sexta-feira, 8 de junho de 2012

OS SEUS MAIORES BENS: AQUELES QUE O DINHEIRO NÃO COMPRA


Alguns anos atrás a empresa Mastercard veiculava uma propaganda onde basicamente dizia em suas imagens que certas coisas da vida não possuem preço algum, que não há como comprá-las, mas o restante se podia com o cartão de crédito dela.
Acredito que seja assim mesmo. Existem coisas que são tão especiais e únicas que não há como dar preço ou real valor a elas. Da mesma forma nas Escrituras encontramos algumas coisas que são tão pessoais e imensuravelmente importantes que não podem ser compradas com os recursos desta era.

O livre-arbítrio (Deuteronômio 30.19)
Penso que ainda não conseguimos compreender nem metade do significado da expressão livre-arbítrio. Raciocinamos ainda em termos adâmicos (no sentido da história do Éden) e talvez não tenhamos refletido no que esse gigantesco dom de Deus aos homens tem ou teve o poder de realizar.
Livre-arbítrio pode ser definido simplesmente como “escolha” e talvez seja por isso que o entendimento seja um pouco falho. Óbvio que a palavra escolha define bem e claramente o termo, contudo, necessitamos estar cientes de toda a dimensão na qual a palavra “escolha” envolve.
No texto escolhido para o tópico, Deus põe seu povo diante das maiores potências da vida (vida/morte – bênção/maldição) e lhes pede em conselho para fazerem as escolhas certas. Em outras palavras, a dimensão de nossas escolhas afeta toda a nossa vida, o passado, o presente e o futuro.
Quando recebemos a Cristo em nossa vida como Senhor e Salvador, colocamos o nosso livre-arbítrio (ou nossa escolha) em submissão a Ele. Isso não significa que não mais possuímos vontade própria, mas a colocamos sob a vontade dele para obtermos melhores benefícios, pois fazendo isso, reconhecemos que nossas escolhas nos fizeram mal até aqui como seres humanos (digo não todas as escolhas, apenas boa perte delas).
O livre-arbítrio em sua plenitude é algo que não tem preço, não se pode comprar algo assim. Ele pertence exclusivamente a você e nem Deus que o deu, lhe toma. Use-o para o seu pleno benefício e desenvolvimento pessoal e para o bem do próximo.

Liberdade (Gálatas 5.1)
Outra palavrinha carregada de significados e nunca plenamente compreendida pelos homens: liberdade. Também não me atreveria a dar a ela um significado diferente do que todos os antigos e recentes escritores, filósofos, sociólogos e teólogos já nos têm proporcionado.
Além de tudo o que temos à disposição sobre ela, devo apenas acrescentar em minha linha de análise que a liberdade, embora não seja o direito de fazer o que bem entender sem respeitar o limite do outro, é um bem inalienável do ser humano. É seu direito de nascença e de cidadão do mundo.
Ser livre é a coisa mais celebrada e desejada do mundo no qual vivemos, sem, contudo, desfrutar dela plenamente. O apóstolo Paulo escreve no texto acima que Cristo nos deu uma liberdade espiritual e que ela deve ser exercida na totalidade. Isto significa que ao menor sinal de abuso dela, devemos imediatamente nos mover na direção oposta.
Todavia, para Paulo, no texto mencionado, a liberdade vem somada a uma atitude de escolha. Ao entendermos o poder de nossas escolhas e os resultados aos quais elas nos levam, não podemos fazer a escolha de “vender” nossa liberdade por qualquer que seja a desculpa ou o argumento.
A liberdade em Cristo para um cristão é mais que um direito do ser humano, é uma conquista que nos foi dada gratuitamente pela graça e pelo próprio sacrifício de Jesus e atentar contra ela é aviltar o imenso amor que Deus nos mostrou nele.

Paz Interior (João 14.27)
As religiões, as filosofias de vida e a medicina alternativa têm oferecido às pessoas uma diversidade de ações e ritos particulares no intuito de fazer com que o indivíduo alcance a tão almejada paz interior.
Embora não despreze o valor simbólico e eventual que essas práticas podem ter, não me parece em nada com aquilo que Jesus Cristo oferece no texto de João. A enorme diferença entre essas “paz” e a de Cristo é que nas primeiras, a pessoa se esforça em grande maneira para adquiri-la, sem ao certo conhecer de fato o caminho com detalhes.
No caso da paz de Jesus, ele oferece a sua própria. Ou seja, o caminho está claramente definido diante de todos. Para receber a paz de Jesus (a própria paz que Cristo tinha) é necessário um relacionamento com ele. Ao nos relacionarmos com ele, a sua paz passa a ser uma realidade desfrutada por todos os que desejam.
Ainda que possa haver uma série de questões sobre Jesus e sua vida para muitos céticos, não há nenhum ser humano sério (ateu ou não) que duvide do elevado tipo de ser humano que foi Jesus. Ao aceitarmos esses fatos, podemos asseverar que a paz oferecida por ele vem com um alto grau de qualidade espiritual, emocional e psíquica.
Quando temos a paz interior, ela nos faz passar por todos os problemas da vida, pela demanda por resultados ainda não alcançados, pelas dores e tragédias e pelo tempo de espera por algo importante, com elevado índice de sucesso.
Receba a paz de Cristo Jesus, desfrute de relacionamento com ele e a paz interior que as pessoas tanto buscam e anseiam, estará continuamente na sua vida. Certamente esse é um produto para o qual não há preço que possa comprá-lo e não está sendo vendido em frascos.

