quinta-feira, 14 de março de 2013




Até hoje ainda é assim!

Marcos 14:53-59

“E levaram Jesus ao sumo sacerdote, e ajuntaram-se todos os principais dos sacerdotes, e os anciãos e os escribas.
E Pedro o seguiu de longe até dentro do pátio do sumo sacerdote, e estava assentado com os servidores, aquentando-se ao lume.
E os principais dos sacerdotes e todo o concílio buscavam algum testemunho contra Jesus, para o matar, e não o achavam.
Porque muitos testificavam falsamente contra ele, mas os testemunhos não eram coerentes.
E, levantando-se alguns, testificaram falsamente contra ele, dizendo:
Nós ouvimos-lhe dizer: Eu derrubarei este templo, construído por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, não feito por mãos de homens.
E nem assim o seu testemunho era coerente”.

Quero destacar algumas palavras deste texto para chamar sua atenção: “testemunho contra”, “testificavam falsamente”, “não eram coerentes”. Como disse no título, ainda hoje é exatamente assim. O que o mundo que não conhece a revelação da palavra de Deus escreve e fala contra ele é no mínimo ridículo, mas semanalmente são produzidos texto e reportagens que tentam diminuir ou ridicularizar a figura de Jesus.
Revistas conceituadas (até que ponto?), jornais que são considerados sérios, editoras que são respeitáveis no lançamento de seus livros, todos, sem exceção, publicam algo contra a pessoa de Jesus, se não acreditando no que publicam, o fazem por dinheiro, pois o lucro deste tipo de material é certo.
Mas aqui está o cerne da questão: a própria pessoa de Jesus. Há uma discussão acadêmica que se arrasta por algum tempo se o Jesus histórico é o mesmo Jesus mítico ou o Cristo mostrado nas Escrituras e, se depender de alguns “eruditos”, essa questão nunca terminará, pois suas carreiras foram construídas em torno desta tese.
Eis aqui alguns fatos reais: 1) ninguém em sã consciência desacredita que Jesus tenha de fato existido. 2) nenhum teólogo sério arriscaria a declarar que os textos do Novo Testamento não foram todos eles escritos no primeiro século. 3) nenhum arqueólogo poderia afirmar que algo do que está descrito no Novo Testamento não é material histórico. 4) nenhum especialista em documentos históricos e na própria História poderia dizer que a forma como foi escrito os textos do NT não refletem o estilo da época. E por aí vai.
O que temos hoje de escritos e produção contra a pessoa de Jesus é a mesma velha técnica e prática antiga de descrédito empreendida pelos religiosos invejosos e homens malignos da época em que o Senhor viveu. O pior de tudo é que aquelas falsas “provas” foram suficientes para levá-lo à morte, mesmo não tendo nada contra ele.
Nos nossos dias, a mídia geral bombardeia o povo com imagens distorcidas, falsa documentação, falsas provas, as ridículas “novas evidências apontam”, o ressurgir dos livros apócrifos que foram banidos a muito tempo por não serem coerentes com os textos que a igreja dispunha, e somado a tudo isso, ainda temos um ateísmo militante que vocifera palavras agressivas e ódio mortal contra Cristo e seus seguidores.
Os tempos mudaram, mas os homens continuam os mesmos. A tecnologia é a única coisa que de fato “evolui” no mundo, mas os seres humanos se distanciam da própria humanidade a cada dia. Se isso é uma realidade à medida que o tempo avança, não é estranho que o ser humano produza suas “provas e evidências” contra Deus e o seu Cristo. Mas o texto nos indica a mesma verdade: “E nem assim o seu testemunho era coerente”.

Graça e paz de Deus Pai, do Senhor Jesus Cristo, no amor do Espírito Santo a todo o rebanho de Deus.

Bp. Carlos Carvalho
CBBI



O PROBLEMA DA FUGA DO HÉLIO
Larry Vardyman, Ph.D.

A explicação padronizada evolucionista-uniformitariana da origem da atmosfera da terra é a soltura de gases de combinações voláteis da terra sólida,¹ e a sua modificação através da fuga de gases e processos biológicos.2 Supostamente, esses processos ocorreram num período de 4,5 bilhões de anos. Muitos problemas, contudo, surgem quando tentamos reconciliar a composição e os processos, na atmosfera de hoje, com os princípios básicos desse modelo. Por exemplo, a composição de nenhuma atmosfera planetária, no sistema solar, combina com o pressuposto material primordial, que supostamente teria formado a original nebulosa, mesmo depois que complexos roteiros de aquecimento, recombinações, soltura de gases e fuga são considerados. A controvérsia continua quanto à atmosfera original da terra, se era redutora ou oxidante. Não sabemos com certeza como o dióxido de carbono mantém o seu equilíbrio ou por que o dióxido de carbono mantém o seu equilíbrio ou por que ele aumentou nos últimos anos, nem está claro por que o metano é tão abundante na terra.

Um dos problemas mais intrigantes do modelo evolucionista tem sido a tentativa de explicar por que não existe maior quantidade de hélio na atmosfera de hoje, se a terra já existe há 4,5 bilhões de anos. Este artigo vai explorar esse problema e sugerir uma alternativa para o modelo evolucionista.

