da Bíblia numa perspectiva diferente: a dos animais. Em 1999, aos 30 anos, renunciou o seu trabalho na Disney no auge de sua carreira. Ele começou do zero, assumindo responsabilidades por todos os detalhes do seu projeto, inclusive escrever roteiros, desenhar os cenários e criar personagens. O artista já tem vários de seus scripts prontos, que devem virar filmes com cerca de 90 minutos de duração. Alguns deles já foram publicados em formato de livro: “Leaf Giant”, “Peixe Fire”, “Convidado da Jordânia”, e “A Festa da Royal.”.

Liu estima que cerca de 50 milhões de dólares serão necessários para a produção de todas as animações. Devido a sua complexidade, cada uma deve demorar cerca de dois anos para ser terminada. Mas Liu ainda não encontrou investidores que entendam sua proposta, que não é simplesmente ganhar dinheiro com o cinema. “Folha Gigante”, por exemplo, é a história da Arca de Noé visto através da perspectiva de alguns dos animais que entraram nela. “Peixes de fogo” é a história de Moisés cruzando o Mar Vermelho contada pelos peixes, “Convidado da Jordânia” é a história da crucificação de Jesus vista pelo burrinho que o carregou. “O Banquete Real” é a história de Daniel contada pelos leões. “Recebi as inspirações para essas histórias enquanto fazia meu devocional”, lembra. Por exemplo, quando li Gênesis 6, fiquei muito curioso para saber como Deus chamou todos os animais para entrar na arca?

“Folha Gigante” conta a história de Kendu, uma raposa que se viu durante um sonho boiando em uma folha gigante em meio a muita água. Ao acordar, ela inicia uma jornada para chegar a esse refúgio e encontra um macaco chamado Yitzhak e uma coala chamada Odelia. Ao chegar à arca eles encontram alimento em abundancia e descobrem seus pares estavam lá esperando por eles. “Quando eu era pequeno, pensava que Jesus era como um animal que comia um décimo de tudo que tinha. A maioria das pessoas têm ideias erradas sobre Jesus e não entendem a cultura dos tempos da Bíblia. No entanto, quando as histórias da Bíblia forem mostradas no cinema, o público vai se perguntar onde está o refúgio de suas vidas?

Parece algo complexo demais para uma criança? “A verdade é que adultos também gostam de assistir animações. As crianças nem sempre entendem a mensagem escondida, mas seus pais sim”. Ele lembra que sucessos de bilheteria recentes como “Toy Story 3″ e “Up – Altas Aventuras”, da Pixar, tinham mensagens positivas e comoventes..

Desde que Liu deixou Hollywood para seguir o chamado de Deus em sua vida, já experimentou a desaprovação de sua família e grandes pressões financeiras. Mas ele não desiste, pois acredita firmemente que nada é mais importante do que ganhar vidas para o Senhor. Ele criou a produtora Kendu filmes e explica. “Quando eu trabalhava na Disney, pensava comigo mesmo por que os filmes e obras de arte produzidas por cristãos muitas vezes são feitos com orçamentos baixos ou são pouco atraentes? Eu perguntei isso a Deus em oração. O Senhor me disse que é porque bons artistas deram o seu melhor para o mundo.”

Foi então que Liu decidiu dedicar-se ao trabalho para o reino de Deus. ”Decidi me dedicar no momento em que ainda estava jovem e saudável para fazer a obra de Deus. Deus merece o melhor. Eu não quero esperar até a aposentadoria aos 65 anos antes de fazer isso, quero dar o meu melhor para Deus.”

Apesar de ainda não ter conseguido os investidos necessários para fazer todas suas animações, Liu acredita profundamente que Deus o chamou para fazer isso e é apenas uma questão de tempo. ”Mesmo que eu morra amanhã, não vou me arrepender. A vida presente é muito curta. Espero usar meu talento para glorificar a Deus e ajuntar tesouros no céu “.

Ele já está na fase de pré-produção de “A Folha Gigante”, que deve chegar aos cinemas em 2013 no formato 3D.

Fonte: Gospelprime


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Sociologia Inversa

     Escrever sobre temas sociais atualmente é tarefa mais fácil que outrora, pois os temas e assuntos se multiplicaram extremamente. Basta olhar para um pequeno problema ou dificuldade que encontramos e pronto, temos uma abordagem para falar por muito tempo e teorizar de diversas maneiras.