Tempo (Gálatas 6.2 e Efésios 5.16)
Tenho escrito e falado algumas coisas sobre o tempo, mas quero utilizá-lo em outro conceito aqui. Faço referência ao tempo que não temos, ou seja, àquele tempo que não podemos comprar com dinheiro.
Todos têm um limite de vida e todos vão morrer um dia. Não importando o quanto a ciência biológica avance e nos dê mais anos, um fato ainda permanece hoje: ainda não somos imortais no corpo. Então, ao que estou me referindo quando digo tempo é: nós não poderemos comprar o tempo além dos limites de nosso tempo de vida.
Posto assim, precisamos valorizar o tempo de nossa vida mais adequadamente do que temos feito até aqui. Isto significa que preciso tomar providências para que meu tempo se prolongue ao máximo (mesmo que pareça contraditório para cristãos) e com vistas a ele ter significância a mim.
Ademais, devo tomar atitudes que colaborem para meu tempo nesta vida de forma benéfica a mim e aos meus. Deixar os hábitos que contribuem para acelerar minha morte, mudar meus hábitos alimentares e corporais, não aceitar em mim qualquer espécie de vício ou comportamento psicológico e social destrutivo e assim por diante.
E porque só tenho um limite de tempo neste corpo, devo torná-lo mais saudável e feliz. Como não vou poder comprar mais tempo e nem negociar com a morte naquele dia, precisarei viver de tal maneira que o tempo tenha valido à pena. O tempo que tenho é apenas meu, e também posso usar minhas escolhas de forma a encurtá-lo.

Vida Eterna (1 João 5.11-13 e 20)
Está aqui uma coisa extremamente difícil para a compreensão da mente humana. Às vezes, por não possuirmos capacidade para tanto, a consideramos de forma errada apenas como uma vida ininterrupta, mas chata e sem emoções.
Longe disso é a vida eterna. Imagine poder viver sem qualquer necessidade física, utilizando a sua capacidade mental ao máximo (beirando à divindade), usar o poder mental para qualquer coisa lícita, criar realidades inimagináveis, viver ao lado de anjos e tocá-los, não ter necessidade de mecanismos para se locomover a qualquer velocidade, não ter doenças, dores ou enfermidades, ser invulnerável, poder atravessar objetos e ao mesmo tempo tocá-los, não possuir necessidades emocionais e psicológicas – vou parar por aqui! – e de quebra, nunca morrer.
Isso lhe parece monótono? Isso lhe soa como uma vida chata? Se sim, você não a merece mesmo e não é digno(a) dela! Gostaria de lhe falar meus planos para a vida eterna, mas lhe soaria arrogante demais e você talvez nunca a imaginou assim, então...
A vida eterna é um presente de Deus para os que têm um real relacionamento e fé em Jesus Cristo e por isso, a maioria das pessoas não a compreendem. Porém, uma vez que ela foi dada aos que têm fé, não é mais tirada de nós. Passa a ser propriedade por herança nossa e não pode ser comprada por nenhum valor.

Consciência (Romanos 9.1)
A consciência é parte integrante das coisas pertencentes ao ser humano e que não podem ser compradas com valores monetários. Nossa consciência é o nosso “Grilo Falante”, é nossa voz interior que nos corrige e nos guia quando precisamos tomar decisões sérias e fazer escolhas difíceis.
Paulo ao escrever aos romanos neste capítulo o inicia dizendo que sua consciência estava fazendo coro com o Espírito de Deus naquilo que ele estava dizendo e eles. Isso é impressionante, pois Paulo diz que a sua consciência é diferente de sua mente que está escrevendo e diferente do Espírito de Deus que habitava nele.
A consciência é maior que a mente, pois esta, na maioria dos casos, apenas tem função mecânico-biológico e químico-funcional para os nossos órgãos e sistema físico. No caso da consciência, ela vai além desse funcionalismo biológico e nos dá senso de existência, direção, raciocínio lógico e inteligência emocional.
A ciência quando estuda o cérebro não encontra a nossa consciência. Apenas encontra as explosões neuronais e a maneira bioquímica dele funcionar. Ao analisarem o cérebro só podem nos conceber como seres somente químico-biológicos, reagindo a estímulos neurais. Mas isso está anos-luz de distância da consciência.
A consciência é algo nosso. Só nosso. Deus nos deu de presente e Ele mesmo a estabeleceu assim. Podemos utilizá-la dando ouvidos a ela ou não, mas ainda assim é algo que nos pertence. Isso não tem preço. Ouça-a!

Vida (Mateus 6.25)
Existem três palavras gregas para descrever a vida, mas em nosso português só há uma. A primeira palavra é “bios” (bioV), e significa no conceito grego, “viver a vida” ou “estilo de vida”. Não é somente a vida biológica como é conhecida pelos estudiosos, mas um estilo de vida ou um viver a vida que está em questão aqui.
A segunda palavra grega mais conhecida é “zoe” (zoh), com o significado mais comum de vida espiritual, vida eterna ou a vida como Deus a possui. Este tipo de vida nas Escrituras só pode ser alcançado ou recebido pela fé que a pessoa exerce em Jesus Cristo e, a partir deste ponto, o Espírito de Deus ou o Espírito da vida, passa a habitar a pessoa, gerando um novo ser espiritual, ou seja, um renascido, um regenerado, uma nova criatura.
A terceira palavra grega é “psiche” (yuch), é a origem das palavras “psique” e “alma”. Essa é palavra que está no texto de Mateus. A “alma” ou a “psique” para o texto bíblico é o âmago do ser humano, o seu centro, a sua fonte de vida e existência. Aquilo que é o “fôlego” da própria vida da pessoa, o seu “espírito”.
No sentido ao qual Jesus se refere no texto, a vida é mais valiosa que o próprio corpo e conseqüentemente do que o sustento e o vestuário. Portanto a vida é mais preciosa do que qualquer outra coisa na terra. Por isso, ao viver a nossa vida, damos a ela o devido valor que Deus lhe dá.
A vida é um bem inalienável do ser humano. Um ser humano pode até tirar a vida de outro, mas ainda assim, a vida só pertence ao seu dono em particular: a própria pessoa. Viver a sua vida de maneira satisfatória (mesmo com todas as mazelas dela) é honrar a Deus que a deu a todos nós e honrar a toda humanidade passada que viveu e morreu para chegarmos até aqui.
Existem coisas que não tem preço na sua existência, para todas as outras, você tem seu cartão de crédito! Pense nisso!