Fontes de Hélio

A atmosfera da terra é predominantemente de nitrogênio (78%) e oxigênio (21%). Também contém muitos outros constituintes menos importantes. O quadro no 1 apresenta alguns deles segundo Walker.
O modelo evolucionista-uniformítariano da origem da atmosfera presume que não houve gases primordiais, mas que eles todos foram soltos pela terra sólida. Uma das fontes do hélio na atmosfera de hoje são, segundo geralmente se aceita, os processos em andamento na crosta terrestre. A decomposição radioativa do urânio e do tório, na crosta terrestre, produz 4He, um dos isótopos do hélio, que se filtra para a superfície e subseqüentemente se mistura à atmosfera. O fluxo do hélio, através desse processo, é calculado em cerca de 2x106 átomos/cm2-seg3. Essa é uma média calculada porque a composição exata da crosta e do envoltório da terra não é conhecida e, portanto, a média exata da decomposição do urânio e do tório também é desconhecida. As estimativas são baseadas em médias medidas e calculadas do fluxo do calor e réplicas composicionais da terra. O fluxo do calor da terra pressupõe-se causado por um calor inicial da formação da terra e a decomposição radioativa do urânio, do tório e do potássio.

Quadro no 1
Composição da Atmosfera

Nitrogênio
N2
28,013
78,084
3,866x 1021
Oxigênio
O2
31,999
20,948
1,185x1021
Argônio
Ar
39,948
0,934
6,59 x1019
Vapor de Água
H2O
18,015
variável
1,700x 1019
Dióxido de Carbono
CO2
44,010
0,0315
2,450x 1018
Neônio
Ne
20,183
1,818x10-3
6,48 x1016
Hélio
He
4,003
5,24 X 10-4
3,71 x1015
Criptônio
Kr
83,80
1,14 X 10-4
1,69 x1016


A quantidade de argônio na atmosfera, pressupõe-se totalmente retida na atmosfera depois da decomposição radioativa do potássio, e permite fazer estimativas máximas do fluxo do hélio. Infelizmente a pressuposição da idade avançada da terra está abaixo das estimativas do fluxo de calor e do acúmulo de argônio na atmosfera também. Essa pressuposição afeta igualmente o cálculo do acúmulo de hélio. Medidas diretas de hélio, atualmente feitas, podem ajudar a melhorar essas estimativas.

Há duas fontes possíveis de outro isótopo de hélio, 3He, na atmosfera. Ele é produzido por colisões dos neutrons dos raios cósmicos com chumbo, que leva à formação de trítio, que então se decompõe em 3He. O trítio e o 3He também são injetados diretamente na atmosfera pelo vento solar. A concentração atualmente observada de 3He poderia ter sido fortemente afetada se a terra fosse rodeada por um teto de vapor de água até cerca de 4.000 anos atrás, conforme foi sugerido por Vardiman4 e outros.
A concentração de 3He seria muito maior se um teto de vapor existisse, resultando em uma alta concentração residual nos dias de hoje.

A abundância de neônio na atmosfera ajuda a estabelecer um limite mais alto para os gases que podem ter sido incorporados pelo sol. O neônio, como o argônio, é demasiadamente compacto para ter escapado da atmosfera da terra. Comparando o neônio com o fluxo do 3He do sol, calcula-se que cerca de 10 3He átomos/cm2 .seg. são injetados na atmosfera.3

Usando esses fluxos calculados de hélio, a atual abundância do 4He acumular-se-ia em 1,8 milhões de anos. Apenas 370 mil anos seriam necessários para suprir a atmosfera com o seu atual conteúdo de 3He. Mesmo no caso de 4He, ainda seria 3.000 vezes pouco demais. O hélio deve estar escapando da atmosfera, de alguma forma, para que o modelo evolucionista seja real. Caso contrário, haveria uma quantidade muito maior de hélio atualmente.

Fuga Térmica do Hélio

O processo principal que foi considerado para explicar a excessiva perda de hélio pelos teóricos da idade avançada da terra, é a fuga térmica. Esse é o processo pelo qual pequenas moléculas de gás ou átomos podem fugir da atração gravitacional de um planeta se ultrapassarem à velocidade de fuga. A teoria para a fuga térmica foi desenvolvida pela primeira vez por Jeans5. Uma quantidade significativa de esforços foram empregados na aplicação dessa teoria da fuga do hélio terrestre nos 25 anos passados (veja MacDonald e Walker).

A velocidade média da fuga térmica de 4He foi calculada ser em cerca de 6x104 átomos/cm2 .seg. A atual abundância de 4He na atmosfera ainda se acumularia em cerca de dois milhões de anos. A razão da fuga térmica de 3He foi calculada ser em cerca de 4 átomos/cm2.seg., também muito menos do que o seu influxo calculado.