     Óbvio que é partir da observação dos problemas e dilemas das pessoas que encontramos a fonte para discorrer os nossos assuntos, mas para mim, talvez nossa abordagem esteja sendo prejudicada por nossa ótica científica ou mesmo acadêmica. E, talvez, em virtude disso, não conseguimos mais “enxergar” de fato os reais problemas de nossa sociedade.

     Permitam-me dois exemplos extremos entre si, mas simples. O primeiro é a questão de como devemos tratar as crianças e seu desenvolvimento pessoal e social e assim por diante. Criamos o ECA (claramente um avanço, mas tenho minhas ressalvas!), emendas parlamentares e até leis para que a sociedade e os pais as cumprissem afim de que abusos contra as crianças não sejam mais permitidos; isso foi uma coisa boa.

     Mas parece que todas essas coisas foram criadas em ambiente totalmente diferente ou em laboratório acadêmico ou político que diverge em muito da vida diária da qual todos fazemos parte. Vejam, proibimos o trabalho infantil e asseveramos multas e penas pesadas para quem descumprir as leis, mas vemos todos os dias elas serem aviltadas nos faróis, nas esquinas, nas ruas, nos centros e em nossos bairros. Ali, naqueles lugares visíveis, passam todos os dias os acadêmicos, os políticos, os sociólogos e os conselheiros e, parece que ninguém mais pensa soluções reais para problemas reais, talvez porque já fizeram “sua parte” formulando leis e estatutos.

     Mas todos nós sabemos que os problemas estão longe de serem resolvidos e não serão solucionados por códigos e estatutos, nem sem uma intervenção direta e concreta de todos os participantes do tecido social. Nós criamos as leis, mas com elas, criamos também seus transgressores. Criamos nossa Quimera, mas não temos nosso Belerofonte. Produzimos textos cujas letras não ganham vida prática e não tocam o mundo real.

     O segundo exemplo, e peço que tenham paciência, é o que aconteceu nesses dias na USP. Jovens que se levantaram para protestar em defesa de outros três que foram abordados pela PM porque usavam maconha, e, por isso invadiram o prédio da reitoria. A maioria que estuda por lá são filhos de pessoas mais abastadas da sociedade e a USP tem, para mim, um pequeno índice de bolsas para os mais pobres, que deveriam ser os maiores beneficiários de seu campus.

     Em resumo, eles querem que a polícia saia de lá para ficarem livres para usar ou traficar maconha (pois ela tem que chegar lá de alguma forma!) e, desta forma, perpetuar uma prática que ainda é considerada ilegal em nosso país, e que tem sido a porta de entrada para a destruição daqueles que suas famílias não possuem os fartos recursos para o tratamento adequado da dependência de drogas.  São esses estudantes que serão os nossos médicos, advogados, cientistas sociais, políticos e mestres do amanhã. Alguém já fez essa pergunta cantando: “como será o amanhã? Responda quem puder!”. Temo que nosso amanhã seja sombrio, perdoem meu pessimismo.

     Nossa “sociologia” está andando diametralmente oposta às nossas teses e documentos produzidos no laboratório relativamente seguro de nossas mentes.

Por Carlos Carvalho

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Vida Extrema

Por Carlos Carvalho

“Se o Cristianismo fosse inventado por nós, é claro que seria mais fácil. Mas não é”

C.S.Lewis (Cristianismo Puro e Simples)





Durante três semanas fomos ensinados pela Palavra de Deus acerca da vida extrema. Ao contrário do que muitos pensam, viver extremamente segundo o ensino de Jesus, não é viver no limite ou na “corda-bamba” da vida, nem em “altas aventuras” cheias de “adrenalina” para preencher o vazio do ser humano.

Segundo Jesus, uma vida extrema é uma vida de escolhas conscientes, escolhas essas que podem ser extremamente contrárias ao modo de vida de um humano médio e ao mesmo tempo trazem alto nível de espiritualidade para aqueles que decidem viver assim.

Para exemplificar nossos argumentos utilizamos o famoso Sermão do Monte que Jesus proferiu e foi reproduzido por Mateus nos capítulos cinco a sete do livro que leva seu nome. Iremos apenas tomar alguns versículos e descrever as frases de efeito que foram geradas no entendimento dos textos.