Por Carlos Kleber Carvalho
Comunidade Batista Bíblica Internacional

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Sete segredos olímpicos para vencer na vida


Os atletas olímpicos são um caso que sempre fascinou não só os admiradores dos esportes e das conquistas, mas também os médicos e psicólogos, tanto por sua capacidade de vencer a dor e o cansaço, quanto por levar o corpo a limites cada vez maiores, e assim alcançar o ouro olímpico.
Daniel Gould, da Universidade do Estado de Michigan, EUA, revela para nós alguns pontos-chave que ajudam os atletas a alcançarem a vitória, pontos que podem ajudar você a conseguir os seus objetivos também. Vamos então aos sete segredos que ajudam os medalhistas olímpicos:

1 – Saber até onde se esforçar
A maioria dos atletas olímpicos vem de lares onde o trabalho duro para obter resultados é bastante valorizado, então é de se esperar que o esforço e a dedicação faça parte do dia-a-dia deles. Porém, esforço demais pode ter efeitos contrários.
Os atletas que treinam demais acabam falhando, por se machucar, não ter uma boa coordenação com a equipe ou simplesmente por apresentar uma performance inferior, devido ao cansaço. Saber priorizar o descanso junto com a preparação é um dos segredos do sucesso.

2 – Otimismo
Existem duas formas de ver o mundo, uma é otimista e a outra é pessimista. A avaliação inicial de uma situação geralmente é bem realista para ambas as formas de ver o mundo, só que o valor do otimismo é que os otimistas são mais propensos a procurar soluções para os problemas do que os pessimistas, por que esses basicamente acreditam que os esforços são inúteis. O otimismo funciona como uma fonte de motivação para melhorar.

3 – Autoconhecimento
Para que o otimismo seja benéfico, ele tem que ser balanceado com o autoconhecimento. Quando vocẽ tem um bom autoconhecimento, isto te ajuda a trabalhar seus erros, conhecer as oportunidades de sucesso e de falha, e evitar armadilhas comuns, como excesso de treino, perder a concentração e queimar as energias. Além disso, ajuda a manter o ego não inflado, sabendo que ninguém é tão bom que não possa errar.

4 – Motivação interna
Existem basicamente dois tipos de motivação, a interna, que vem do interesse natural da pessoa, por exemplo, e a externa, que geralmente é a expectativa de um elogio ou compensação financeira. O sucesso está muito mais ligado a motivações internas do que externas. De fato, quando você começa a ser pago para fazer o que gosta, então o hobby se torna trabalho, e quando aquele livro sobre viagens espaciais vira leitura obrigatória, ele para de nos acompanhar até a cama. Mais ainda, as motivações externas podem virar uma grande distração.

5 – O tipo saudável de perfeccionismo
Os psicólogos agora sabem que o perfeccionismo vem em dois sabores: mal-adaptativo e adaptativo. O adaptativo é considerado um fator de sucesso, e o perfeccionismo mal-adaptativo é considerado uma deficiência significativa.
Os perfeccionistas adaptativos são pessoas conscientes com padrões elevados para si mesmos e, frequentemente, para outros também. Mas estes padrões não os impedem de levar golpes da vida. Eles tendem a ter excelentes habilidades de planejamento e organização, o que os ajuda a lidar com o inesperado.
Os perfeccionistas mal-adaptativos, por outro lado, estão preocupados com o controle e são assombrados tanto pelos erros passados como os futuros, e colocam um peso enorme em atender e ultrapassar as expectativas dos outros. Com esta mentalidade frágil, eles não têm a flexibilidade necessária para lidar com os imprevistos da vida.

6 – Planos para lidar com as distrações
Um dos grandes desafios para os atletas olímpicos são as distrações. Recebem produtos promocionais, solicitações de agentes e da mídia, pressões da família, tudo isto quando mais precisam se concentrar.
Decidir previamente quais os planos para lidar com as distrações e percalços e aderir a eles é uma atitude que está bastante ligada ao sucesso em jogos, e pode ajudar quem está tentando alcançar um objetivo significativo.

7 – Rotina
Talvez a estratégia mais importante para o sucesso, especialmente quando se trata de conseguir um objetivo de longo prazo, é ter uma rotina, e aderir a esta rotina mesmo quando tem que enfrentar um caos.
Uma rotina pode acalmar um atleta no meio do barulho, distrações e ansiedades inerentes aos jogos, e ajudá-lo a dar o melhor de si. E isto tanto é verdade, que muitos medalhistas relatam que se sentiram como se estivessem no modo “automático” durante suas vitórias.
As rotinas podem variar dramaticamente entre tipos de equipes e personalidades. A consistência pode ser mais importante que os próprios atos em si.
Mais que qualquer outra coisa, os atletas precisam ter uma rotina estabelecida e aderir a ela, se refugiar nela, por que os nos jogos, tudo o mais muda.

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Cesar Grossmann Formado em Engenharia Elétrica é funcionário público, gosta de xadrez e fotografia. Já foi vendedor de picolé, fez artesanato, foi professor de nformática, e aprendeu a dirigir depois dos 30.