A velocidade da fuga do hélio, descobriu-se, ser dependente da velocidade de perda na região de elevada pressão atmosférica e não em sua difusão ascendente. A principal variação que afeta a perda de hélio é a temperatura na base da exosfera, a região da atmosfera na qual as colisões entre as moléculas ou átomos de gás são insignificantes. Se a temperatura fosse cerca de 2.000 K ou mais, a velocidade da fuga poderia possivelmente explicar a perda de 4He. Contudo, a temperatura é normalmente menor que 1.500 K, o que provoca uma velocidade de perda muito menor. Se a temperatura na base da exosfera fosse suficientemente elevada para explicar a perda de 4He, a perda de 3He ainda assim não combinaria com o seu influxo. Na verdade tem-se demonstrado que nenhuma temperatura pode ser mantida para que ambos os fluxos, 3He e 4He, permaneçam em equilíbrio. Depois de muitos anos de pesquisas sobre o assunto, chegou-se, agora, à conclusão de que só a fuga térmica não pode explicar a perda de hélio na atmosfera da terra.2,3,6,7

Fuga Não-Térmica de Hélio

Se uma pessoa está convencida de que a idade da terra é de cerca de 4,5 bilhões de anos e a atual quantidade de hélio na atmosfera levaria cerca de 2 milhões de anos para acumular-se, então deve haver algum outro processo de perda adicional à fuga térmica. Algumas sugestões foram feitas. Três das sugestões mais populares são as seguintes: 1) o vento polar; 2) o vento solar; 3) permuta de íons aquecidos.

O vento polar é uma expansão magnetohidrodinâmica no espaço do plasma ionosférico em elevadas altitudes perto dos pólos, onde o campo geomagnético é forçado "correnteza abaixo" pelo vento solar. Os íons são puxados através de linhas abertas do campo magnético pelo campo elétrico de separação de cargas. A elevadas altitudes, os íons positivos são suficientemente acelerados pelo campo elétrico para escapar e não se estabelecer o equilíbrio difusivo. O processo parece ser relativamente eficiente para a remoção do hidrogênio de um planeta, mas ainda não se demonstrou de maneira adequada que faz o mesmo com o hélio. A ação do vento solar é um processo em que o plasma do vento solar varre íons quando sopra através de um planteta não-magnetizado. Isso parece ser importante em Vênus e Marte, que têm campos magnéticos fracos, mas não na Terra. A permuta de íons aquecidos é um processso, através do qual, um íon energético, transfere sua energia cinética para um íon neutro de hélio, que então escapa. A permuta de íons aquecidos é considerada como o melhor candidato para explicar a fuga do hélio terrestre, embora a razão da transferência pareça baixa demais. Nenhuma das médias desses processos propostos foi exatamente quantificada houve até mesmo o início de observações adequadas para se confirmá-las ou negá-las. Chamberlain declara que o problema da fuga do hélio "não vai desaparecer e não está resolvido7."

Um Modelo de Terra Jovem

Uma alternativa óbvia ao modelo evolucionista, mas que se opõe à pressuposição básica do modelo evolucionista-uniformitariano, é que a atmosfera da terra é relativamente jovem (menos de 10.000 anos). O hélio que observamos na atmosfera é primordial, com aumentos, possivelmente menores, devido à decomposição recente de urânio e tório radioativos na crosta terrestre e algumas conseqüências desconhecidas do colapso de um teto de vapor durante o dilúvio.4

Se a razão do afluxo e defluxo do hélio na atmosfera terrestre não está em equilíbrio, então poderíamos calcular o tempo, quando acontecimentos como o dilúvio de Noé entraram em choque com a concentração do hélio. Os cálculos rudimentares deste artigo já demonstraram períodos relativamente curtos para a acumulação de hélio. Tais estudos já foram feitos para o carbono radioativo por Lingenfelter8, Cook9 e Whitelaw10.

Conclusão

O estudo dos processos de afluxo e defluxo de gases como o hidrogênio, hélio, argônio, neônio e criptônio pode levar a melhores estimativas da idade da atmosfera da terra.
Os modelos evolucionistas-uniformitarianos da atmosfera da terra encontram obstáculos formidáveis para explicar esses processos. Nós cremos que a fonte desses problemas é a pressuposição de que a atmosfera da terra tem bilhões de anos de idade.
A pesquisa à luz dos processos em uma atmosfera jovem, processos esses que podem ter sido significativamente modificados por um dilúvio recente de extensão mundial, levaria à solução do problema do hélio.


Referências

1. Rubey, W.W., "Geologic history of sea water," Bull. Geol. Soc. Am., 62, 1951, pp. 1111-1147.
2. Walker, J.C.G., Evolution of the Atmosphere, Macmillan, 1977, 318 pp.
3. MacDonald, G.J.F., "The escape of helium from the earth's atmosphere," The Origin and Evolution of Atmospheres and Oceans
Ed. by P.J. Brancazio and A.G.W. Cameron, 1964, pp.127-182.
4. Vardiman, L., "The sky has fallen," ICR Impact no 128, 1983.
5. Jeans, J. H., The Dynamical Theory of Gases, Cambridge U. Press, 1916, (4th Ed, 1925).
6. Cook, M.A., "Where is the earth's helium?," Nature, 179:213 (1957).
7. Chaberlain, LW., Theory of Planetary Atmospheres, Academic Press, 1978, 330 pp.
S. Lingenfelter, R.E., "Production of C-14 by Cosmic Ray Neutrons,'' Rev. of Geophys., 1, 1963, p. 51.
8. Lingenfelter, R.E., "Production of C-14 by Cosmic Ray Neutrons", Rev. of Geophys., 1, 1963, p.51.
9. Cook, M.E., "Do Radological Clocks Need Repair?," Creation Research Soc. Quart., Vol. 5, 1968, p. 70.
10. Whitelaw, R.L., "Radiocarbon Confirms Biblical Creation," Creation Research Soc. Quart., Vol. 5, 1968, p. 80.


