sexta-feira, 16 de março de 2012

TEMPO DE ANDAR NO ESPÍRITO


Texto: Gálatas 5:25

“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” 

    Essa expressão bíblica, utilizada pelo apóstolo Paulo pode ser compreendida de duas maneiras: teologicamente observada e características práticas. Acredito que nesta época de colheitas espirituais devemos estar atentos no sentido de como nos mover no ambiente do mundo em linha com o andar do Espírito Santo.
    Teologicamente falando, “andar no Espírito” nos remete a:
  • Andar na comunhão com o Espírito Santo – desenvolver amizade com ele.
  • Andar em sua nova maneira de viver – ele nos leva a andar como novas criaturas.
  • Busca inteligente e ativa pelo Espírito, por sua presença e seus dons – desejar que ele nos dê experiências consigo constantemente.
  • Alinhar-se com o Espírito Santo – estar de acordo com sua direção e revelação da vontade de Deus para nós.
  • Seguir as pisadas dele – isto significa que devemos trilhar o caminho já trilhado por ele no andar com Deus. Ele conhece o caminho e isso nos dá segurança ao seguir a sua direção.

A partir destes termos vamos considerar agora as características práticas deste andar com Ele. Utilizando-nos das expressões “andando” ou “andar”, em relação ao relacionamento do indivíduo com Deus, vejamos alguns desses aspectos:

Primeiro – Salmo 126:6
Esta é uma das declarações mais belas da Bíblia. Ela nos diz que durante nossa caminhada na vida, enquanto estamos semeando para construir nossos sonhos e projetos, podemos sofrer reveses ao ponto de chorar e entristecer. Mas o texto nos promete que mesmo nestas mais difíceis situações, devemos continuar andando e semeando mesmo chorando, pois no caminho de retorno, voltaremos com a colheita do que plantarmos.

Segundo – Atos 23:1
Andar no Espírito é andar com uma boa consciência diante do Senhor. Não possuir do que nossa consciência não nos acusar é algo extremamente difícil, principalmente nos últimos tempos, onde somos bombardeados de todos os lados e somos tentados a incorrer em erros. Mas é um alvo possível de alcançar com o auxílio do Espírito Santo.

Terceiro – Romanos 8:4
Andar no Espírito é ter capacidade dada por Ele de cumprirmos aquilo que os homens da antiga aliança não puderam. Nenhum deles puderam ser justificados perante Deus por nenhuma de suas obras, mas todos nós, que temos a presença do Espírito Santo, podemos viver de maneira agradável a Deus em Cristo Jesus.

Quarto – II Coríntios 5:7
Quando vivemos pela fé, isto é, por aquilo que esperamos que Deus nos faça ou nos revele, nós andamos pelo Espírito. Andar pela fé é não atentar para o que nos dizem as coisas ao nosso redor, mas crer que apesar delas, Deus cumprirá sua Palavra em nossas vidas.

Quinto – Gálatas 5:16
Andar no Espírito é não permitir que a carne, ou seja, que nossos desejos mais baixos tenham lugar de destaque. Esses desejos devem ser controlados e “crucificados”. Algumas pessoas criticam o Cristianismo dizendo que é uma religião que reprime os sentimentos, mas nada mais mentiroso do que isso. Porém o Cristianismo bíblico nos ensina a controlar e anular os desejos pecaminosos de nosso corpo e não dar a eles livre curso.

Sexto – Efésios 5:2
Andar em Espírito é viver o amor na plenitude. Viver esse amor pleno, ou o ágape de Deus, é estar em linha com o que dele está escrito em I Coríntios 13. O amor não é libertino, não é paixão carnal ou passageira, não é troca de parceiros sexuais, não é licença para a imoralidade. O amor é puro e limpo, no espírito, na alma e no corpo.

Sétimo – Colossenses 4:5
Já aprendemos a remir o tempo (veja postagem no blog do grupo Kosmos)[1]. Precisamos andar com sabedoria em relação a todas as pessoas que estão no entorno de nossas comunidades de fé. Neste tempo, nada pode substituir um bem de grande valor como a sabedoria para viver e nos relacionar com as pessoas, com a vida, com o meio ambiente, com a boa ciência (porque existe a ruim) e etc.

Oitavo – I Tessalonicenses 4:1
Andar no Espírito é não assumir uma atitude de conformismo maligno, deixando de crescer em conhecimento, em sabedoria e discernimento espiritual. Andar no Espírito é progredir continuamente em diversas áreas pessoais. Andar no Espírito é avançar para as coisas mais excelentes em Deus e seu Cristo. Andar no Espírito é se posicionar para se desenvolver cada dia mais.