Artigo encontrado no portal Hype Science


domingo, 29 de abril de 2012

O Êxodo Bíblico e a Arqueologia a seu favor



Documentário produzido pela Discovery Channel Canadá e a History Channel provando o acontecimento do Êxodo Bíblico através da Arqueologia. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

O ALCOOLISMO E AS RELAÇÕES HUMANAS


 Por Carlos Carvalho e Cristina Carvalho

O alcoolismo é definido mais simplesmente como uma doença resultante do abuso do álcool1. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirma que quase 4% de todas as mortes no mundo são atribuídas ao álcool e que o consumo abusivo provoca 2,5 milhões de mortes anuais2.

No Brasil, o alcoolismo está presente em 25% dos suicídios,

Ateus infantis


A internet tornou-se um poderoso instrumento de veiculação de notícias, de imagens, dos mais variados tipos de materiais de consulta e de comércio. É a própria vida sendo expandida aos cantos mais remotos do planeta e nos lugares mais restritos dele: o quarto ou uma sala em qualquer local.
Esta forma simbiótica e tecno-orgânica (pois os seres humanos se conectam às suas máquinas) de comunicação não têm precedentes na história e tampouco chegamos ao limite do que ela pode nos proporcionar. Ao mesmo tempo é uma tecnologia de comunicação que não pode ser mais controlada, dada sua extensão hoje.
Nela encontramos todos os tipos de pessoas, de conceitos, de crenças e todos os tipos de gostos, e não poderia ser diferente. Na rede encontramos o que denomino de ateus infantis, são os filhos dos ateus da geração passada. Indivíduos que propagam e repercutem as idéias de seus antecessores, mas como crianças, são apenas meros papagaios de seus “pais”.
Os filhos dos ateus são aqueles que, desejando um momento de fama midiática, gravam uma série de vídeos nos quais postam as supostas “teorias” libertadoras da “ciência” que levarão os seres humanos a ficarem livres da “maligna” e “aterradora”, da “destruidora da vida”: a famigerada “religião” ou do “inviável e improvável Deus”. Mais precisamente do Cristianismo e do Deus de Jesus Cristo.
Deflagram e vociferam “verdades” incríveis, novas “descobertas”, teorias das mais absurdas, tudo para fazer convencer seus expectadores que acreditar em Deus, em Jesus ou ser um membro de qualquer igreja ou ser religioso é estar enganado, ludibriado, entorpecido e por aí vai. Isso quando não se utilizam de palavras impróprias, inadequadas e extremamente baixas para indivíduos que se dizem “educados” e de “mente superior”.
Os filhotes de ateus usam de enredo antigo e bem conhecido dos defensores da fé, todavia, aos que não estão acostumados com eles, podem gerar alguns estragos nas mentes daqueles que não estão treinados para reconhecer esses argumentos falhos, caducos, antiquados e prestes a serem eliminados por uma ciência séria e madura. Infantes nas ciências, imaturos no conhecimento, desejam serem vistos por todos como se soubessem de fato aquilo que tanto alardeiam.
Como filhotes de lobos em tempo de fome e escassez, clamam por alimento, mas não resistem à rigidez do frio ou do calor quando estes lhes sobrevêm. Assim são os filhotes de ateus: falam, gritam, e fazem barulho desesperadamente, mas não conseguem ser ouvidos por aqueles dos quais desejam a atenção.


Por Carlos Carvalho

sexta-feira, 16 de março de 2012

TEMPO DE ANDAR NO ESPÍRITO


Texto: Gálatas 5:25

“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” 

    Essa expressão bíblica, utilizada pelo apóstolo Paulo pode ser compreendida de duas maneiras: teologicamente observada e características práticas. Acredito que nesta época de colheitas espirituais devemos estar atentos no sentido de como nos mover no ambiente do mundo em linha com o andar do Espírito Santo.
    Teologicamente falando, “andar no Espírito” nos remete a:
  • Andar na comunhão com o Espírito Santo – desenvolver amizade com ele.
  • Andar em sua nova maneira de viver – ele nos leva a andar como novas criaturas.
  • Busca inteligente e ativa pelo Espírito, por sua presença e seus dons – desejar que ele nos dê experiências consigo constantemente.
  • Alinhar-se com o Espírito Santo – estar de acordo com sua direção e revelação da vontade de Deus para nós.
  • Seguir as pisadas dele – isto significa que devemos trilhar o caminho já trilhado por ele no andar com Deus. Ele conhece o caminho e isso nos dá segurança ao seguir a sua direção.

A partir destes termos vamos considerar agora as características práticas deste andar com Ele. Utilizando-nos das expressões “andando” ou “andar”, em relação ao relacionamento do indivíduo com Deus, vejamos alguns desses aspectos:

Primeiro – Salmo 126:6
Esta é uma das declarações mais belas da Bíblia. Ela nos diz que durante nossa caminhada na vida, enquanto estamos semeando para construir nossos sonhos e projetos, podemos sofrer reveses ao ponto de chorar e entristecer. Mas o texto nos promete que mesmo nestas mais difíceis situações, devemos continuar andando e semeando mesmo chorando, pois no caminho de retorno, voltaremos com a colheita do que plantarmos.

Segundo – Atos 23:1
Andar no Espírito é andar com uma boa consciência diante do Senhor. Não possuir do que nossa consciência não nos acusar é algo extremamente difícil, principalmente nos últimos tempos, onde somos bombardeados de todos os lados e somos tentados a incorrer em erros. Mas é um alvo possível de alcançar com o auxílio do Espírito Santo.