Carlos Carvalho
Pesquisador

quarta-feira, 13 de março de 2013




Aspirina (ácido acetilsalicílico) e a contribuição cristã para a sua criação.

A 27 de fevereiro de 1900 a aspirina foi patenteada pela famosa farmacêutica alemã Bayer e por Felix Hoffman, o inventor do composto ácido acetilsalicílico.
O ácido acetilsalicílico é o fármaco mais associado com plantas, embora seja uma substância sintética. A sua síntese, no entanto, foi totalmente feita com base na estrutura química de uma substância natural isolada do salgueiro branco, a Salix alba.
A Aspirina é, desde então, o fármaco mais utilizado em todo o mundo. Além de ter propriedades antipiréticas, analgésicas e anti-inflamatórias, é também utilizado na prevenção de ataques cardíacos e angina de peito.
O composto foi descoberto, no dia 10 de agosto de 1897, por Felix Hoffmann que trabalhava na empresa farmacêutica alemã Bayer. Na altura em que se reformou, em 1928, a sua descoberta era já um sucesso internacional. No entanto, o inventor da Aspirina manteve-se no desconhecimento público, vindo a falecer em 1946, na Suíça.
No século V a.C.Hipócrates, médico grego e pai da medicina científica, escreveu que o pó ácido da casca do salgueiro ou chorão (que contém salicilatos mas é potencialmente tóxico) aliviava dores e diminuía a febre. Esse remédio também é mencionado em textos das civilizações antigas do Médio OrienteSumériaEgito e Assíria. Os nativos americanos usavam-no também para dores de cabeça, febre, reumatismo e tremores.
Um clérigo do século 18, o Reverendo Edward Stone, da Igreja Anglicana, de Chipping Norton no condado de OxfordReino Unido, redescobriu em 1763 as propriedades antipiréticas da casca do Salgueiro e as descreveu de forma científica. Ele escreveu um relatório sobre como a preparação de pó de casca de salgueiro parecia beneficiar 50 pacientes com malária e outras doenças.
Persistem dúvidas se foi Felix Hoffmann (como afirma a Bayer) ou Arthur Eichengrun (de acordo com vários peritos) que inventou o método que criou o ácido acetilsalicílico. A Bayer perdeu a marca registrada Aspirina em muitos países após a Primeira Guerra Mundial, como reparação de guerra aos países aliados.
John Vane, do Royal College of Surgeons, demonstrou pela primeira vez o mecanismo de ação do ácido acetilsalicílico, em Londres,1971. Ele viria a receber o Prêmio Nobel da Medicina e Fisiologia pela sua descoberta em 1982.
É provável que a aspirina tenha ainda mais benefícios que não foram descobertos ainda.
Carlos Carvalho
13 de março de 2013
Fontes:
pt.wikipedia.org

segunda-feira, 11 de março de 2013


Este é um pequeno trecho de uma mensagem do Dr. John Haggai, que foi tema de um dos Congressos que seu Instituto realiza em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.





O campo magnético da Terra

O campo magnético do planeta apóia a ideia de uma Terra jovem. Um forte campo magnético é crucial para a vida, como se sabe. Ele forma uma cobertura protetora sobre a Terra, bloqueando a radiação cósmica nociva que continuamente bombardeia o planeta.
Observações feitas no campo magnético da Terra ao longo dos últimos 150 anos têm mostrado que ele tem decrescido de intensidade. Tem sido constatado que desde 1829 a força do campo magnético diminuiu cerca de 10 a 15%.
Foi calculado que a meia-vida do campo magnético é de cerca de 1.400 anos, significando que ele decai à metade de sua intensidade a cada catorze séculos. Se ele se tornar fraco demais, a vida não será possível. Se a Terra fosse tão antiga como assevera a teoria evolucionista, o campo magnético seria inexistente a essa altura.

sábado, 9 de março de 2013




Precisa-se de mestres da Palavra

"E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?
E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse." 

Atos 8:30-31

Se existe um momento histórico no qual mais somos necessitados de verdadeiros mestres da Palavra de Deus, esse é o tempo no qual vivemos.
A imensa quantidade de indivíduos que se arvoram pregadores e ensinadores da Bíblia cresceu tanto que não se tem mais nenhuma forma de controlar as coisas heréticas que são bombardeadas no seio da comunidade da fé cristã.
Claro que Jesus e os apóstolos já haviam antecipado por palavra profética os dias em que esses falsos mestres e profetas estariam passeando livremente na igreja pervertendo a fé de muitos. isso não é novidade.
As pessoas em nosso tempo, por mais acessos ao conhecimento que tenham, estão profundamente necessitadas do verdadeiro conhecimento bíblico, de conhecer o Cristo e o Deus revelados nas Escrituras de forma íntegra, sem parcialidades.
Felipe é o nosso exemplo, não apenas de um evangelista-diácono, mas de um homem que está preparado a qualquer momento para trazer luz ao entendimento daqueles que leem a Bíblia e os seus textos, sem contudo, compreendê-la bem.
O versículo 35 deste capítulo é maravilhoso:

"Começou então Filipe a falar, e, principiando por essa passagem da Escritura, anunciou-lhe Jesus." 

É exatamente disso que precisamos, de homens conhecedores das Escrituras, que em qualquer parte dela saibam explicá-la e levar o entendimento da revelação de Jesus Cristo a todos os que assim o desejarem.