A pergunta que permeará cada item sempre será: o que significa para Jesus viver uma vida extrema? A partir daí, tiramos nossas conclusões.



Capítulo 5

1.      É estar pronto até mesmo para ser perseguido por causa da nossa fé (v.11,12)

2.      É viver um alto grau de justiça (v.20)

3.      É ir além do “não matarás” (v.21-26)

4.      É ir além do “não adulterarás” (v.27-30)

5.      É ir além do divórcio (v.31,32)

6.      É ir além dos “juramentos” (v.33-37)

7.      É abandonar a vingança (v.38-42)

8.      É exercer a plenitude do amor (v.43-48)



Capítulo 6

9.      É não fazer o bem motivado por autopromoção (v.1-4)

10.  É manter um local pessoal de oração e comunhão com o Pai (v.5-15)

11.  É não permitir que a ganância se torne o guia do coração (v.19-24)

12.  É aprender a depender de Deus (v.25-32)

13.  É estabelecer a maior de todas as prioridades (v.33,34)





Capítulo 7

14.  É ter cuidado com suas opiniões pessoais (v.1,2)

15.  É “ver” suas falhas primeiro (v.3-5)

16.  É semear aquilo que você deseja (v.12)

17.  É uma porta estreita (v.13,14)

18.  É entrar no Reino de Deus com atitudes corretas, não somente de palavras (v.21-23)

19.  É uma resposta do ser humano quando se expõe a Deus (v.24-27)



Aos que realmente desejam ser cristãos, só há uma esperança de vida eterna: confiar inteiramente na graça de Deus que opera pelo amor de Jesus Cristo, que nos transforma a cada dia pelo seu Espírito Santo que habita em nós. É só!

Pensem nisso!


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

POLITIZAR OU NÃO POLITIZAR, EIS A QUESTÃO

Por Altair Germano

Em tempos de eleições, sempre resurgem na igreja as discussões e debates sobre o papel e posicionamento político da mesma.


Em meio a estas discussões, pelo menos três pontos de vistas se destacam:

- Os extremamente resistentes
- Os exageradamente entusiastas
- Os equilibradamente posicionados


Qual a maior missão da Igreja? Em minha opinião, evangelizar o mundo através do testemunho (At 1.8), da pregação Mc 16.15), do ensino (Mt 28.18-20).

A igreja, enquanto cumpre a grande comissão, deve ser politizada? O que significa politização?

Politizar, segundo o dicionário de Houaiss, significa:

"dar ou adquirir consciência dos direitos e deveres do cidadão."

O dicionário Aurélio define politizar nos seguintes termos:

"Inculcar a (certas classes ou categorias sociais) ou a (indivíduos dessas classes) a consciência dos deveres e direitos políticos dos cidadãos que as compõem, preparando-os para o livre exercício deles: politizar os trabalhadores." e ainda "Tornar-se consciente dos deveres e dos direitos políticos; tornar-se politicamente consciente: Politizou-se, participando de movimentos estudantis."

O Wikcionário afirma:

"trabalhar pela formação política dos indivíduos e pela sua conscientização, em relação à realidade política que os cerca"

Entendendo o significado de politizar, verificaremos que no Novo Testamento a politização (tomada de consciência da realidade política, dos direitos e deveres dos cristãos enquanto cidadãos terrenos) está evidenciada, dentre outras, através das seguintes passagens:

- Sobre o dever de pagar impostos:

"Chegando, disseram-lhe: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não te importas com quem quer que seja, porque não olhas a aparência dos homens; antes, segundo a verdade, ensinas o caminho de Deus; é lícito pagar tributo a César ou não? Devemos ou não devemos pagar?Mas Jesus, percebendo-lhes a hipocrisia, respondeu: Por que me experimentais? Trazei-me um denário para que eu o veja.E eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam: De César. Disse-lhes, então, Jesus: Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. E muito se admiraram dele." (Mc 12.14-17)

"Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. " (Rm 13.7)

- Sobre a origem da autoridade do poder temporal:

"Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem. " (Jo 19.11)

- Sobre o dever de se submeter às autoridades:

"Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. " (Rm 13.1)

- Sobre o direito de não se submeter às autoridades: "Mas Pedro e João lhes responderam: Julgai se é justo diante de Deus ouvir-vos antes a vós outros do que a Deus; pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos." (At 4.19-10)