Terceiro – Romanos 8:4
Andar no Espírito é ter capacidade dada por Ele de cumprirmos aquilo que os homens da antiga aliança não puderam. Nenhum deles puderam ser justificados perante Deus por nenhuma de suas obras, mas todos nós, que temos a presença do Espírito Santo, podemos viver de maneira agradável a Deus em Cristo Jesus.

Quarto – II Coríntios 5:7
Quando vivemos pela fé, isto é, por aquilo que esperamos que Deus nos faça ou nos revele, nós andamos pelo Espírito. Andar pela fé é não atentar para o que nos dizem as coisas ao nosso redor, mas crer que apesar delas, Deus cumprirá sua Palavra em nossas vidas.

Quinto – Gálatas 5:16
Andar no Espírito é não permitir que a carne, ou seja, que nossos desejos mais baixos tenham lugar de destaque. Esses desejos devem ser controlados e “crucificados”. Algumas pessoas criticam o Cristianismo dizendo que é uma religião que reprime os sentimentos, mas nada mais mentiroso do que isso. Porém o Cristianismo bíblico nos ensina a controlar e anular os desejos pecaminosos de nosso corpo e não dar a eles livre curso.

Sexto – Efésios 5:2
Andar em Espírito é viver o amor na plenitude. Viver esse amor pleno, ou o ágape de Deus, é estar em linha com o que dele está escrito em I Coríntios 13. O amor não é libertino, não é paixão carnal ou passageira, não é troca de parceiros sexuais, não é licença para a imoralidade. O amor é puro e limpo, no espírito, na alma e no corpo.

Sétimo – Colossenses 4:5
Já aprendemos a remir o tempo (veja postagem no blog do grupo Kosmos)[1]. Precisamos andar com sabedoria em relação a todas as pessoas que estão no entorno de nossas comunidades de fé. Neste tempo, nada pode substituir um bem de grande valor como a sabedoria para viver e nos relacionar com as pessoas, com a vida, com o meio ambiente, com a boa ciência (porque existe a ruim) e etc.

Oitavo – I Tessalonicenses 4:1
Andar no Espírito é não assumir uma atitude de conformismo maligno, deixando de crescer em conhecimento, em sabedoria e discernimento espiritual. Andar no Espírito é progredir continuamente em diversas áreas pessoais. Andar no Espírito é avançar para as coisas mais excelentes em Deus e seu Cristo. Andar no Espírito é se posicionar para se desenvolver cada dia mais.

Nono – I João 2:6
Aqui está o auge! Aqui está o alvo. Eis aqui a expressão máxima da vida de uma pessoa que deseja andar no Espírito Santo: andar como Jesus andou. Observe as narrativas do Evangelho, a única fonte autorizada de informações sobre a vida de Jesus, sua biografia autorizada. Veja como ele falou, como reagiu aos problemas apresentados diante de si, como respondeu a cada tipo de pessoa, como se portou nos lugares aonde foi, e por aí vai. Andar no Espírito é procurar fazer o mesmo, guardadas as devidas proporções.


Pense nisso!


Carlos Kleber Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica

sábado, 3 de março de 2012

SEGUINDO PARA O ALVO – O PROPÓSITO PARA A VIDA


Texto: Filipenses 3:13,14

Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão adiante,
prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus.

“Enquanto a pessoa mais pobre do mundo é aquela sem um sonho, a pessoa mais frustrada do mundo é alguém que tem um sonho, mas não sabe como concretizá-lo”
Myles Monroe

Tenho ensinado nestes últimos dias sobre a importância de encontrar a conexão entre a carreira e a vocação de uma pessoa. Entendo vocação como o chamado mais profundo, como a missão de vida de alguém, como a forma como tal pessoa glorificará a Deus em sua existência. Assim sendo, todos que nascemos neste mundo, de alguma forma (às vezes não compreendida plenamente), possuímos uma vocação divina para realizarmos alguma coisa específica, que apenas nós podemos fazer.
Isto significa que, embora uma grande parte desses afazeres seja semelhante ao de todos os humanos, no que se refere a mim, a você ou a quem quer que seja, somente nós estamos no lugar onde estamos; somente nós somos quem somos e apenas cada um de nós pode viver a vida no lugar onde habitamos. Neste sentido, ninguém mais pode. Isso é o que considero como vocação pessoal de cada pessoa na Terra.
Carreira é a forma como cada um de nós “ganha a vida”, o pão de cada dia e a maneira como nos realizamos nesta terra. Quando fazemos testes de vocação, na verdade fazemos testes de carreira, para saber qual profissão vamos seguir ou em que área vamos nos formar na universidade. Carreira, portanto, é a escolha pessoal de nossa profissão, levando em conta nosso contexto de vida e talentos pessoais.
Então, conseguir conectar ou mesclar nossa carreira à nossa vocação torna-se um excelente desafio para a vida e uma ótima oportunidade de viver com qualidade e sem estresses, pois quanto mais gostamos do que fazemos, menos se torna trabalhoso ou cansativo. Glorificar a Deus em uma carreira anexada com nossa vocação espiritual é a mais fantástica coisa a se fazer e buscar.
Paulo compreendeu a importância disto quando estava escrevendo a epístola aos filipenses. Ele descobriu o propósito maior de sua vida e carreira e fez com que tudo ao seu alcance trabalhasse a esse favor. Claro que ele descobriu isso somente depois que “caiu do cavalo”, literalmente.
Vamos analisar o texto selecionado e descobrir o entendimento que pode nos conduzir corretamente em uma vida orientada para o propósito de nossa vocação unida à nossa carreira.
1)      Nunca pense que já chegou ao ponto devido – Paulo não acreditava que já havia alcançado um patamar satisfatório em sua vida espiritual e propósito, antes ele continuava prosseguindo.
2)      Você não pode alterar o seu passado, mas pode mudar seu presente – todos sabem disso, às vezes só não agem assim. Nada mais podemos fazer a respeito do que passou, no máximo podemos apreender com os erros e acertos passados, só isso. Contudo, ao compreender nosso passado, tomamos novas atitudes que mudam nosso caminho a partir do nosso presente.
3)      Precisamos ter diante de nós um ponto definido e mensurável – Paulo sabia que sem um alvo definido e concreto, ele não poderia se guiar em sua jornada de vida. Estabelecer pontos concretos e mensuráveis para nossa carreira e vocação é o início de um caminho promissor, mesmo que mais à frente tenhamos de mudar algumas coisas.
4)      Ter um propósito definido é lutar por uma conquista futura – o apóstolo sabia que se dirigia para uma conquista futura. Precisamos estar cientes disso e andar como quem vai conquistar o prêmio pelo qual lutamos ao final.
5)      Fazer com que nossa vocação em Cristo se alinhe com nossa carreira – é repetitivo o que vou dizer, mas é necessário. Se conseguirmos fazer com que a nossa carreira se conecte com nossa vocação, seremos as pessoas mais felizes da face da terra, mesmo que isso não nos torne milionários.
6)      Saber aonde se quer chegar é mais importante do que se saber onde está – não me entendam mal, é óbvio que precisamos saber onde estamos para tomar decisões acertadas. Mas saber aonde se quer chegar é muito mais importante, pois nos coloca em foco e perspectiva constante diante de nossos olhos. Mesmo que em meio à caminhada nos encontremos perdidos e precisemos parar para saber qual a direção a seguir, contudo, só andaremos corretamente se soubermos para qual destino estamos nos dirigindo.
7)      Jamais ponha Deus fora do processo – Paulo sabia, você sabe e eu sei que podemos chegar a determinados lugares por nosso próprio esforço. Mesmo assim, ele não se julgou independente do Criador e de Cristo. Ele compreendeu (e fará bem a nós também compreender) que sem Deus ou seu alvo posto em Jesus sua vida até teria êxito, mas teria com Ele o sentido maior, mais elevado. Quando colocamos Deus e Cristo no propósito de nossa vida elevamos o nível de nossa caminhada. Nossa vida terrena acaba, e depois? Precisamos do passaporte para a próxima.