Graça e paz de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo a todas as ovelhinhas de Deus


Carlos Kleber Carvalho

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

O TIPO DE IGREJA QUE DEVEMOS SER


I Tessalonicenses 1

1 Paulo, e Silvano, e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus, o Pai, e no Senhor Jesus Cristo: Graça e paz tenhais de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
2 Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações,
3 Lembrando-nos sem cessar da obra da vossa fé, do trabalho do amor, e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,
4 Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus;
5 Porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.
6 E vós fostes feitos nossos imitadores, e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo.
7 De maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na macedônia e Acaia.
8 Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma;
9 Porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro,
10 E esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.
 

Basicamente, todas as vezes que lemos e ouvimos pastores e líderes de certos ministérios referirem-se ao crescimento e modelo da Igreja, normalmente se utilizam de Atos dos apóstolos no capítulo dois. Gostaria de ir por um caminho diferente e alternativo para abordar esta questão tanto do crescimento como também do modelo de igreja local para os nossos dias baseados no texto de I Tessalonicenses.
Embora tenha lido o Novo Testamento inúmeras vezes nos últimos vinte anos de minha fé cristã, nunca havia percebido esse texto com tanta clareza como nestes dias em que tenho reestudado com outro olhar as páginas das Escrituras neotestamentárias. Ponho diante de mim uma contínua missão de encontrar uma eclesiologia para minha comunidade de fé que funcione adequadamente e satisfaça o mínimo das demandas que possuímos como corpo local.
Por isso, durante anos busquei, li e participei de vários eventos e palestras voltados para o crescimento de igreja e procurei implantar em nossa Comunidade vários modelos eclesiológicos, sem, contudo, alcançar o êxito esperado. Um pouco de frustração vem à tona em nossas vidas como pastores quando não consideramos que no ponto no qual já chegamos, é exatamente o local aonde Deus nos queria trazer até este momento da história.
Isso não significa que nossa comunidade de fé não irá mais crescer, que nossos planos ministeriais foram paralisados por Deus, que tenha de haver um contentamento misturado com inércia ou que fomos fadados e destinados a sermos pastores de rebanhos insignificantes e estéreis. Nada mais demoníaco pensar deste modo. O que digo é que Deus nos trouxe a um momento de nossa vida que talvez Ele mesmo esteja dizendo algo que não ouvimos ou queremos ouvir.
Todavia o caminho que tracei para este escrito não foi o de tentar responder a coisas que não tenho respostas. Cada um de nós deve ser maduro o suficiente para encontrar no Senhor as respostas para aquilo que lhe causa frustração ou anseio. Meu propósito é tentar definir uma eclesiologia que possa nos servir de norte para guiar bem o povo sobre o qual o Espírito Santo nos constituiu ministros.
Não me aterei aos pormenores teológicos. Todos sabem que “igreja” não é um edifício, uma placa, nem um nome institucional legalizado. Igreja é o corpo de Cristo, seus membros, cada um de nós que estamos nele. Igreja é formada por pessoas redimidas e resgatadas do mundo e do pecado (nem todos, mas paciência!). Igreja, portanto, é a reunião dos crentes em Jesus. É a partir deste conhecimento que inicio este ponto.
Qual o modelo de igreja que devemos ser revelado no texto escolhido? Como, a partir desta carta, Paulo vê a igreja? Como deve se mostrar um povo que professa a sua fé em Jesus Cristo? Em minha leitura encontrei oito pontos fundamentais que podem ser vividos como a eclesiologia de uma igreja local e como projeto de vida de cada cristão que participa da Igreja.

Primeiro - Uma igreja de fé, de amor e de esperança (v.3).
Uma igreja que tem fé é um grupo que realiza a obra da fé. Isso significa que as coisas que esta comunidade faz em relação ao próximo e para si mesma é fruto de sua fé. Esta igreja também acrescenta a essas ações o amor que é o motivador de seus atos. Esta igreja possui uma esperança no Senhor que não se abala diante das adversidades. A fé realiza a obra, o amor é o motivo e a esperança é a garantia do futuro.

Segundo - Uma igreja que compreende que foi eleita por Deus (v.4).
Os cristãos atuais em grande número não conhecem a doutrina da eleição. Como disse, não vou entrar pelo caminho da teologia das palavras, mas essa doutrina nos fala basicamente algumas coisas. 1) nós não tínhamos nenhuma condição de nos aproximar de Deus e de receber o seu perdão, 2) tudo o que fizemos foi transgredir vez após outra os mandamentos de Deus, 3) mesmo assim, Deus nos escolheu e nos elegeu em Cristo para vivermos em sua presença e, 4) Ele decidiu nos aceitar e amar sem merecermos. Isso é eleição!

Terceiro - Uma igreja que experimenta o poder do Espírito e tem fortes convicções (v.5).
O que seria de uma igreja sem o real poder de Deus? O poder do Espírito Santo que cura, liberta e transforma o ser humano na imagem do Filho de Deus e que nos conduz continuamente a termos experiência com Ele? Como imaginar uma igreja que é o corpo do próprio Jesus Cristo não ser canal de sue poder na terra? Da mesma forma, não imaginamos uma igreja sem fortes convicções, sem a mente saudável ou cheia de dúvidas alimentadas por aqueles que vivem como “pedras de tropeço” aos outros. Um povo sem convicções definidas é fraco na fé e anda atrás de “coisas novas” todos os dias.