Nono – I João 2:6
Aqui está o auge! Aqui está o alvo. Eis aqui a expressão máxima da vida de uma pessoa que deseja andar no Espírito Santo: andar como Jesus andou. Observe as narrativas do Evangelho, a única fonte autorizada de informações sobre a vida de Jesus, sua biografia autorizada. Veja como ele falou, como reagiu aos problemas apresentados diante de si, como respondeu a cada tipo de pessoa, como se portou nos lugares aonde foi, e por aí vai. Andar no Espírito é procurar fazer o mesmo, guardadas as devidas proporções.


Pense nisso!


Carlos Kleber Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica

sábado, 3 de março de 2012

SEGUINDO PARA O ALVO – O PROPÓSITO PARA A VIDA


Texto: Filipenses 3:13,14

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante,
prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.

“Enquanto a pessoa mais pobre do mundo é aquela sem um sonho, a pessoa mais frustrada do mundo é alguém que tem um sonho, mas não sabe como concretizá-lo”
Myles Monroe

Tenho ensinado nestes últimos dias sobre a importância de encontrar a conexão entre a carreira e a vocação de uma pessoa. Entendo vocação como o chamado mais profundo, como a missão de vida de alguém, como a forma como tal pessoa glorificará a Deus em sua existência. Assim sendo, todos que nascemos neste mundo, de alguma forma (às vezes não compreendida plenamente), possuímos uma vocação divina para realizarmos alguma coisa específica, que apenas nós podemos fazer.
Isto significa que, embora uma grande parte desses afazeres seja semelhante ao de todos os humanos, no que se refere a mim, a você ou a quem quer que seja, somente nós estamos no lugar onde estamos; somente nós somos quem somos e apenas cada um de nós pode viver a vida no lugar onde habitamos. Neste sentido, ninguém mais pode. Isso é o que considero como vocação pessoal de cada pessoa na Terra.
Carreira é a forma como cada um de nós “ganha a vida”, o pão de cada dia e a maneira como nos realizamos nesta terra. Quando fazemos testes de vocação, na verdade fazemos testes de carreira, para saber qual profissão vamos seguir ou em que área vamos nos formar na universidade. Carreira, portanto, é a escolha pessoal de nossa profissão, levando em conta nosso contexto de vida e talentos pessoais.
Então, conseguir conectar ou mesclar nossa carreira à nossa vocação torna-se um excelente desafio para a vida e uma ótima oportunidade de viver com qualidade e sem estresses, pois quanto mais gostamos do que fazemos, menos se torna trabalhoso ou cansativo. Glorificar a Deus em uma carreira anexada com nossa vocação espiritual é a mais fantástica coisa a se fazer e buscar.
Paulo compreendeu a importância disto quando estava escrevendo a epístola aos filipenses. Ele descobriu o propósito maior de sua vida e carreira e fez com que tudo ao seu alcance trabalhasse a esse favor. Claro que ele descobriu isso somente depois que “caiu do cavalo”, literalmente.
Vamos analisar o texto selecionado e descobrir o entendimento que pode nos conduzir corretamente em uma vida orientada para o propósito de nossa vocação unida à nossa carreira.
1)      Nunca pense que já chegou ao ponto devido – Paulo não acreditava que já havia alcançado um patamar satisfatório em sua vida espiritual e propósito, antes ele continuava prosseguindo.
2)      Você não pode alterar o seu passado, mas pode mudar seu presente – todos sabem disso, às vezes só não agem assim. Nada mais podemos fazer a respeito do que passou, no máximo podemos apreender com os erros e acertos passados, só isso. Contudo, ao compreender nosso passado, tomamos novas atitudes que mudam nosso caminho a partir do nosso presente.
3)      Precisamos ter diante de nós um ponto definido e mensurável – Paulo sabia que sem um alvo definido e concreto, ele não poderia se guiar em sua jornada de vida. Estabelecer pontos concretos e mensuráveis para nossa carreira e vocação é o início de um caminho promissor, mesmo que mais à frente tenhamos de mudar algumas coisas.
4)      Ter um propósito definido é lutar por uma conquista futura – o apóstolo sabia que se dirigia para uma conquista futura. Precisamos estar cientes disso e andar como quem vai conquistar o prêmio pelo qual lutamos ao final.
5)      Fazer com que nossa vocação em Cristo se alinhe com nossa carreira – é repetitivo o que vou dizer, mas é necessário. Se conseguirmos fazer com que a nossa carreira se conecte com nossa vocação, seremos as pessoas mais felizes da face da terra, mesmo que isso não nos torne milionários.
6)      Saber aonde se quer chegar é mais importante do que se saber onde está – não me entendam mal, é óbvio que precisamos saber onde estamos para tomar decisões acertadas. Mas saber aonde se quer chegar é muito mais importante, pois nos coloca em foco e perspectiva constante diante de nossos olhos. Mesmo que em meio à caminhada nos encontremos perdidos e precisemos parar para saber qual a direção a seguir, contudo, só andaremos corretamente se soubermos para qual destino estamos nos dirigindo.
7)      Jamais ponha Deus fora do processo – Paulo sabia, você sabe e eu sei que podemos chegar a determinados lugares por nosso próprio esforço. Mesmo assim, ele não se julgou independente do Criador e de Cristo. Ele compreendeu (e fará bem a nós também compreender) que sem Deus ou seu alvo posto em Jesus sua vida até teria êxito, mas teria com Ele o sentido maior, mais elevado. Quando colocamos Deus e Cristo no propósito de nossa vida elevamos o nível de nossa caminhada. Nossa vida terrena acaba, e depois? Precisamos do passaporte para a próxima.