Pense nisso!


Carlos Kleber Carvalho
servo de Deus em Cristo Jesus
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Os pastores feiticeiros e seu evangelho pagão

"Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus inovam. Pela TV, em Brasília, prometem bom desempenho em concursos públicos. O fiel só precisa levar caneta ou comprovante de inscrição ao templo para ser ungido.
O discurso? 'Se Deus te iluminar, te der a direção, nada dá errado.' "
Sonia Racy- Estadão

O pior dessa notícia é que tem uma lógica danada. Literalmente, a lógica é danada. É dos quintos dos infernos. Mas faz todo o sentido dentro da cosmovisão religiosa popularmente identificada como cristã, isto é, da subcultura sociologicamente definida como segmento religioso que se pretende cristão. Senão, observe.
. Para quem crê em um Deus intervencionista, que se mete no cotidiano da vida humana vindo de fora (de outro mundo, da sala do trono, ou sei lá de onde), qual é o problema de pedir a Deus que favoreça um dos seus filhos em um concurso público?
. Para quem acredita em unção como ritual litúrgico, e sai por aí passando óleo e azeite em portas e janelas, carros, pessoas, animais de estimação, propriedades, galpões empresariais e escritórios, e outras coisas mais, qual é o problema de ungir ritualisticamente uma caneta ou uma ficha de inscrição para um concurso público?
. Para quem acredita que Deus revela segredos aos seus filhos, fala pela boca dos profetas e dá palpite na vida dos outros, qual é o problema em pedir uma iluminação ou uma direção, tipo informação privilegiada, como ajuda para o êxito num concurso público?
. Para quem acredita que o templo é a Casa do Senhor, e que os pastores, bispos, apóstolos e patriarcas são Servos do Senhor, pessoas especiais, com uma unção especial de Deus, qual é o problema de participar dessa unção ritualística no Templo Sede Internacional e receber a benção do homem de Deus antes de atravessar o desafio de um concurso público?
. Para quem faz promessas de subir escadas de joelhos, realiza peregrinações carregando cruz nas costas, amarra fitinhas de santos no pulso, pendura no pescoço colares benzidos nos terreiros, carrega santinhos na carteira, ou participa de correntes da fé em busca de bençãos materiais e soluções para problemas circunstanciais, qual é o problema de ungir a caneta ou a inscrição para o concurso público?
Em síntese, apesar de grotesca e de causar espanto, respeitada a lógica religiosa popular cristã, não há nada de errado nessa prática noticiada pela Agência Estado. O desafio é responder se essa lógica expressa de fato o Evangelho de Jesus Cristo.

Por Ed René Kivitz

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

REMINDO O TEMPO

Efésios 5:16
“Remindo o tempo; porquanto os dias são maus.” 

 



Falar e escrever sobre o tempo ou sobre tempos oportunos nunca é exaustivo. Tempo é algo sério, tão sério, que alguns de nós nem sequer desejamos pensar nele. Tempo nos falta, tempo é caro, tempo é só o que temos na vida. Nosso tempo, por mais que possamos viver com longevidade, é breve.


Por isso existem muitos escritores e preletores que se tornaram especialistas, ou ao menos pretendem ser, em tempo e em como nos dizer o que fazer com ele. São mestres em nos mostrar como organizá-lo e orientá-lo para extrairmos o máximo dele no dia-a-dia.