Quarto - Um povo que se parece com Jesus e é alegre (v.6).
O maior de todos os modelos pessoais para qualquer cristão é Jesus. Portanto, o mais excelente alvo de todos é que uma comunidade de crentes se pareça com ele em suas ações e palavras. Não há desejo mais sublime. Conseqüentemente, uma igreja que se parece com Jesus, é uma igreja feliz, alegre no dia a dia. Agir como o Senhor nos dá alegria de viver. O mundo em nossas últimas gerações ainda não viu Jesus através da sua igreja. Está mais do que na hora disso acontecer.

Quinto - Uma igreja que se torna modelo para as outras ao redor (v.7)
Esta também é uma parte difícil do processo, mas não impossível. Paulo viu o nascimento daquela igreja local e com o passar dos anos seu amor e devoção não diminuíram, ao contrário, foi crescendo a ponto de ser ouvido em partes longínquas do império. Esta comunidade local se tornara um modelo de como os cristãos deveriam viver sua fé, como relacionar-se internamente e com os de fora e como ser relevante para o reino de Deus colaborando com a propagação da Palavra da salvação. Ser um modelo não é ser superior às outras, mas suprir as deficiências delas pelo testemunho de si mesma.

Sexto - Uma igreja missionária (v.8)
Quanto a isso não acredito que se tenha muito que dizer. A igreja por natureza é missionária. Em sua região, cidade, estado ou nação, a igreja já faz missões pela própria existência e viver diário. Somente que existe uma imensa parte do povo de Deus que não tem a mínima preocupação com a obra missionária. Penso que uma comunidade missionária é uma igreja que vê as necessidades do campo missionário como sérias e reais, tanto quanto vê a necessidade que sua cidade seja alcançada pela mensagem do Evangelho. Isso pode ser feito de diversas formas.

Sétimo - Um povo que adora e serve ao Deus verdadeiro (v.9)
Somos chamados antes de tudo para ser adoradores. Sabemos disso e muito bem. Muitas igrejas locais se empenham em realizar congressos e seminários, encontros e shows de adoradores e atuam diversificadamente com esse objetivo. A questão aqui não é que a adoração seja uma questão de músicas e palestras. Uma igreja que serve e adora a Deus faz isso com sua vida. Em casa, no ambiente de trabalho, no meio da família e em sociedade, a adoração é um estilo de vida. Em outras palavras. Tudo o que eu faço, toda a minha vida deve servir para que Deus seja visto e reconhecido em cada detalhe. Isso sim é desafio!

Oitavo - Uma igreja que aguarda a volta de Jesus (v.10)
Por fim, uma igreja que não anseia o retorno de Jesus não é igreja, é um clube social. Uma igreja que espera a volta de Cristo não acumula tesouros e bens na terra, não compra um carro novo a cada ano aumentando sua frota particular, não ostenta riqueza e glamour e tampouco faz planos apenas para esta vida, como se não fosse viver em outro mundo. Uma igreja que espera o retorno de Cristo vive como se fosse um forasteiro nesta terra, pronto para partir a qualquer momento.
Penso que estes motivos e argumentos extraídos da carta aos tessalonicenses podem se constituir um excelente fundamento para um sólido modelo de igreja neotestamentária, séria, relevante, adoradora, responsável socialmente, que reconhece sua dívida com Jesus Cristo e lhe tem como Senhor e Cabeça e que anda, não em direção à glória desta terra, mas em direção à glória do mundo vindouro.
Pense nisso!