Pense nisso!


Carlos Kleber Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os pastores feiticeiros e seu evangelho pagão

"Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus inovam. Pela TV, em Brasília, prometem bom desempenho em concursos públicos. O fiel só precisa levar caneta ou comprovante de inscrição ao templo para ser ungido.
O discurso? 'Se Deus te iluminar, te der a direção, nada dá errado.' "
Sonia Racy- Estadão

O pior dessa notícia é que tem uma lógica danada. Literalmente, a lógica é danada. É dos quintos dos infernos. Mas faz todo o sentido dentro da cosmovisão religiosa popularmente identificada como cristã, isto é, da subcultura sociologicamente definida como segmento religioso que se pretende cristão. Senão, observe.
. Para quem crê em um Deus intervencionista, que se mete no cotidiano da vida humana vindo de fora (de outro mundo, da sala do trono, ou sei lá de onde), qual é o problema de pedir a Deus que favoreça um dos seus filhos em um concurso público?
. Para quem acredita em unção como ritual litúrgico, e sai por aí passando óleo e azeite em portas e janelas, carros, pessoas, animais de estimação, propriedades, galpões empresariais e escritórios, e outras coisas mais, qual é o problema de ungir ritualisticamente uma caneta ou uma ficha de inscrição para um concurso público?
. Para quem acredita que Deus revela segredos aos seus filhos, fala pela boca dos profetas e dá palpite na vida dos outros, qual é o problema em pedir uma iluminação ou uma direção, tipo informação privilegiada, como ajuda para o êxito num concurso público?
. Para quem acredita que o templo é a Casa do Senhor, e que os pastores, bispos, apóstolos e patriarcas são Servos do Senhor, pessoas especiais, com uma unção especial de Deus, qual é o problema de participar dessa unção ritualística no Templo Sede Internacional e receber a benção do homem de Deus antes de atravessar o desafio de um concurso público?
. Para quem faz promessas de subir escadas de joelhos, realiza peregrinações carregando cruz nas costas, amarra fitinhas de santos no pulso, pendura no pescoço colares benzidos nos terreiros, carrega santinhos na carteira, ou participa de correntes da fé em busca de bençãos materiais e soluções para problemas circunstanciais, qual é o problema de ungir a caneta ou a inscrição para o concurso público?
Em síntese, apesar de grotesca e de causar espanto, respeitada a lógica religiosa popular cristã, não há nada de errado nessa prática noticiada pela Agência Estado. O desafio é responder se essa lógica expressa de fato o Evangelho de Jesus Cristo.

Por Ed René Kivitz

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

REMINDO O TEMPO

Efésios 5:16
“Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” 

 



Falar e escrever sobre o tempo ou sobre tempos oportunos nunca é exaustivo. Tempo é algo sério, tão sério, que alguns de nós nem sequer desejamos pensar nele. Tempo nos falta, tempo é caro, tempo é só o que temos na vida. Nosso tempo, por mais que possamos viver com longevidade, é breve.


Por isso existem muitos escritores e preletores que se tornaram especialistas, ou ao menos pretendem ser, em tempo e em como nos dizer o que fazer com ele. São mestres em nos mostrar como organizá-lo e orientá-lo para extrairmos o máximo dele no dia-a-dia.


Para nós, cristãos, o tempo se reveste de grande importância, seja por crermos que o tempo que possuimos é pouco para o que temos de realizar, seja por sabermos que Deus em breve tomará a História e porá término ao chamado “tempo dos gentios”. Portanto, tempo para nós é algo precioso e cheio de profundo significado (para os que pensam nele segundo as Escrituras!).


Movido pelo Espíriro Santo, o apóstolo Paulo descreve em uma pequena linha a importância do tempo para nós e nossa atitude em relação ao mesmo. Nossa compreensão e ação à cerca do tempo mostra a verdadeira significância que ele possui  ou não.