- Sobre o direito de honrar as autoridades:

"Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei. " (1 Pe 2.17)

- Sobre o dever de orar pelas autoridades:

"Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens,em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito." (1 Tm 2.1-2)

- Sobre o direito/dever de denunciar o pecado das autoridades:

"Porque Herodes, havendo prendido e atado a João, o metera no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão; pois João lhe dizia: Não te é lícito possuí-la." (Mt 14.3-4)

- Sobre a legitimidade de reivindicar e exercer os direitos como cidadãos:

"Quando o estavam amarrando com correias, disse Paulo ao centurião presente: Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado? Ouvindo isto, o centurião procurou o comandante e lhe disse: Que estás para fazer? Porque este homem é cidadão romano. Vindo o comandante, perguntou a Paulo: Dize-me: és tu romano? Ele disse: Sou. mediatamente, se afastaram os que estavam para o inquirir com açoites. O próprio comandante sentiu-se receoso quando soube que Paulo era romano, porque o mandara amarrar." (At 22.25-29)

A dificuldade que alguns possuem em não reconhecer no Novo Testamento a presença de ensinos e orientações politizantes, é pelo fato do seu contexto político não ser o de um regime democrático, mas sim, um misto de monarquia e imperialismo. Em tais regimes o povo não possuía o direito de votar e ser votado.

Dessa forma, se percebe que não há problema algum, quando nos dias atuais alguns líderes cristãos resolvem ensinar, orientar e advertir a igreja quanto às questões políticas de nossa época (direitos e deveres), com base em princípios bíblicos, visto que não há normas específicas no texto sagrado, que diga qual deve ser a postura do cristão numa democracia, principalmente quanto o assunto é votar e ser votado.

É politizando que se combate a politicagem.

É politizando que se combate a manipulação.

É politizando que se combate a corrupção.

É politizando que se combate a alienação.

É necessário pregar o Evangelho ao mundo.

É necessário politizar a Igreja.

É necessário orar pelas autoridades.

É necessário denunciar as autoridades.

É necessário ensinar e promover a obediência às leis justas, que contribuem para manter a ordem social, a dignidade humana e o valor da família.

É necessário ensinar e promover a resistência às leis injustas, que cooperam para a promoção da anarquia, da imoralidade e da destruição da família.

Se temos o direito de votar, façamos isto de forma consciente, pedindo a Deus sabedoria e discernimento.

Num regime democrático representativo como o nosso, a escolha de um candidato implica em dizer que as ideias, falas, decisões e ações dele são as mesmas dos seus eleitores, ou por eles autorizadas.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O Poder de Cura

por Carlos Carvalho


Desde o seu surgimento e desenvolvimento posterior o ser humano tem procurado se utilizar de mecanismos e conhecimentos para a sua própria cura. Desde as ervas medicinais usadas nos povos mesopotâmicos mais primitivos e as mais modernas tribos que ainda existem, os relatos orais de pais e avós transmitidos de geração em geração sobre alimentos e costumes que visam a boa saúde, os escritos milenares como o herbis papirus, talvez o mais antigo documento escrito sobre medicina que se tenha notícia, as Escrituras Judaicas do Velho Testamento com seus costumes de limpeza e higiene popular antigos ou as mais avançadas pesquisas no campo da farmacêutica e genética, apontam para uma só direção: a busca pela saúde do homem.

Seria muito estranho se os cristãos de todo o mundo e em todas as épocas não pensassem ou não se preocupassem com a saúde pessoal. Desde o comportamento alterado pelo Cristianismo no sentido de mudar os hábitos prejudiciais à saúde, como o cigarro, a bebida, o sexo livre e as drogas, até as orações particulares ou coletivas pedindo a Deus a cura, são métodos usados pelos cristãos em toda a sua história.

Agora, pensando num sentido mais espiritual e bíblico, onde encontramos a fonte do poder de cura que subjaz à fé dos que acreditam que de fato, Jesus Cristo pode curá-los das doenças mais atrozes e às mais simples? Quais são as “provas” espirituais que nos fazem ir em direção a essa cura? Se todos, à sua maneira buscam a cura das doenças (sejam médicos, cientistas, espiritualistas, e religiosos de todos os tipos), onde o cristão a encontrará além da medicina?



1º- Em Deus  -  Salmo 103.1-3

“Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.

Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.

Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades,”



2º- Em sua Palavra  -  Salmo 107.20

“Enviou a sua palavra, e os sarou; e os livrou da sua destruição.”



3º- Em escutar a sabedoria  -  Provérbios 4.20-22

“Filho meu, atenta para as minhas palavras; às minhas razões inclina o teu ouvido.

Não as deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-as no íntimo do teu coração.

Porque são vida para os que as acham, e saúde para todo o seu corpo.”


  4º- No jejum bíblico  -  Isaías 58.6-8

“Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?

Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?

Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.”



5º- Na fé no nome de Jesus  -  Atos 3.11-16

“E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão.

E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?

O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu filho Jesus, a quem vós entregastes e perante a face de Pilatos negastes, tendo ele determinado que fosse solto.

Mas vós negastes o Santo e o Justo, e pedistes que se vos desse um homem homicida.

E matastes o Príncipe da vida, ao qual Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.

E pela fé no seu nome fez o seu nome fortalecer a este que vedes e conheceis; sim, a fé que vem por ele, deu a este, na presença de todos vós, esta perfeita saúde.”



6º- No poder da ressurreição  -  Romanos 8.11 / Filipenses 3.10

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.

para conhecê-lo, e o poder da sua ressurreição e a e a participação dos seus sofrimentos, conformando-me a ele na sua morte,”



7º- Na oração da fé  -  Tiago 5.15

“E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.”



8º- Na esperança eterna e promessas futuras de Deus  -  Apocalipse 22.1,2

“E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro.

No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações”



Carlos Carvalho

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Proteção

Por Carlos Carvalho

Textos Bíblicos selecionados:

“E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado.”

(Gênesis 28.15)

“Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.

Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.

Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.”

(Salmo 91.10-12)

Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.

(Salmo 127.1)

“O qual nos livrou de tão grande morte, e livra; em quem esperamos que também nos livrará ainda”

(II Coríntios 1.10)

Quando nos deparamos com textos como esses, basicamente reagimos de duas formas distintas, a primeira: alegramo-nos em saber que Deus dispensa para os seus este tipo de proteção especial; e a segunda: um questionamento sobre por que uma parte das pessoas (incluindo as que consideramos inocentes) parecem não possuir proteção alguma.

Longe de possuir resposta definitiva para o assunto, penso que podemos enveredar por um caminho que, se não nos responder de fato, poderá nos oferecer algo que soe como satisfatório dos motivos do motivo pelo qual essas coisas acontecem. Nada ou ninguém nos proíbe de pensar e refletir sobre o tema.

Penso que a questão da proteção está dividida em três itens, e sobre eles vamos discorrer em termos bíblicos. A essência é usar a Palavra para inferir se há nela algum tipo de resposta para as questões da vida que a cada dia são levantadas. Creio que a proteção passa por atitudes pessoais em áreas distintas, sem as quais não poderíamos desfrutar dela em verdade.

Primeiroexistem os que não pedem por sua proteção. São aqueles que confiam com ingenuidade no sistema ou não consideram que seja necessário fazer qualquer prece por proteção pessoal. Normalmente são arrogantes em relação a Deus e ao seu Cristo e seguros quanto ao serviço e dispositivos de segurança que possuem. E mais, sabendo que somos insuficientes para garantir nossa proteção, não recorrem a Deus em oração diária por ela. Veja o que a Bíblia nos ensina acerca de pedir a Deus por nossa proteção.

“E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.”

(Mateus 6.13)



“E Jacó fez um voto, dizendo: Se Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir;

E eu em paz tornar à casa de meu pai, o SENHOR me será por Deus;

E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo.”

(Gênesis 28.20-22)

“Em ti, SENHOR, confio; nunca me deixes confundido. Livra-me pela tua justiça.

Inclina para mim os teus ouvidos, livra-me depressa; sê a minha firme rocha, uma casa fortíssima que me salve.

Porque tu és a minha rocha e a minha fortaleza; assim, por amor do teu nome, guia-me e encaminha-me.

Tira-me da rede que para mim esconderam, pois tu és a minha força.

Nas tuas mãos encomendo o meu espírito; tu me redimiste, SENHOR Deus da verdade.

Os meus tempos estão nas tuas mãos; livra-me das mãos dos meus inimigos e dos que me perseguem”

(Salmo 31.1-5 e 15)

“Ouve, ó Deus, a minha voz na minha oração; guarda a minha vida do temor do inimigo.