 Por Carlos Carvalho

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Ateus Infantis II


by Carlos Carvalho
4 de outubro de 2012

O Brasil, se não é plenamente, está caminhando para tornar-se um país de direito, democrático e de plenas liberdades civis. Neste contexto, todos têm liberdade de crenças garantidas pela própria Carta Magna, incluindo a liberdade de não crer em Deus ou em nada. Isso é parte fundamental de um Estado de direito, onde qualquer pessoa tenha suas escolhas pessoais de fé, de consciência e até mesmo de sexualidade.
Não cabe e nem se espera que o Estado interfira em assuntos religiosos e não-religiosos (dos que não possuem alguma religiosidade), nem atue como árbitro em assuntos de moralidade e sexualidade de seus cidadãos (desde que não firam a sociedade). É esperado e salutar que este Estado contribua para a paz social, para o bem-estar de todos, forneça segurança e os benefícios assegurados pelas leis ao seu povo.
O ateísmo que tenho visto e ouvido verborragicamente gritado nas redes sociais e por uns poucos acadêmicos em nosso país chega às raias de um picadeiro de circo, onde todos os membros deste se esforçam para apresentar o seu número, sem, contudo, ter a organização esperada nos atos de uma peça bem realizada. São vozes das mais diversas, fazendo um enorme barulho, mas não encontramos coerência nelas. Estão destoadas e aleatórias.
O que tenho percebido claramente é que há algumas coisas bem pontuais e repetitivas nesse movimento.
Primeiro – a maioria são jovens com problemas sérios de rejeição a qualquer tipo de autoridade e isso demonstra, na grande parte dos casos, problemas familiares não resolvidos. Revoltosos que encontraram no movimento uma oportunidade de derramar suas desafeições pessoais contra “os religiosos”. E sem nenhuma educação social, pois deliberadamente se expressam com palavras fortes e de baixo calão (talvez não entendam o que eu disse, então... palavrões).
Segundo – reitero que minha análise é partir do que leio e escuto nas redes e vídeos postados. Percebo que muitos destes “defensores” do laicismo não são pensadores de fato, incluindo uns poucos que se consideram professores acadêmicos. São verdadeiramente repetidores de teses e conceitos dos quais se apropriaram, sem conhecer os fundamentos, se científicos ou não. Não basta repetir as expressões comuns do meio como: “as últimas pesquisas”, ou “pesquisas apontam”, ou “algumas conclusões sugerem” e etc. Isso não é cientificismo, é falta de raciocínio pessoal.
Terceiro – a própria ciência não subestima suas limitações e não se considera superior a outros conhecimentos, mas o movimento ateísta está repleto de seres elevados com uma sapiência tão alta que só não deuses porque não acreditam em divindades. Quero dizer com isso que um tipo de conhecimento que tem apenas dois séculos e meio se arroga como conhecedor e detentor de toda a “verdade” do universo. Não acho que a sua “bola” está tão alta assim.
Quarto – quando observamos os maiores defensores atuais do ateísmo como Dawkins e Harris, por exemplo, o que vemos? Vendedores de livros, não são considerados rigorosamente cientistas, nem por ateus de verdade, nem por cientistas de verdade. São homens que se utilizam de argumentos tão subjetivos como “sorte” e “azar” para explicar suas teses. Dawkins, para explicar a transformação das espécies em níveis da quantidade de informação genética, se utiliza das expressões “com milhões de anos e um pouco de sorte”, e Harris, usa o termo “azar” para explicar os motivos que podem levar uma pessoa a ser um serial-killer e não ser culpado por suas ações.
Quinto – somente o Cristianismo é a principal fonte de ataques desses pseudo-ateus. A desculpa mais comum é que “não tem graça” atacar outras religiões, também porque o Cristianismo é a base fundamental das sociedades ocidentais. Mas eu gostaria de ver qualquer desses ateus em países islâmicos, budistas e hinduístas viverem e expressar sua “liberdade” nos moldes como o fazem nos países cristãos. Parece que desconhecem totalmente que a liberdade que hoje possuem foi outorgada pelo Cristianismo, mesmo com os erros que este cometeu no passado.
Sexto – não vou me entender mais. Termino com isso: a moral e a ética não são características de quem tem algum valor ou princípio religioso. Ética e moral são valores do indivíduo, independente se este crê em Deus ou não. Todo o cidadão do mundo deve viver eticamente, moralmente e educadamente em relação aos outros e à sociedade onde habita. Sua cultura deve ser ética e moral e isso é possível sem conotações religiosas. Mas ao tratarmos destes aspectos, percebemos nitidamente que as pessoas que possuem religião ou crença religiosa são mais propensas a respeitar a ética e a moralidade. Mesmo quando religiosos são flagrados em atos imorais e desonestos, a sociedade religiosa não os apóia e nem aceita com normalidade o acontecido. Há o perdão, mas antes há a reprovação por parte de todos. Isso não acontece com freqüência em ambientes não religiosos.
Para mim, o universo de talvez, milhões de ateus do ocidente, está baseado nestes termos renitentes que descrevi acima. Acredito que os verdadeiros ateus são aquelas sinceras pessoas que estão em busca de respostas às suas mais profundas dúvidas acerca da fé e de Deus. A esses o meu sincero respeito e minhas desculpas por quaisquer palavras que soarem ofensivas. Aos demais, os vejo como criancinhas dependentes dos pais, mas que foram abandonadas por eles e adotadas como Rômulo e Remo por uma loba, ou como Tarzan, pela gorila Kala.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A IR?