Tentemos entender, de acordo com a Teologia, os significados mais comuns para a expressão “remindo o tempo”. Ao compreendê-los, podemos agir um tanto mais precisamente em relação a ele. Antecipo aos teólogos de plantão que a palavra para “tempo” no texto escolhido é “kairon” (da palavra kairós) e não “chronos”, portanto, tempo neste texto se refere a um tempo oportuno e específico e não a um período de tempo contínuo no qual vivemos.


Significados da expressão:


1         Aproveitar bem as oportunidades enquanto elas durarem – nesta vida as coisas se alteram, incluindo as oportunidades. Elas se iniciam e também terminam. A vida é cíclica e as oportunidades também. Convém sabermos aproveitar oportunidades com inteligência pois elas têm prazo de validade, só não babemos qual é esse prazo. Quero lhes lembrar que “aproveitar as oportunidades” não é transformar-se num oportunista, porque esse texto fala com pessoas de integridade moral.


2         Todos os momentos são preciosos – vivemos num ambiente que dificulta o nosso sucesso espiritual, por isso o tempo é precioso para nós. No que se refere ao sistema de mundo no qual existimos, quase tudo está posto para frear ou obstruir o crescimento espiritual sadio das pessoas. O tempo, neste caso, é extremamente valioso para não nos deixar desviar da rota que traçamos ou que Deus traçou para nós.


3         Remir é “pechinchar” – a figura por trás da palavra é a do comerciante de jóias ou comprador que espera o momento certo no mercado para dar o seu lance. Ele espera o momento que lhe é favorável para não ter prejuízo e conseguir posteriormente lucro em seus negócios. Da mesma forma, é necessário saber ou tentar descobrir os momentos certos para tomar atitudes e agir de maneira hábil a fim de obtermos “lucros espirituais” para nós.


4         Aproveitar os momentos que outros parecem desperdiçar – é cada vez mais claro que muitas pessoas apenas “vivem”, elas não possuem projetos de vida, sonhos, desejos superiores, nada disso ou semelhante. Há aqueles que somente estão passando o tempo pela vida sem se importar com o futuro ou mesmo com o seu presente. Parecem desperdiçar uma das bênçãos mais preciosas que nos foi dada:  o tempo.


5         Melhorar constantemente cada momento presente – isso é remir o tempo: melhorar. Melhorar constantemente, não estagnar na caminhada ou no crescimento do conhecimento. Melhorar o presente tempo de vida que temos significa não parar de tentar ser melhor e de aprender mais. Há sempre uma pergunta a ser feita: Quantos já pararam na jornada da vida? Muitos já pararam bem cedo!


6         Recuperar de alguma forma o tempo perdido – isso não são palavras de autoajuda ou frases de efeito bem construidas para lhe animar. Há realmente possibilidade de recuperar o tempo que foi perdido. Não podemos voltar no tempo (quem não gostaria?), mas devemos levar à sério a questão de recuperá-lo. Isso pode ser feito apenas tomando pequenas atitudes. Voltando a estudar onde parou, começando um curso que sempre desejou fazer, empreendendo o tão sonhado negócio próprio, mesmo agora que se está mais velho(a). Existem tantas maneiras, é só começar! Acho que é um ditado chinês ou oriental que diz  que para se iniciar uma longa caminhada é necessário dar o primeiro passo (se o ditado não for assim, os direitos de criação são meus!).


7         O tempo é a nossa mais preciosa mercadoria – por isso não devemos desperdiçá-lo. Nas relações de trabalho, a pessoa não ganha o salário por somente “trabalhar”. É preciso entender que você vende parte de seu tempo ao seu empregador. Você recebe salário pela produtividade ou não que realiza no tempo que vendeu para seu contratador. Tempo de fato é dinheiro. Tempo é só o que temos para vender. Tudo está relacionado com o tempo, todo o comércio que maneira direta ou indereta está conectado a isso. Não podemos disperdiçá-lo como se pudéssemos reavê-lo quando quisermos, pois cada tempo perdido, não se ganha novamente. Isso é sério!


8         Ser cuidadoso com o uso do tempo pois os dias são poucos – essa é uma possível definição da expressão do texto. Os dias são maus porque são poucos. De fato não temos muito tempo na terra, mesmo que possamos viver até mais de cem anos, ainda assim, são poucos anos. Se fizermos uma conta por alto, menos de oito anos após a carta aos efésios ser escrita e enviada, todo o alicerce da vida humana que o mundo daquela época conhecia foi abalado. Roma foi incendiada, o crime, por capricho de Nero, foi lavado com o sangue dos cristãos. Pedro e Paulo foram martirizados, Nero foi assassinado, o império romano se viu à beira da ruína em meio à guerra civil, foi levada a efeito a guerra contra os judeus, a captura de Jerusalém, a destruição do Templo e a expulsão dos judeus de sua terra. Isso em poucos anos apenas. É preciso ser cuidadoso com o tempo pois tudo pode mudar em um mês ou em um ano, sem estarmos prontos para isso.

Reproduzo aqui um poema de Horácio Bonar:

"Preenche cada hora com o que perdurará
Aproveita os momentos que surgirem
A vida do alto, quando está vida passar
Será fruto maduro da vida cá de baixo"


Graça e paz a todos!



Por Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012, Ano da Colheita!




Todas as vezes que terminamos um ano e iniciamos outro fazemos como de costume as nossas reflexões e promessas pessoais que imaginamos e pensamos como deveria ser o próximo período de nossas vidas. Isso é normal de todos nós e não é de se estranhar que também os cristãos façam o mesmo.
Para nós da CBB esse é um ano especial, repleto de promessas antigas, que já a doze anos esperamos seu cumprimento. Passamos coincidentemente por um período de sete anos de “vacas magras”, onde os recursos foram poucos, os ministérios com dificuldade e esmero se empenharam para cumprir seu papel, a música, a dança e os jovens precisaram fazer malabarismos para agradar a Deus e realizar com muito esforço seu propósito.
As finanças foram milimetricamente pensadas e empregadas para não ultrapassar os limites máximos, mesmo com contínuos “altos e baixos”, a intercessão foi aumentada para mais dias nesses anos e o cansaço espiritual quase chegou a nos abater. Lutas contra os inimigos espirituais se intensificaram e o combate foi renhido, mas com vitórias que só podem ser descritas como milagres.
Ao final, enterramos literalmente o ano de 2011 como símbolo de término desse período de provações divinas e com a esperança renovada para um tempo novo prometido por Deus, mediante o Espírito Santo, o inspirador dos profetas. Passamos a crer que uma nova estação estava realmente em curso e que o que foi traçado por Deus se cumprirá a partir desse novo período de sete anos.
O número 12 na Bíblia (afirmamos que absolutamente não cremos em numerologia!) está associado com algumas coisas interessantes e denotam e significam algo para nós neste tempo. Nosso intuito não é fazer um estudo das vezes em que esse número aparece e como extensamente está relacionado, mas um panorama mais geral dele é importante.

Governo – o número doze está associado à formas de governo, tanto físicas como espirituais. Por exemplo: as doze tribos de Israel e todo o seu desenvolvimento até se tornarem um Estado sob Davi e Salomão indicam isso e a promessa de Jesus aos apóstolos que eles governariam as doze tribos de Israel no tempo da restauração também tem esse indiciativo (conf. Mateus 19:28).
Autoridade – quando o Senhor Jesus separou e comissionou os doze, temos nisso o indicativo de autoridade (conf. Mateus 10:1)
Futuro – a Nova Jerusalém é um indicativo de futuro. Deus encerrará a História, julgará a todos, estabelecerá novos céus e nova terra e a cidade santa terá doze fundamentos, neles estãos os nomes dos doze apóstolos, doze portas feitas de material especial e sua largura, cumprimento e altura são múltiplos de doze. Isso é um futuro certo da parte de Deus (conf. Apocalipse 21:9-27).
COLHEITA – esse é um significado que nós temos dado a esse ano baseado na vida de José. Colheita pode significar qualquer coisa pela qual se tem lutado por muitos anos e esperado sem se colocar na frente de Deus, tentando fazer as coisas do seu jeito. É uma “colheita” espiritual que vem de Deus para todos os que foram fiéis em aguardar o tempo determinado.
Percebemos que houve doze acontecimentos históricos na vida de José que o levaram até o momento decisivo em sua trajetória para se tornar o grande homem que foi e o líder mundial que trouxe solução para um problema que se agravava a cada ano que passava: a fome na terra.
José foi o homem usado por Deus para alcançar a sabedoria necessária para manter uma parcela da população mundial viva naquela época, mas isso não aconteceu da noite para  o dia. Ele foi provado por longos treze anos de escravidão forçada e provocada pela inveja de seus próprios irmãos. Veja a trajetória dos doze “ciclos históricos” na vida de José.
1.      Tudo começou com os sonhos que ele teve. Esses sonhos eram de Deus e revelavam seu futuro (Gên.37:5-11)
2.      Tornu-se alvo contínuo da inveja e do ódio de seus irmãos por causa dos sonhos e do amor de seu pai (Gên.37:18-36)
3.      Foi vendido como escravo para a casa de Potifar (Gên.39:7-23)
4.      Vai para a prisão por se recusar a pecar contra Deus e contra seu amo (Gên.39:7-23)
5.      Na prisão interpreta dois sonhos (Gên.40)
6.      Interpreta os sonhos do Faraó (Gên.41:1-37)
7.      É estabelecido como governador de todo o Egito (Gên.41:38-57)
8.      Encontra-se com seus irmãos (Gên.42 ao 45)
9.      Reencontra o pai (Gên.46)
10.  Dá o melhor da terra egipcia para sua família (Gên.47:1-12)
11.  Recebe as bênçãos de seu pai (Gên.49:22-26)
12.  Seus últimos anos e último pedido (Gên.50:14-26)