Para nós, cristãos, o tempo se reveste de grande importância, seja por crermos que o tempo que possuimos é pouco para o que temos de realizar, seja por sabermos que Deus em breve tomará a História e porá término ao chamado “tempo dos gentios”. Portanto, tempo para nós é algo precioso e cheio de profundo significado (para os que pensam nele segundo as Escrituras!).


Movido pelo Espíriro Santo, o apóstolo Paulo descreve em uma pequena linha a importância do tempo para nós e nossa atitude em relação ao mesmo. Nossa compreensão e ação à cerca do tempo mostra a verdadeira significância que ele possui  ou não.


Tentemos entender, de acordo com a Teologia, os significados mais comuns para a expressão “remindo o tempo”. Ao compreendê-los, podemos agir um tanto mais precisamente em relação a ele. Antecipo aos teólogos de plantão que a palavra para “tempo” no texto escolhido é “kairon” (da palavra kairós) e não “chronos”, portanto, tempo neste texto se refere a um tempo oportuno e específico e não a um período de tempo contínuo no qual vivemos.


Significados da expressão:


1         Aproveitar bem as oportunidades enquanto elas durarem – nesta vida as coisas se alteram, incluindo as oportunidades. Elas se iniciam e também terminam. A vida é cíclica e as oportunidades também. Convém sabermos aproveitar oportunidades com inteligência pois elas têm prazo de validade, só não babemos qual é esse prazo. Quero lhes lembrar que “aproveitar as oportunidades” não é transformar-se num oportunista, porque esse texto fala com pessoas de integridade moral.


2         Todos os momentos são preciosos – vivemos num ambiente que dificulta o nosso sucesso espiritual, por isso o tempo é precioso para nós. No que se refere ao sistema de mundo no qual existimos, quase tudo está posto para frear ou obstruir o crescimento espiritual sadio das pessoas. O tempo, neste caso, é extremamente valioso para não nos deixar desviar da rota que traçamos ou que Deus traçou para nós.


3         Remir é “pechinchar” – a figura por trás da palavra é a do comerciante de jóias ou comprador que espera o momento certo no mercado para dar o seu lance. Ele espera o momento que lhe é favorável para não ter prejuízo e conseguir posteriormente lucro em seus negócios. Da mesma forma, é necessário saber ou tentar descobrir os momentos certos para tomar atitudes e agir de maneira hábil a fim de obtermos “lucros espirituais” para nós.


4         Aproveitar os momentos que outros parecem desperdiçar – é cada vez mais claro que muitas pessoas apenas “vivem”, elas não possuem projetos de vida, sonhos, desejos superiores, nada disso ou semelhante. Há aqueles que somente estão passando o tempo pela vida sem se importar com o futuro ou mesmo com o seu presente. Parecem desperdiçar uma das bênçãos mais preciosas que nos foi dada:  o tempo.


5         Melhorar constantemente cada momento presente – isso é remir o tempo: melhorar. Melhorar constantemente, não estagnar na caminhada ou no crescimento do conhecimento. Melhorar o presente tempo de vida que temos significa não parar de tentar ser melhor e de aprender mais. Há sempre uma pergunta a ser feita: Quantos já pararam na jornada da vida? Muitos já pararam bem cedo!


6         Recuperar de alguma forma o tempo perdido – isso não são palavras de autoajuda ou frases de efeito bem construidas para lhe animar. Há realmente possibilidade de recuperar o tempo que foi perdido. Não podemos voltar no tempo (quem não gostaria?), mas devemos levar à sério a questão de recuperá-lo. Isso pode ser feito apenas tomando pequenas atitudes. Voltando a estudar onde parou, começando um curso que sempre desejou fazer, empreendendo o tão sonhado negócio próprio, mesmo agora que se está mais velho(a). Existem tantas maneiras, é só começar! Acho que é um ditado chinês ou oriental que diz  que para se iniciar uma longa caminhada é necessário dar o primeiro passo (se o ditado não for assim, os direitos de criação são meus!).


7         O tempo é a nossa mais preciosa mercadoria – por isso não devemos desperdiçá-lo. Nas relações de trabalho, a pessoa não ganha o salário por somente “trabalhar”. É preciso entender que você vende parte de seu tempo ao seu empregador. Você recebe salário pela produtividade ou não que realiza no tempo que vendeu para seu contratador. Tempo de fato é dinheiro. Tempo é só o que temos para vender. Tudo está relacionado com o tempo, todo o comércio que maneira direta ou indereta está conectado a isso. Não podemos disperdiçá-lo como se pudéssemos reavê-lo quando quisermos, pois cada tempo perdido, não se ganha novamente. Isso é sério!


8         Ser cuidadoso com o uso do tempo pois os dias são poucos – essa é uma possível definição da expressão do texto. Os dias são maus porque são poucos. De fato não temos muito tempo na terra, mesmo que possamos viver até mais de cem anos, ainda assim, são poucos anos. Se fizermos uma conta por alto, menos de oito anos após a carta aos efésios ser escrita e enviada, todo o alicerce da vida humana que o mundo daquela época conhecia foi abalado. Roma foi incendiada, o crime, por capricho de Nero, foi lavado com o sangue dos cristãos. Pedro e Paulo foram martirizados, Nero foi assassinado, o império romano se viu à beira da ruína em meio à guerra civil, foi levada a efeito a guerra contra os judeus, a captura de Jerusalém, a destruição do Templo e a expulsão dos judeus de sua terra. Isso em poucos anos apenas. É preciso ser cuidadoso com o tempo pois tudo pode mudar em um mês ou em um ano, sem estarmos prontos para isso.

Reproduzo aqui um poema de Horácio Bonar:

"Preenche cada hora com o que perdurará
Aproveita os momentos que surgirem
A vida do alto, quando está vida passar
Será fruto maduro da vida cá de baixo"


Graça e paz a todos!



Por Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica



segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012, Ano da Colheita!




Todas as vezes que terminamos um ano e iniciamos outro fazemos como de costume as nossas reflexões e promessas pessoais que imaginamos e pensamos como deveria ser o próximo período de nossas vidas. Isso é normal de todos nós e não é de se estranhar que também os cristãos façam o mesmo.
Para nós da CBB esse é um ano especial, repleto de promessas antigas, que já a doze anos esperamos seu cumprimento. Passamos coincidentemente por um período de sete anos de “vacas magras”, onde os recursos foram poucos, os ministérios com dificuldade e esmero se empenharam para cumprir seu papel, a música, a dança e os jovens precisaram fazer malabarismos para agradar a Deus e realizar com muito esforço seu propósito.
As finanças foram milimetricamente pensadas e empregadas para não ultrapassar os limites máximos, mesmo com contínuos “altos e baixos”, a intercessão foi aumentada para mais dias nesses anos e o cansaço espiritual quase chegou a nos abater. Lutas contra os inimigos espirituais se intensificaram e o combate foi renhido, mas com vitórias que só podem ser descritas como milagres.
Ao final, enterramos literalmente o ano de 2011 como símbolo de término desse período de provações divinas e com a esperança renovada para um tempo novo prometido por Deus, mediante o Espírito Santo, o inspirador dos profetas. Passamos a crer que uma nova estação estava realmente em curso e que o que foi traçado por Deus se cumprirá a partir desse novo período de sete anos.
O número 12 na Bíblia (afirmamos que absolutamente não cremos em numerologia!) está associado com algumas coisas interessantes e denotam e significam algo para nós neste tempo. Nosso intuito não é fazer um estudo das vezes em que esse número aparece e como extensamente está relacionado, mas um panorama mais geral dele é importante.

Governo – o número doze está associado à formas de governo, tanto físicas como espirituais. Por exemplo: as doze tribos de Israel e todo o seu desenvolvimento até se tornarem um Estado sob Davi e Salomão indicam isso e a promessa de Jesus aos apóstolos que eles governariam as doze tribos de Israel no tempo da restauração também tem esse indiciativo (conf. Mateus 19:28).
Autoridade – quando o Senhor Jesus separou e comissionou os doze, temos nisso o indicativo de autoridade (conf. Mateus 10:1)
Futuro – a Nova Jerusalém é um indicativo de futuro. Deus encerrará a História, julgará a todos, estabelecerá novos céus e nova terra e a cidade santa terá doze fundamentos, neles estãos os nomes dos doze apóstolos, doze portas feitas de material especial e sua largura, cumprimento e altura são múltiplos de doze. Isso é um futuro certo da parte de Deus (conf. Apocalipse 21:9-27).
COLHEITA – esse é um significado que nós temos dado a esse ano baseado na vida de José. Colheita pode significar qualquer coisa pela qual se tem lutado por muitos anos e esperado sem se colocar na frente de Deus, tentando fazer as coisas do seu jeito. É uma “colheita” espiritual que vem de Deus para todos os que foram fiéis em aguardar o tempo determinado.
Percebemos que houve doze acontecimentos históricos na vida de José que o levaram até o momento decisivo em sua trajetória para se tornar o grande homem que foi e o líder mundial que trouxe solução para um problema que se agravava a cada ano que passava: a fome na terra.
José foi o homem usado por Deus para alcançar a sabedoria necessária para manter uma parcela da população mundial viva naquela época, mas isso não aconteceu da noite para  o dia. Ele foi provado por longos treze anos de escravidão forçada e provocada pela inveja de seus próprios irmãos. Veja a trajetória dos doze “ciclos históricos” na vida de José.
1.      Tudo começou com os sonhos que ele teve. Esses sonhos eram de Deus e revelavam seu futuro (Gên.37:5-11)
2.      Tornu-se alvo contínuo da inveja e do ódio de seus irmãos por causa dos sonhos e do amor de seu pai (Gên.37:18-36)
3.      Foi vendido como escravo para a casa de Potifar (Gên.39:7-23)
4.      Vai para a prisão por se recusar a pecar contra Deus e contra seu amo (Gên.39:7-23)
5.      Na prisão interpreta dois sonhos (Gên.40)
6.      Interpreta os sonhos do Faraó (Gên.41:1-37)
7.      É estabelecido como governador de todo o Egito (Gên.41:38-57)
8.      Encontra-se com seus irmãos (Gên.42 ao 45)
9.      Reencontra o pai (Gên.46)
10.  Dá o melhor da terra egipcia para sua família (Gên.47:1-12)
11.  Recebe as bênçãos de seu pai (Gên.49:22-26)
12.  Seus últimos anos e último pedido (Gên.50:14-26)

Sem toda essa trajetória, não conheceríamos o José do Egito, o José da Bìblia, e ele nem estaria na memória de todos os judeus, árabes e cristãos de todas as épocas, e, nem ao menos seria tão mencionado nas Escrituras, tendo tantos capítulos sobre sua vida.
Para nós José está relacionado com a colheita (as interpretações têm a ver com os frutos da terra) e com todos os outros significados que vemos do numeral doze: autoridade, governo e futuro também.
Então, para não me delongar nesse tema e não ficar cansativa a exposição, desejamos a todos um abençoado ano de 2012, com tudo o que ele reserva de possibilidades e de bênçãos da parte de Deus.
Para a Comunidade Batista Bíblica, que esse seja o primeiro dos próximos sete anos de colheita daquilo que o nosso grande Deus em Cristo Jesus nos prometeu.

Graça e paz a todos!






Carlos Carvalho
Pr. Sênior da Comunidade Batista Bíblica