Texto: Marcos 6.14-29

Hoje precisamos responder a nós mesmos a essa pergunta: até onde estamos dispostos a ir em nossa caminhada de fé cristã? Quais são os nossos limites? Onde é nossa linha divisora de águas por causa do Evangelho de Cristo Jesus? É preciso tanto quanto na época dos primeiros irmãos no Império Romano, conhecer e defender nossa crença com disposição e coragem.
Ao dar uma rápida e superficial olhada na vida final do profeta João, o batista, vemos claramente os fatores que o levaram à prisão e, mesmo preso, ainda provocava incômodos no governo de Herodes. Por um lado, não deixando de repreender ao governante, e, por outro, causando o ódio da esposa do mesmo por causa de seu casamento ser contestado por João.
O batista estava aprisionado por falar a verdade acerca dos mandamentos de YaHWeH, onde constavam as leis da proibição de adultério e de contrair matrimônio com a esposa de um irmão se este ainda estivesse vivo. Historicamente, esta narrativa evangélica tem algumas confusões de nomes em Josefo e nos eruditos bíblicos, mas os fatos foram verdadeiros[1]: O profeta estava preso por ter denunciado os erros de Herodes e de sua agora esposa.
Outra coisa que chama a atenção na narração é o fato do poder dominante representado por Herodes, ter uma boa relação com o representante de Deus, ouvindo-o, dando atenção com respeito e servindo-lhe mesmo sendo um prisioneiro. Isto nos faz ver que o poder político é-nos favorável quando lhe convém e pode ser um grande ajudador do reino de Deus quando este não lhe interpõe os interesses.
Mas o resultado não foi o que esperaríamos de um poder governante. Quando este poder foi encurralado por uma minúscula circunstância que poderia fazer com que ele não fosse bem conceituado ou mal visto pelos seus iguais, logo demonstrou que seu compromisso não estava com Deus nem com seu reino, mas sim com seu status e com seu próprio bem-estar.
João, o batista, foi decapitado e sua cabeça entregue diante de todos os convidados de Herodes à filha de sua esposa, concluindo assim, sua vingança sobre o profeta. Brinquei no culto de domingo à noite que todos conhecemos e muitos se referem a um espírito de Jezabel (incluindo o Apocalipse[2]), mas ninguém nunca “repreendeu” um “espírito de Herodias”.
Um fato permanece antes de entrarmos de fato no tema deste escrito. O poder político não tem real compromisso com Deus e com seu reino. Tem sim, com seus acordos e seus planos de governo já previamente traçados antes de assumir o poder. Se este poder se mostra favorável ao reino, é apenas pelo fato de que a Igreja pode lhe ajudar de alguma forma em seus objetivos de dominação sobre o povo. Se esta Igreja se opõe ele, logo este mesmo poder mostra a força que tem.
Aqui chegamos ao ponto culminante de nossa mensagem: até onde vamos na defesa de nossa fé e crença em Deus e no seu Cristo? Para termos uma maneira de fazer alguma referência, fiz cinco perguntas que acredito sinceramente que cada cristão precisa responder a si mesmo em sua vida. Dar respostas a elas é não apenas examinar a nossa fé, mas acima disso, examinar o nosso coração. Eis as perguntas.

ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A IR PARA OBEDECER A DEUS?
            Mantendo em mente o texto, vimos o que João teve de sofrer para manter-se obediente a Deus. E nós? Em um mundo cada dia mais egoísta, narcisista e individualista, é importante discernir a si mesmo quanto a esse ponto. Fazer a si próprio a pergunta se está disposto a sofrer retaliações e perseguições até mesmo políticas por causa de sua obediência a Deus é extremamente sério.
           
ATÉ ONDE ESTAMOS DISPOSTOS A IR PARA NOS MANTER FIÉIS AOS PRINCÍPIOS DA PALAVRA?
O quanto não ouvimos na TV e lemos na internet e nos muitos textos produzidos pela Academia acerca do descrédito à Palavra de Deus, a Bíblia

Adolescência, Juventude & Genialidade



Um pequeno extrato de Blaise Pascal



Blaise Pascal nasceu em Clermont-Ferrand, França, em 1623, e morreu em Paris em 1662. Viveu somente 39 anos. Uma criança muito inteligente, não freqüentou a escola e foi alfabetizado por seu pai, Étienne Pascal. Tinha tendência especial para as ciências naturais e aplicadas.
Aos 11 anos de idade, redige um breve Tratado sobre os sons, livreto em que teoriza sobre os sons emitidos pela vibração dos corpos. No mesmo ano, 1634, segundo se sabe, teria demonstrado a proposição do matemático grego Euclides sobre a soma dos ângulos de um triângulo.
Seu pai o proíbe de prosseguir os estudos de matemática até a idade de 15 anos, a fim de que Pascal possa dedicar-se com mais empenho no estudo das letras clássicas, o grego e o latim. Isso porque os estudos da humanística eram altamente valorizados na época, fazendo parte da formação intelectual dos estudantes. Também o latim era a língua acadêmica mais usada em todos os centros e universidades da Europa.
Aos 16 anos, redigiu um Tratado sobre geometria projetiva. Trabalhou com esmero no estudo sobre a teoria das probabilidades. Suas idéias sobre o tema deixaram influências marcantes sobre as modernas teorias econômicas e sobre as ciências sociais.
Aos 17 anos, Blaise publica o Ensaio sobre as cônicas. A maior parte deste estudo foi perdida, mas restou o mais importante, o conhecido teorema de Pascal. Esse trabalho deste adolescente era tão bem feito que Descartes, ao ver o manuscrito, acreditava que havia sido redigido pelo pai de Blaise.
Aos 19 anos, Blaise começa a desenvolver uma máquina de calcular, que se tornaria conhecida com o nome de Pascaline. A intenção do jovem era ajudar seu pai em seu trabalho de cobrador de impostos. A máquina fazia as operações fundamentais de adição e subtração. Vários exemplares dela existem ainda hoje em museus da França.
Aos 25 anos, em 1648, publica o Relatório da grande experiência sobre o equilíbrio dos líquidos. No ano seguinte recebe um prêmio especial do rei pela invenção da máquina de calcular Pascaline. Seu pai morre em 1651 e sua família é agora apenas Blaise e sua irmã Jacqueline, porque sua outra irmã, Gilberte, já estava casada a cerca de dez anos.
No ano de 1654, com 31 anos, portanto, é um período de intenso trabalho em pesquisas e experiências científicas para o jovem Pascal. Ele redige e publica nesses anos seu Tratado do triângulo aritmético e ainda Soma das potências numéricas.
Em um pequeno período de sua vida, de 1652 a 1654, Pascal experimenta a vida mundana, apesar de continuar suas pesquisas científicas, desfruta a companhia de amigos, de belas mulheres e de hom