Sem toda essa trajetória, não conheceríamos o José do Egito, o José da Bìblia, e ele nem estaria na memória de todos os judeus, árabes e cristãos de todas as épocas, e, nem ao menos seria tão mencionado nas Escrituras, tendo tantos capítulos sobre sua vida.
Para nós José está relacionado com a colheita (as interpretações têm a ver com os frutos da terra) e com todos os outros significados que vemos do numeral doze: autoridade, governo e futuro também.
Então, para não me delongar nesse tema e não ficar cansativa a exposição, desejamos a todos um abençoado ano de 2012, com tudo o que ele reserva de possibilidades e de bênçãos da parte de Deus.
Para a Comunidade Batista Bíblica, que esse seja o primeiro dos próximos sete anos de colheita daquilo que o nosso grande Deus em Cristo Jesus nos prometeu.

Graça e paz a todos!






Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Quando Deus não intervém

Não sou o primeiro a fazer as perguntas: porque Deus não agiu? Porque Ele não fez nada? Será que Ele não se importa? Ou outras semelhantes. Da mesma forma, não sou o primeiro a tentar respondê-las e procurar dar algum sentido lógico a essa grande “negativa divina” em certos momentos na História e em nossas vidas.
    Certamente Deus não precisa ser defendido por mim ou por ninguém e não necessita de advogados para lutarem por Sua causa, mas eu preciso de algum tipo de resposta que supra minha necessidade intelectual, emocional e até mesmo existencial e que satisfaça os meus anseios mais profundos.
    Se conseguir satisfazer e preencher minha mente com essas respostas, então terei condições de viver, conviver, lutar, resistir, sofrer e esperar por algo melhor ao final da jornada ou quem sabe apenas ao final do dia. Já será suficiente ter nem que seja uma pequena partícula de entendimento mental sobre essa “não-ação” de Deus para assim continuar prosseguindo.
    Quando me debrucei sobre o assunto de Deus não intervir em certos momentos da História ou de minha vida, fiz a Ele em oração alguns comentários sobre certos personagens da Bíblia e questionando porque em determinados momentos da vida deles, naqueles que mais pareciam ser necessários (na minha perspectiva!), Deus não agiu?
    No caso de Adão (Gên.3:6), Deus sabendo que ele iria tomar do fruto proibido, e que Eva iria oferecê-lo a Adão, Deus não interviu. O mesmo Deus que todas as tardes vinha ao Éden para conversar com Adão.
    Depois que teve o trabalho de enviar anjos para retirar a Ló de Sodoma, antes de destruí-la, Deus não impediu que suas filhas o embebedassem e gerassem filhos incestuosos (Gên.19:30-36).
    Deu grandes sonhos a José, e, no final iria fazê-lo governador do Egito, mas não impediu que seus irmãos, por inveja, o vendessem como escravo aos midianitas e se tornasse um objeto de venda comum (Gên.37:26).
    Retirou o reino de Saul e o deu a Davi, permitiu que ele vencesse a Golias e estabelecesse seu reino com tantas vitorias milagrosas, mas não impediu que ele adulterasse com Batseba e desse a ordem para que seu marido fosse colocado na frente de batalha para morrer (II Samuel 11).
    Deu um reino pacífico a Salomão por uma geração, deu-lha uma sabedoria e riqueza que se tornaram lendárias, mas ao fim de sua vida, por causa da quantidade de esposas e concubinas, abandonou sua devoção a Deus e serviu e se prostrou a outros deuses, e Deus não agiu (I Reis 11:1-11).
    Deus dá a Jó uma grande prosperidade, no final de sua tragédia pessoal lhe restitui em dobro o que ele perdeu, lhe fala pessoalmente e longamente acerca da criação num dos mais belos textos poéticos da humanidade, mas não responde a Jó porque permitiu que Satanás fizesse o que fez com ele (Jó 1 e 2).
    Dá a Sadraque, Mesaque e Abdenego um livramento espetacular da fornalha de fogo extremamente aquecida de Nabucodonosor, envia um anjo que lhes salva do fogo dentro do fogo, mas não impede o drama de serem sentenciados a morte por não adorar a outro deus (Daniel 3:20-23).
    Pedro foi escolhido por Jesus para ser o primeiro dos apóstolos, mesmo sendo um dos mais improváveis indivíduos para uma tarefa de tamanha envergadura que ultrapassaria os séculos, andou sobre as águas, fez muitos milagres, mas Deus não o impediu de negar a Cristo (Mateus 25:69-75).
    Estevão foi um dos primeiros diáconos da igreja primitiva, cheio do Espírito Santo, poderoso nas Escrituras e capaz de fazer calar os mais sábios dos judeus religiosos de sua época, mas foi apedrejado em praça pública, e Deus... (Atos 7:57-60).
    Tiago, um dos doze apóstolos de Jesus, sem nenhum motivo aparente, foi aprisionado à revelia por capricho de Herodes Agripa I e foi morto à espada. Deus mais uma vez não interviu (Atos 12:1,2).
    No fim da minha listinha está Paulo, que foi convertido com a aparição do próprio Jesus em glória, usado extraordinariamente por Deus em milagres, exorcismos e curas, mas não foi livre de ser açoitado e trancafiado na prisão, amarrado pelos pés (Atos 16:22-24).
    Quando ao final de minha explanação ao Senhor Deus, lhe pedi perdão por parecer que O estava julgando ou questionando sua majestade e poder, tornando-me um rebelde ou um ateu cínico. Não era esse meu intento, mas sim de lhe pedir alguma resposta, se é que Ele pudesse me oferecer alguma.
    Depois de alguns dias (isso mesmo!), veio ao meu entendimento – e é assim que o Espírito Santo fala comigo – três respostas ao porque Deus não intervém nos momentos que achamos que Ele deveria intervir. Confesso que estas respostas satisfizeram minha mente e podem não fazer o mesmo com você, mas pra mim foi suficiente.

Porque Deus não intervém?

Primeiro – Porque ele é Soberano
    Quando lemos a oração de Ana em I Samuel 2:1-10 percebemos sua soberania de forma majestosa e plena. Leia e desfrute da inspiração de uma mulher plenamente agradecida a Deus por seu milagre, que ficaria com ela apenas alguns anos, pois o tinha prometido ao Senhor.
    Sendo assim, Deus não intervém porque Ele é Soberano, Ele É o que É (lembram do Eu sou o que Sou?). Ele não precisa e nem vai dar a nenhum de nós explicações do porque fez ou não fez, simplesmente porque não precisa fazê-lo. Isso é a maior das características da soberania: não precisar dar explicações acerca de seus motivos.
    Nós precisamos dar explicações. Nós precisamos prestar contas. Nós precisamos dar satisfações de nossas vidas e motivos. Deus não.

Segundo – Porque Deus não é passional nem parcial
    Isso é incrível. Somente queremos que Deus aja em certas situações que consideramos injustas ou malignas por causa da nossa passionalidade ou parcialidade de como vemos ou interpretamos as coisas.
    Deus não é movido por paixões, por passionalidade, nem vê as coisas ou pessoas com parcialidade. Ele é perfeito em seus julgamentos e juízos, mas temos dificuldades em aceitar isso porque somos movidos na maioria das vezes por nossas paixões (aqui não em sentido baixo) ou reações.
    Leia os textos de Mateus 5:45 e Romanos 2:11 e perceberá como Deus vê. Ele não interpreta segundo nosso modelo de conceitos. Ele é Deus. Ele não vai agir por impulso, pois sabe qual o melhor momento para agir ou para não agir e deixar as coisas seguirem até o plano por Ele traçado se cumprir.

Terceiro – Porque Ele permite as nossas escolhas
    Tenho dito aos meus ouvintes que, não contando o início de nossa infância, a vida que temos hoje é fruto de nossas escolhas, boas ou ruins. O livre arbítrio foi o maior presente de Deus ao ser humano na sua origem e até os nossos dias o homem não sabe usá-lo.
    Leia todos os versículos de Deuteronômio 30:15-19 e verá que, embora Deus seja soberano e deseja que sua vontade seja feita na terra, não nos privou de escolhas. Desde o início Ele deixa claro a todos que as escolhas de cada um resultam em conseqüências positivas e negativas.
    Poderíamos dizer que é questão de causa e efeito e pareceria algo inteligente, mas mesmo a lei da causa e efeito foi escrita por Deus e ela está também relacionada em muito com as escolhas feitas. Podemos usar exemplos extremos: o Vesúvio explodiu, destruindo Pompéia, mas os habitantes escolheram morar naquela região. Os morros de algumas cidades descem por causa das chuvas e soterram casas e matam pessoas, mas elas escolheram morar ali (não importando a desculpa que se dê!). Os tsunamis arrasam por onde passam, mas pessoas escolheram morar em áreas próximas ao mar e em áreas de alta instabilidade continental. Os exemplos drásticos podem se multiplicar e não quero ser julgado como insensível ou algo parecido.

    CONCLUO dizendo que para minha mente questionadora, Deus deu-me algumas respostas satisfatórias. É claro que elas não respondam a tudo, mas já é um começo. Precisamos ter coragem para pensar e refletir sobre isso sem sermos taxados ou estereotipados de gente que não compreende o sofrimento dos outros, de pessoas sem sentimentos ou sem compaixão por tratarmos de certos assuntos.
    Acredito que Deus não intervém por esses motivos acima descritos, mas podem ser apenas conceitos de minha mente e não da mente de Deus. Também não estou dizendo que Ele não vai agir. Acredito da mesma forma que Deus age na História e em nossas vidas nos dias de hoje. Mas mesmo assim, Ele age quando quer, como quer e da forma que bem quer, pois Ele é DEUS. Nós somos apenas homens.
    Como podemos mudar essas situações negativas em nossas vidas? Fazendo escolhas corretas ou compreendendo melhor os fatos que nos cercam. Também acredito que Deus não intervém porque um grande número de coisas não estaria acontecendo conosco se tivéssemos dado tempo suficiente para Ele nos responder ou tivéssemos feitos as escolhas que deveríamos fazer.
    Penso por fim, que Deus não intervém porque existem coisas, e precisaríamos saber disso, que nós temos que resolver e corrigir e não passar a responsabilidade para Ele. Afinal, todos nós queremos liberdade, maturidade e direito a fazer nossas escolhas, mas quando o resultado não é o que esperamos, culpamos a Deus ou culpamos aos outros.
    Como Adão, culpamos a Deus pela mulher que nos deu ou culpamos a mulher que nos ofereceu o fruto proibido, mas não queremos responder pelas conseqüências negativas de nossas escolhas. Deus realmente não vai intervir!
Pense nisso!



Por Carlos Carvalho

Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

A VERDADEIRA POCAHONTAS



Igreja onde se casou índia na vida real é a 1ª protestante do mundo
    Um arqueólogo afirma ter descoberto os restos da igreja protestante mais antiga dos Estados Unidos, onde teria se casado, em 1614, a princesa indígena popularizada pelo filme de Walt Disney, Pocahontas.
    "Esta foi a primeira igreja" protestante das dezenas de milhares que existem, atualmente, nos Estados Unidos, usada entre 1608 e 1616, explicou à AFP William Kelso, chefe do sítio arqueológico de Jamestown, Virgínia, no sudeste de Washington DC. Aqui, "em abril de 1614, casou-se, com um colono inglês, a princesa indígena Pocahontas, filha predileta do chefe Powhatan", disse Kelso.
    Na região, perto do rio James, cem homens desembarcaram no dia 14 de maio de 1607, com a missão de fundar a primeira colônia inglesa na América.
    A zona, cuidadosamente escavada, revelou grandes fundações, de dois metros de profundidade, de onde se elevavam pilares, assim como restos de quatro túmulos.
    Segundo especialistas, outras duas igrejas protestantes foram construídas, mais ou menos na mesma época, nos Estados Unidos, mas não ficou nenhum vestígio delas, tendo sido também encontrados restos de uma igreja católica na Flórida (sudeste), mas Kelso está certo de que a de Jamestown é a mais antiga. "A religião desempenhou um papel importante" na comunidade, disse ele, perto do rio onde pequenas bandeiras marcam o contorno do que foi o edifício. Os colonos "trabalharam muito na construção desta grande igreja, e chegou a ser muito importante para a colônia".
    Levando em conta o tamanho das bases dos pilares de madeira, Kelso disse que o templo era capaz de suportar o telhado pesado do edifício, construído com a técnica de "mud and stud" (barro e madeira).
    De acordo com descrições da igreja registradas em documentos do secretário da colônia, o espaço construído coincide com o que se pode ver, hoje, no sítio arqueológico. "Estou convencido porque corresponde ao tamanho correto", disse Kelso.
     Os quatro túmulos encontrados também coincidem com os dos quatro membros importantes da colônia que teriam sido enterrados perto. Kelso disse que entre eles havia um cavaleiro, dois capitães e o reverendo Robert Hunt, o primeiro clérigo a chegar.
    Kelso também destacou a importância do evento na história colonial, que permitiu novos assentamentos no que era, então, território hostil para os colonos europeus.
    "Com o casamento, os indígenas se retiraram e não houve mais lutas", recordou Kelso.
     Pocahontas é conhecida por muitos pelo desenho animado de Walt Disney, que romanceou seu encontro com o colono inglês John Smith.
    Batizada Rebecca, Pocahontas casou-se mais tarde com outro colono inglês, John Rolfe, antes de morrer na Inglaterra com 21 anos apenas.
    A partir de agora, e nos próximos meses, os arqueólogos vão se dedicar a escavar as sepulturas.
    "Sabemos as idades, temos os registros de batismo", disse Kelso, entusiasmado ante a possibilidade de confirmar as identidades com o estudo dos ossos e da arcada dentária.
Data: 30/11/2011 08:39:19
Fonte: AFP