Esconde-me do secreto conselho dos maus, e do tumulto dos que praticam a iniqüidade”

(Salmo 64.1 e 2)

“Livra-me, ó SENHOR, do homem mau; guarda-me do homem violento”

(Salmo 140.1)

Segundohá os que não se preocupam com sua proteção. É possível que algumas pessoas acreditem realmente que nada nunca vai acontecer a elas e vivem como se isso fosse verdadeiro, não levando em consideração a sua própria proteção. Não se apercebem dos horários avançados, os locais que freqüentam ou preocupam-se como deixar claro aos seus entes queridos a sua localização. Vamos às Escrituras e vejamos o que ela tem a dizer a estes.

“Levou-o também a Jerusalém, e pô-lo sobre o pináculo do templo, e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo;

Porque está escrito: Mandará aos seus anjos, acerca de ti, que te guardem,

E que te sustenham nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.

E Jesus, respondendo, disse-lhe: Dito está: Não tentarás ao Senhor teu Deus.”

(Lucas 4.9-12)

“Mas o que ouve e não pratica é semelhante ao homem que edificou uma casa sobre terra, sem alicerces, na qual bateu com ímpeto a corrente, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.”

(Lucas 6.49)

“O sábio teme, e desvia-se do mal, mas o tolo se encoleriza, e dá-se por seguro.”

(Provérbios 14.16)

“Há um caminho que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos da morte.”

(Provérbios 16.25)

“O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e acabam pagando”

(Provérbios 22.3.)

Terceiro os que não possuem quem olhe por sua proteção. Neste caso o problema é outro. Estes não têm o que chamamos de intercessores. Seus pais ou parentes não oram por eles. Não há pastores e cristãos que orem por eles. Assim, andam desprotegidos pela vida. Poderíamos usar isso no aspecto social, apontando para os que estão em risco social, mas trataremos aqui apenas do item oração que é feita por alguém. O que vemos nas Bíblia sobre isso?

“Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Talvez pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.”

“E o SENHOR virou o cativeiro de Jó, quando orava pelos seus amigos; e o SENHOR acrescentou, em dobro, a tudo quanto Jó antes possuía.”

(Jó 1.5 e 42.10)

“Saúda-vos Epafras, que é dos vossos, servo de Cristo, combatendo sempre por vós em orações, para que vos conserveis firmes, perfeitos e consumados em toda a vontade de Deus.”

(Colossenses 4.12)

“Irmãos, orai por nós.”

(I Tessalonicenses 5.25)

“E quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes vos ensinarei o caminho bom e direito.”

(I Samuel 12.23)

“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus”

(Atos 12.5)

Ao ponderar sobre esses três aspectos podemos ter alguma luz sobre a questão. É possível que, se de alguma maneira, pudermos manter essas atitudes sobre a proteção, poderíamos, se não eliminar os perigos, ao menos diminuir grandemente o número de vítimas em nossos dias.

Creio que necessitamos de uma educação ou reeducação acerca da proteção ou da segurança pessoal nesta época. Precisamos não apenas de uma política séria de segurança pública, mas também nos educar e conscientizar-nos de que podemos pessoalmente, no âmbito familiar, como sociedade ou como cristãos, fazer a parte que nos cabe, no exercício da nossa segurança pessoal e a de nossos entes queridos.



Paz a todos!





quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A obediência garante os resultados divinos

Por Carlos Carvalho

Deuteronômio 8.20
“Como as nações que o SENHOR destruiu diante de vós, assim vós perecereis, porquanto não queríeis obedecer à voz do SENHOR vosso Deus.”
            Assim iniciamos nossa web desta semana. Com um chamado à obediência ao Senhor Deus e aos seus mandamento e estatutos. Veremos abaixo alguns textos que nos reportam a essa exigência de Deus para seu povo e seus filhos nas Escrituras e a sua atual importância para os nossos dias.


Esse foi o tema da nossa mensagem de domingo(07/08/2011). Obedecer a Deus é a garantia de que os resultados que Deus promete em sua Palavra torna-se-ão reais e se cumprirão cabalmente neste plano de existência no qual estamos. Obedecer dá-nos a chance que estar alinhados com a vontade de Deus e de maneira inexplicável, atrair suas bênçãos espirituais a nós.
            Quando dizemos: “garantir os resultados divinos”, não estamos garantindo todos os resultados humanos, de acordo com todas as vontades humanas ou caprichos pessoais de alguns. Se assim fosse, Deus não passaria de um empregado de alto nível (por sua condição superior) dos desejos dos humanos. Também, esse “Deus”, não deixaria de ser apenas um produto de nossa vontade ou pensamento, criado à nossa imagem e semelhança, dotado de poderes extraordinários, como o gênio da lâmpada de Aladim, pronto a cumprir os nossos pedidos.
            Os resultados esperados não são aqueles aos quais estamos acostumandos no nível administrativo, corporativo ou empresarial, que nos pedem excelência e empenho contínuo na execução perfeita de nossas atividades, embora possamos lançar mão desses princípios e aplicá-los em nossa vida com fins ao aprimoramento pessoal. Se esses fossem os esperados, o Reino de Deus não passaria de uma grande corporação global, com filiais no mundo inteiro, exigindo de seus “colaboradores” compromisso e feedback.
            Tampouco os resultados esperados são o aumento dos números financeiros, do crescimento dos investimentos nacionais e internacionais, da alta lucratividade, do custo-benefício, de cargos e salários ou das elevadas comissões executivas. E ao mesmo tempo, não diz respeito à construção de um “império” particular ou “denominacional”. Desta forma, a Igreja de Jesus seria nada menos que uma agência lucrativa ou uma embaixada corrompida em suas bases por seus embaixadores no poder. Donos de “mini-impérios” que fingem representar um “senhor”, não o Senhor.
            Os resultados garantidos são os desejos de Deus e de seu Cristo. Isto muitas vezes vai contrário à nossa natureza caída, desesperada por prazeres ilícitos e destituída de caráter divino. Os resultados de Deus estão expressos no Livro da Verdade que seu Espírito inspirou e estão disponíveis a todos os seres humanos que decidirem crer no que o próprio Deus estabeleceu como revelação a nós de si mesmo e de sua expressa vontade.
            Textos como os abaixo selecionados nos indicam quais os resultados que podem ser esperados por aqueles que obedecem a Deus e sua Palavra.
Deuteronômio 11.13-15 (a provisão divina).
1 Samuel 15.22,23 (o prazer de Deus).
Isaías 1.19,20 (o bem oferecido por Deus).
Atos 5.27-29 e 40,41 (a alegria em qualquer situação)
Hebreus 11.8-16 (vida futura).
            É claro que existem uma enorme variedade de textos com grandíssimas promessas de livramentos, de milagres, de respostas de orações e ações sobrenaturais de Deus, mas são balanceados com textos de sofrimento, de dores, de derrotas e de silêncio divino. Isso nos indica que as Escrituras foram projetadas para trazer equilíbrio ao ser humano. Para dar aos homens, tanto as vitórias de Deus (quando precisamos de sua intervenção miraculosa), como os consolos de Deus (quando passarmos por situações difíceis e tragédias da vida, onde não vemos a ação de Deus). Esse é o maior de todoas os resultados: uma pessoa espiritualmente madura e equilibrada em Cristo.
            Por fim, a obediência aos mandamentos é a chave-mestra para termos a garantia daquilo que Deus nos prometeu. O maior seguro de todos é a obediência. Obedecer a Deus e sua Palavra não nos decepcionará. Quem se decepciona são aqueles que não compreendem os processos de crescimento espiritual e de ação divina na Bíblia. Quem se frustra são aqueles que esperam resultados que Deus não prometeu e enganam-se dia após dia com esperanças vâs. Os que decidiram por obedecer a Deus, sabem da dificuldade da tarefa, mas conhecem seus benefícios.
Pensen nisso!


¢upakoh - (hupakoe) – Obediência
 
            Na construção desta palavra, encontramos hupo = “debaixo de”, e akouo = “ouvir”. Tem basicamente quatro significados:
  • Escutar – ouvir é simplesmente discernir os sons, mas escutar significa compreender o que se está ouvindo.
  • Atender – é estar pronto a responder de imediato a uma convocação ou chamado.
  • Submeter – é dar espaço ao outro. É colocar-se conscientemente debaixo das palavras de outra pessoa.
  • Ser persuadido – deixar-se ser convencido por outro ou por um argumento.

Carlos de Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus