quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Alessandro Volta - 270 anos de seu nascimento, 188 anos de sua morte

Alessandro Volta
270 anos de seu nascimento, 188 anos de sua morte

Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio Volta (Como, 18 de fevereiro de 1745 — Como, 5 de março de 1827) foi um físico italiano, conhecido especialmente pela invenção da pilha elétrica. Mais tarde, viria a receber o título de conde.

Volta nasceu e foi educado em Como, Itália, onde se tornou professor de física na Escola Real em 1774. Sua paixão foi sempre o estudo da eletricidade, e já como um jovem estudante ele escreveu um poema em latim na sua nova fascinante descoberta. De vi attractiva ignis electrici ac phaenomenis inde pendentibus foi seu primeiro livro científico. Apesar de sua genialidade desde jovem, começou a falar somente aos quatro anos de idade.

Em 1751, com seis anos de idade, foi encaminhado pela família para a escola jesuítica, pois era de interesse familiar que seguisse carreira eclesiástica, porém, em 1759, com quatorze anos decidiu estudar física, e dois anos depois abandonou a escola jesuítica e desistiu da carreira eclesiástica. Em 1775 aprimorou o eletróforo, uma máquina que produz eletricidade estática. Volta é comumente creditado como o inventor dessa máquina que foi de fato inventada três anos antes.

Estudou a química de gases entre 1776 e 1778. Após ler um ensaio de Benjamin Franklin sobre "ar inflamável" e cuidadosamente procurá-lo na Itália, Volta descobriu o metano. Em novembro de 1776, Volta encontrou metano no lago Maior; em 1778 ele conseguiu isolar o metano.

Em 1779 tornou-se professor de física na Universidade de Pavia, posição que ocupou por 25 anos. Em 1794 Volta casou com Teresa Peregrini, filha do conde Ludovico Peregrini. O casal teve três filhos.

Em setembro de 1801, Volta viajou até Paris aceitando um convite do próprio imperador Napoleão Bonaparte, para mostrar as características de seu invento (a pilha) no Institut de France. E, em honra ao seu trabalho no campo de eletricidade, Napoleão nomeou Volta conde em 1810.
Em 1815, o imperador da Áustria nomeou Volta professor de filosofia na Universidade de Pádua. Volta está enterrado na cidade de Como, Itália. O "Templo Voltiano" perto do lago de Como é um museu devotado ao trabalho do físico italiano: seus instrumentos e publicações originais estão à mostra lá.

Em 1800, como resultado de uma discórdia profissional sobre a resposta galvânica, defendida por Luigi Galvani (segundo a qual, os metais produziriam eletricidade apenas em contato com tecido animal), Volta desenvolveu a primeira pilha elétrica (comprovando que, para a produção de eletricidade, a presença de tecido animal não era necessária), um predecessor da bateria elétrica. Volta determinou que os melhores pares de metais dissimilares para a produção de eletricidade eram zinco e prata.
Inicialmente, Volta experimentou células individuais em série, cada célula sendo um cálice de vinho cheio de salmoura na qual dois electrodos dissimilares foram mergulhados. A pilha elétrica substituiu o cálice com um cartão embebido em salmora. O número de células, e consequentemente, a tensão elétrica que poderiam produzir, estava limitado pela pressão exercida pelas células de cima, que espremiam toda a salmora do cartão da célula de baixo.

Em 1881, uma unidade elétrica fundamental, o volt, foi nomeada em homenagem a Volta. Volta aparecia nas antigas notas de dez mil liras italianas, hoje fora de circulação. Também em sua homenagem, uma cratera lunar recebeu este nome.

São dele as palavras abaixo:

"Submeti as verdades fundamentais da fé a um estudo minucioso. Li as obras dos apologetas e de seus adversários, avaliei as razões a favor e contra e assim obtive argumentos relevantes que tornam a religião (bíblica) tão digna de confiança ao espírito científico que uma alma com pensamentos nobres ainda não pervertida por pecado e paixão não pode senão abraçá-la e afeiçoar-se a ela. Peço a Deus que minha profissão de fé, que me foi solicitada e que eu forneço com alegria, escrita de próprio punho e por mim assinada, possa ser apresentada a todos, pois não me envergonho do Evangelho."


C. K. Carvalho


Fontes:

Uma descoberta eletrizante. Ciência Hoje. vol. 26,  nº 155. ps. 75-77.


Grandes cientistas e a fé. Disponível em: http://www.freewebs.com/kienitz/declara.htm. 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

A COLUNA GEOLÓGICA - SEUS FUNDAMENTOS E CONSTRUTORES – Parte II



Ao final de todos os posts desta série, você poderá verificar o quanto a coluna é fiável ou não em suas teorias apresentadas.


A COLUNA GEOLÓGICA - SEUS FUNDAMENTOS E CONSTRUTORES – Parte II
By Luther D. Sunderland

UNIFORMISMO

A concepção da Geologia de Hutton baseia-se na suposição de que processos contínuos, agindo uniformemente ao longo de períodos de tempo extremamente prolongados, formam as rochas sedimentares. A erosão do solo produz sedimentos que são varridos para os mares e oceanos. O calor do interior da Terra endurece os sedimentos formando camadas rochosas que depois elevam-se acima do nível do mar ao longo de períodos de tempo inimaginavelmente grandes, por “esse agente (que) é matéria sob a ação de extremo calor, expandida com incrível força” - (Hutton, 1788, p. 266).

Hutton publicou sua obra ampliada intitulada “Theory” em dois volumes de 1204 páginas, em 1795. Suas idéias foram abraçadas pelos evolucionistas em meados do século XIX para formar as teorias paralelas da Geologia Uniformista e da Biologia Evolucionistas, inseparavelmente ligadas por mais de um século. (O Uniformismo de fato dominou a Geologia por quase dois séculos até sua morte tardia em 1980, ao ser substituído pelos conceitos de extinção em massa e catastrofismo universal. A roda completou então o ciclo completo).

Na virada do século XVIII o cenário deslocou-se de volta da Escócia para a Inglaterra - onde os canais constituíam a grande novidade para os transportes, entrando em cena o engenheiro William Smith (1769-1839), que não era nem pessoa sem ocupação definida, nem clérigo, nem membro da Royal Society. Exercendo as atividades de levantamento do solo para a construção de canais, muito naturalmente tornou-se interessado nas formações rochosas. Descobriu que diferentes camadas de calcário podiam ser distinguidas pelos tipos de fósseis nelas encontrados, e usou esse princípio para traçar seu primeiro mapa geológico em 1799.

Em 1825 Smith publicou mapas da Inglaterra e de Gales com cores para indicar diferentes estratos. Em 13 de novembro de 1807, foi organizada a “Geological Society” em Londres, na “Freemason’s Tavern” (Tabela da Livre-Maçonaria), tendo como seu primeiro presidente George Greenough (1778-1855). Em Oxford, o professor de Química John Kidd (1775-1851) iniciou sua longa carreira na Mineralogia e na Geologia. Atraiu um grupo de estudantes que se tornaram famosos geólogos, como William Buckland e os irmãos John e William Conybeare. Com o auxílio de Buckland e William Conybeare, Greenough publicou um mapa geológico da Inglaterra em 1820.

Buckland em seguida tornou-se o líder inquestionável desse grupo de geólogos. Era ele criacionista e catastrofista, aceitando que as rochas que continham fósseis haviam sido formadas no dilúvio universal relatado na Bíblia. Escreveu a respeito da descoberta de ossos na gruta de Kirkdale em Yorkshire, e sobre os grandes mamíferos ainda vivendo na Europa Setentrional. Essa descoberta estabeleceu sua amizade com Georges Cuvier (1769-1832).
Cuvier, zoólogo francês, foi outra importante figura na formulação dos conceitos iniciais da Geologia, estabelecendo como ciência a Paleontologia dos Vertebrados. Profundo devoto cristão, opôs-se à tendência de aceitação do evolucionismo. Estava convencido de que as espécies eram independentes e que a única relação entre peixes e mamíferos era sua proveniência comum do mesmo Criador inteligente.
Os evolucionistas tornaram-se seus grandes inimigos. Seu livro “Discourse” (1812) descreveu como os mares haviam invadido a terra seca dando origem às extinções. Escreveu: “Essas repetidas incursões e retiradas dos mares não foram nem lentas nem graduais; a maioria das catástrofes que as provocaram foram repentinas” (Cuvier, 1813). Um dos melhores amigos e fiéis defensores de Cuvier foi outro devoto clérigo cristão, antievolucionista, Jean Louis Agassiz (1807-1873), que exerceu grande influência na formação dos conceitos iniciais da Geologia tanto na Europa quanto na América. Seu nome está particularmente ligado com a Geologia glacial.

Em Cambridge, Adam Sedgwick (1785-1873), amigo de William Conybeare, foi eleito Professor de Geologia. Como clérigo, pouco sabia de Geologia, entretanto logo iniciou trabalhos de campo nas rochas fossilíferas mais antigas da Inglaterra e de Gales, formações a que denominou de Cambriano (o nome galês latinizado de Gales é Cambria). Um dos alunos de Buckland era um rapaz estudante de Direito, Charles Lyell, da Escócia (1797-1875). Em maio de 1828 partiu de Paris um grupo para uma grande viagem turística pela Europa. Nele se incluíam Charles Lyell e Roderick Murchison que, após breve carreira militar, tinha se interessado pela Geologia por intermédio de Buckland. Murchison tinha despendido dois verões no estudo da geologia da Inglaterra e da Escócia.

Lyell havia desistido da advocacia depois de dois anos de atividade, decidido a resolver os mistérios da Geologia. Após algumas semanas na França, o grupo dirigiu-se à Itália. Em 1830 Lyell publicou “Principles of Geology”, que se tornou uma das pedras fundamentais da Geologia. Neste livro Lyell não questionava o relato bíblico da criação, embora seu tema principal fosse a destruição da idéia de um dilúvio universal responsável pela formação de fósseis nas rochas sedimentares. Seu dogma era o uniformismo na Geologia.

O segundo volume de sua obra foi dedicado integralmente à discussão da criação, que, a seu ver, havia se estendido por um longo período de tempo. Cada espécie imutável provavelmente derivava de um par original, cada par “tendo sido criado sucessivamente em épocas e locais tais que os possibilitassem multiplicar-se e sobreviver por determinado período...” (5). Ele admitia que tivessem existido extinções e novas criações de tempos em tempos. Na época, a criação não violava seu conceito de uniformidade na natureza, embora mais tarde viesse a abandoná-la pela aceitação de uma filosofia de evolução puramente mecanicista.

O livro de Lyell foi impresso na época certa para que Charles Darwin pudesse levá-lo consigo para a viagem de circunavegação que empreenderia durante cinco anos. Embora Lyell então alegasse ser criacionista, seu livro influenciou grandemente Darwin e outros que procuravam varrer de uma vez por todas a idéia de que o dilúvio universal descrito na Bíblia poderia ter sido um evento histórico real.


(Continua...)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A COLUNA GEOLÓGICA - SEUS FUNDAMENTOS E CONSTRUTORES – Parte I


Nota: Durante os próximos dias, iremos postar aqui o histórico científico da construção da coluna geológica, mostraremos a contribuição que cristãos e criacionistas fizeram nela e, ao final, você poderá concluir sobre sua confiabilidade. As referências serão postadas na última parte.


A COLUNA GEOLÓGICA - SEUS FUNDAMENTOS E CONSTRUTORES – Parte I

By Luther D. Sunderland

Luther D. Sunderland, B. S. pela Universidade Estadual da Pennsylvania, é engenheiro aeroespacial da General Electric. Durante vinte anos escrevendo e fazendo conferências sobre o assunto das origens, é autor de centenas de artigos sobre a controvérsia criação/evolução. Será verdade que a coluna geológica é meramente um arranjo hipotético de camadas rochosas, realmente não existente em lugar algum do mundo a não ser nos diagramas feitos pelos desenhistas? Foi ela construída antes de 1841 por evolucionistas que estavam tentando justificar seu sistema particular de crença? Certamente há um elemento de verdade em perguntas tão costumeiramente ouvidas, como as constantes da coluna acima, porém as afirmações correspondentes não estão inteiramente corretas.

Vamos nos volver às pessoas que conceituaram a coluna, e examinar suas motivações, suas crenças e as evidências geológicas que elas consideram ao formular esse tão bem conhecido conceito. Hoje em dia a coluna é aceita por quase todas as pessoas que trabalham no campo das Ciências Naturais como a justificativa básica para sua crença na teoria da evolução. Entretanto, no início o quadro era muito diferente. De fato, as pessoas que construíram a maior parte da coluna geológica eram criacionistas, e não evolucionistas. Elas simplesmente criam que Deus tinha criado os organismos vivos em certa ordem, partindo do simples para o complexo, e em instantes grandemente distanciados entre si. Eram o que poderíamos chamar de “criacionistas progressivos”. Posteriormente sua construção foi adotada pelos evolucionistas, que argumentaram que a coluna na realidade indicava que toda a vida evoluiu mediante uma progressão gradual, contínua, a partir de um único ancestral comum.

GEOLOGIA - UMA ANTIGA CIÊNCIA

A Geologia não se tornou um curso formal até o início de 1800, embora desde as mais remotas civilizações o homem tivesse demonstrado seu interesse pelas rochas e minerais, tendo-os usado de várias maneiras. Os historiadores apresentam observações sobre fósseis desde os escritos dos antigos gregos, como por exemplo, Aristóteles, que consta ter dito que os peixes podiam ser criados nas rochas. Os romanos também avançaram no estudo da Geologia ao desenvolverem extensiva indústria de mineração e refino. Leonardo da Vinci (1452-1519) foi o primeiro a concluir corretamente que os fósseis de conchas marinhas encontrados nas montanhas tinham sua origem no mar (1).

 Nicolau Steno, dinamarquês que esteve na Itália em meados do século XV estudando fósseis, mostrou concludentemente que objetos tais como dentes de tubarões incrustados na rocha eram de origem marinha, e tinham sido depositados mediante um processo de sedimentação. Ele foi o primeiro a descrever coisas que vieram a se tornar princípios fundamentais da Geologia, como o fato de que o escoamento das águas produzia um efeito significativo sobre a morfologia da superfície terrestre. A Geologia, como a conhecemos hoje, teve suas raízes principalmente na Inglaterra e na Escócia, com alguma participação da França, Alemanha e Estados Unidos.

A “Britsh Royal Society” foi formada em 1660 no Gresham College, em Londres, inicialmente como um clube filosófico realizando conferências semanais e mais tarde tornando-se o centro das atividades científicas na Inglaterra. Foi o palco de figuras tais como Robert Boyle (1627-1691), seu assistente Robert Hooke (1635-1703), e Isaac Newton (1642-1727). Tanto Boyle como Hooke demonstraram interesse nos fósseis. Hooke escreveu numerosos artigos sobre a origem orgânica dos fósseis, a maioria dos quais foi publicada postumamente John Ray, ministro ordenado que lecionou no Trinity College em Cambridge foi um colecionador de fósseis que teve importante influência na formação dos conceitos iniciais da Geologia. Outro clérigo de Cambridge, Thomas Burnet (1636-1715) escreveu o livro “The Sacred Theory of Earth”, que se tornou alvo de muita crítica por parte de membros da Royal Society e por John Ray, que escreveu diversos livros teológicos a seu respeito.

Ray lutava contra a idéia então aceita de que os fósseis tinham sido gerados espontaneamente nas próprias rochas. John Woodward (1665-1728) foi outro colecionador de fósseis sistemático no Gresham College, como também seu discípulo Scheuchzer (1672-1733) em Zurique, Suíça, que disseminou as idéias de Woodward na Europa. Ambos criam que fósseis eram os resultados do dilúvio bíblico. A coleção de fósseis de Woodward passou para o acervo de um museu em Cambridge que recebeu o nome de um de seus mais famosos sucessores - Adam Sedgwick - que lançou algumas das primeiras pedras da coluna geológica. Embora a Geologia atingisse sua maioridade na Grã-Bretanha, os franceses também lhe fizeram contribuições.

O calvinista Bernard Palissy (1510-1590) colecionou fósseis e escreveu livros sobre Geologia que se tornaram amplamente divulgados no século XVII. René Descartes (1596-1650) deixou sua marca na Geologia com a idéia de que a Terra era uma estrela que se havia resfriado (2). Alguns dos pensamentos mais antigos fortemente antidiluvialistas tiveram origem em Paris com Réaumur (1683-1757) e seu assistente Guettard (1715-1786) que elaboraram alguns dos primeiros mapas geológicos. O Conde de Buffon (1707-1788), diretor do “Jardin du Roi” em Paris, escreveu a monumental obra “Histoire Naturelle” em 36 volumes, na qual apresentava um sistema puramente natural, que não requeria nenhum fator sobrenatural. Iniciava com a Terra sendo formada pela passagem de um cometa nas imediações do Sol. Com base em taxas de resfriamento, calculava que a Terra tivesse se consolidado em 2936 anos, há cerca de 132.000 anos. Pensava que a Europa e a América tivessem se separado quando o reino da Atlântida havia afundado sob as águas do oceano. Seus escritos, que continham conceitos evolucionistas, ocasionaram diversos conflitos com a Igreja Católica. A “Encyclopédie” francesa, iniciando em 1747, publicou numerosos artigos de autoria de militantes irreligiosos como d’Holbach, que escreveu mais de mil artigos sobre vários tópicos, inclusive Geologia.

Em 1766 o Ministro de Minas da França patrocinou um projeto para o levantamento geológico de todo o território francês, o primeiro desse tipo. Guettard e seu amigo Antoine-Laurent Lavoisier realizaram a tarefa no decurso de onze anos. Em 1780 foram publicados 31 mapas. A origem do agrupamento das rochas em três categorias é atribuída a um italiano, Giovanni Arduino, em 1760. Ele chamou as rochas cristalinas que contêm minérios, de Primário; as rochas estratificadas mais duras contendo fósseis, de Secundário; e as rochas estratificadas mais moles, usualmente contendo conchas marinhas, de Terciário.

Mais ou menos na mesma época (1756) Johann Lehmann agrupou as rochas em cristalinas, estratificadas e aluviais na crença de que as rochas sedimentares eram resultado de dilúvio universal. Esse conceito foi formalizado por Abraham Werner, na Alemanha, que pensava que todas haviam sido depositadas em um oceano primordial que cobria toda a Terra. As idéias de Werner dominaram a Geologia até James Hutton (1726-1797) ter introduzido a crença no uniformismo. Hoje o tipo de rocha nem mesmo é considerado ao se classificarem as rochas de acordo com a coluna geológica, pois todos os tipos de rochas são encontrados em todas as assim chamadas eras geológicas. Um livro publicado em 1893, intitulado “Text-book of Geology” declarava que os nomes das três divisões haviam sido alterados para Paleozóico, Mesozóico e Cenozóico, e explicava a razão:

“Este arranjo tríplice permanece, entretanto, não porque cada um desses grandes períodos do tempo geológico seja considerado como tendo-se separado do antecedente ou do conseqüente por qualquer episódio geológico ou geográfico marcante, mas porque, sendo necessárias classificação e subdivisão na aquisição de conhecimento, é conveniente esse agrupamento das formações estratificadas da Terra em três grandes séries ... nas rochas não encontramos indicação de qualquer quebra geral na continuidade dos processos de sedimentação e da vida que temos visto como devendo ser registrados nas rochas paleozóicas. Pelo contrário, as formações paleozóicas em muitos lugares misturam-se com as mesozóicas de forma tão imperceptível que não se pode traçar uma linha nítida de separação entre elas e tem até sido proposto juntar os estratos da parte superior de uma série com a base da outra, como formando partes de um único sistema contínuo de sedimentação” (3).

O livro falava de diferenças nos fósseis: “porém, talvez o mais chocante ... contraste entre as rochas das séries mais antigas (Paleozóico) e mais novas (Mesozóico) seja fornecido pelos seus respectivos restos orgânicos”. Dizia que tanto as plantas como os animais eram diferentes: “Porém talvez a característica mais distintiva da fauna fosse a variedade e abundância da vida réptil. ... Foi também no Mesozóico que os primeiros mamíferos fizeram sua aparição” (4). O “Principia” de Newton publicado em 1687 continha muitos conceitos importantes de Geofísica. Newton, devoto cristão e criacionista, exerceu profunda influência em todas as áreas da Ciência.

Após a união da Inglaterra com a Escócia em 1707, a Universidade de Edimburgo começou a expandir-se. Porque Oxford e Cambridge conferiam graus somente para os membros da Igreja Anglicana, houve uma migração de não-membros para a Escócia calvinista. Em breve a Universidade de Edimburgo passou a ter mais alunos do que Oxford e Cambridge combinadas. Joseph Black (1728-1799), professor de Química, seu amigo Hutton, e o economista Adam Smith (1723-1790), fundaram o “Oyster Club” em Edimburgo, com o propósito de encontros semanais para a discussão de idéias avançadas. O Clube tornou-se importante centro de debates e comunicação científica. John Playfair (1748-1819), professor de Matemática, e Sir James Hall (1761-1832), assistiram as conferências de Black em 1781. As idéias de Hutton sobre Geologia, posteriormente elucidadas nos escritos de Playfair (1802) e Hall (1800), impulsionaram a Geologia na direção que seguiu até o seu estágio atual.


Continua...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

BREVE COMENTÁRIO SOBRE O VOO DE AVES MIGRATÓRIAS


BREVE COMENTÁRIO SOBRE O VOO DE AVES MIGRATÓRIAS

As aves migratórias apresentam uma interessante particularidade aerodinâmica em seu voo migratório – a formação ―em V. Essa formação possibilita a cada ave o aproveitamento do escoamento vertical ascendente do ar provocado pelo bater de asas da ave que está à sua frente, o que lhe possibilita gastar menos energia para voar em formação com as demais aves, em comparação com o que gastaria se estivesse voando sozinha.

O movimento das asas para baixo provoca a formação de um vórtice de corrente. Desta forma, a distribuição das velocidades desse vórtice tem o sentido para baixo sob as asas e para cima nas imediações laterais da asa

Aves em grupo, voando em formação, colocam-se de tal maneira a aproveitar esse escoamento ascendente originado pelo vórtice provocado pela ave à sua frente, para consumir menos energia em seu voo. A economia de energia resultante dessa estratégia, que, em igualdade de condições, permite o grupo percorrer ininterruptamente trajetos muito mais longos do que uma ave sozinha poderia cobrir.

ACASO OU PLANEJAMENTO?

Como cada espécie de ave estabelece o tempo certo para iniciar seu voo migratório?
Como cada espécie de ave escolhe seu destino final ou conhece a sua rota de migração?
Como e com que instrumentação as aves mantêm perfeitamente a sua rota, não obstante a ação de ventos aleatórios ou outros eventos climáticos?
Como cada ave sabe se posicionar em seu devido lugar para seu voo migratório?
Como cada ave sabe qual será o seu consumo específico de energia e o momento exato em que a que se encontra no vértice da formação deva trocar de posição para ser substituída por outra?
Como, para o voo migratório, escolhem elas a sua velocidade de cruzeiro compatível?

A resposta a essas poucas dentre as muitas perguntas que qualquer observador atento faria, certamente aponta para um planejamento inteligente e para a obra de um Criador.


Pergunte, porém, aos animais, e eles o ensinarão, ou às aves do céu, e elas lhe contarão; (Jó 12.7)



Fonte:

Boletim. Sociedade Criacionista Brasileira. Ano III, n.31. Janeiro/2015.

sábado, 17 de janeiro de 2015


AS ORIGENS DO UNIVERSO E DA VIDA

"No princípio criou Deus os céus e a terra". Gênesis 1:1

Existem atualmente dois modelos científicos objetivando oferecer uma explicação para a origem do universo e da vida, a saber: o Criacionismo e o Evolucionismo, com os seus respectivos submodelos.

I - Conceitos:
O Criacionismo afirma que, em uma época do passado, o Criador, Inteligência Infinita, Todo Poderoso e Eterno, criou do nada, todas as coisas, com planejamento, finalidade e ordem, na complexidade universal. Quanto aos seres vivos, há variantes procedentes dos seres básicos criados, ou seja, a formação de subespécies entre os tipos originais.

Entretanto, não ocorrem transformações dentro das espécies básicas, para formarem outra espécie diferente. Exemplificando: O cão pastor alemão e o pequinês. Apesar das diferenças entre ambos, continuam sendo cães (Canis), não se transformam em leões, por exemplo. A Genética confirma este postulado criacionista.

O zoólogo Richard Lewontin assevera que os organismos "parecem ter sido projetados de forma cuidadosa e engenhosa". Por isto, “ele os considera a principal evidência de um Projetista Supremo”.

O Evolucionismo declara que tudo surgiu por acaso, mediante processos evolutivos ocorridos sem a intervenção de qualquer Deus ou força externa. Não há qualquer finalidade dirigida. No que tange à evolução orgânica, em resumo, "significa que a vida progrediu de organismos unicelulares para seu estado mais elevado, o ser humano, por meio de uma série de transformações biológicas, ocorridas durante milhões de anos”. A teoria sintética pode ser resumida em mutações e seleção natural.

II - A origem dos seres vivos:
Na predição do modelo criacionista, já referido, a vida foi criada pelo Criador, ao passo que, na predição evolucionista ela evoluiu da matéria inanimada pela evolução química fortuita.

a) Geração espontânea química
Convém analisar essa evolução química fortuita para saber se tem fundamento sólido científico, ou se não passa de uma mera hipótese. Louis Pasteur, famoso cientista, já demonstrou a impossibilidade da geração espontânea. Entretanto, a maioria dos evolucionistas, tenta escapar da referida demonstração, alegando a geração espontânea química, que nada mais é do que uma explicação ateísta da origem da vida. Segundo esta, a primeira célula da vida teria surgido de substâncias inorgânicas, por processos chamados de evolução bioquímica.

Teve como ardorosos defensores o bioquímico russo A. I. Oparin, seguido de outros como S. Miller, S. Fox, etc. Suas experiências de laboratório resultaram na obtenção de coacervados e/ou aminoácidos, os quais, segundo aqueles cientistas, poderiam ter dado origem aos primeiros organismos vivos simples.


Entretanto é fundamental para o bom êxito de tais experiências, que sejam realizadas em atmosfera redutora (sem oxigênio livre), ao invés de oxidante (contendo oxigênio livre). O próprio S. Miller reconheceu que: “A síntese dos compostos de interesse biológico, só ocorre sob redução (ausência de oxigênio livre na atmosfera)”.

Mesmo supondo-se que a atmosfera da terra primitiva fosse redutora, como assim pretende o Evolucionismo, tal hipótese teria que superar a barreira dos raios cósmicos e também a da impossibilidade química. O Evolucionismo se vê confrontado com o seguinte dilema apresentado por Hitching: "Havendo oxigênio no ar, o primeiro aminoácido jamais teria começado. Sem oxigênio, ele teria sido extirpado pelos raios cósmicos".

b) Objeções químicas à geração espontânea
O Dr. Duane Gish, cientista geoquímico, refutou as hipóteses da geração espontânea química, conforme se percebe no seguinte trecho de sua autoria (A Challenge to Education 2 B – p. 52):

“Não há evidência real de que a Terra houvesse tido uma atmosfera redutora e a evidência geoquímica não dá indicação de que a Terra tivesse uma atmosfera diferente da que tem hoje em dia. A maior parte dos geólogos acredita que a atmosfera primitiva da Terra proveio de desprendimento de gases do seu interior. Mas os gases que saem dos vulcões consistem, na maior parte, de dióxido de carbono (CO2) e água (H2O), mais algum monóxido de carbono (CO), nitrogênio (N2), dióxido de enxofre (SO2), e cloreto de hidrogênio (HCl). Se a atmosfera primitiva da Terra assim postulada veio da emanação de gases, ela, portanto, teria sido oxidante, ao invés de redutora, uma vez que os mencionados gases são oxidantes e não redutores.

 

Além disso, há boa evidência de que grandes quantidades de oxigênio geradas pela decomposição fotolítica da água na atmosfera superior, pela luz ultravioleta, teria se acumulado, bem cedo na história da hipotética Terra primitiva. O hidrogênio gerado por esse processo, sendo o mais leve elemento conhecido, rapidamente escapa da atmosfera da Terra, mas o oxigênio, que é 16 vezes mais pesado que o hidrogênio, não pode escapar e assim, acumula-se. Consequentemente, a atmosfera da Terra teria sido oxidante desde os tempos mais primitivos e a origem da vida por meios puramente naturalísticos, teria sido, portanto, impossível."




Assim, descartada cientificamente a hipótese evolucionista ateísta supracitada de Oparin e outros, só resta ao observador imparcial aceitar os postulados do Criacionismo, que apresenta a Inteligência Infinita, o Planejador e Criador de todas as coisas, inclusive a maravilha da natureza que é o homem criado à imagem e semelhança de Deus.

Dr. Antônio Pessoa Leite

Referência:

LEITE, Antônio Pessoa. As Origens do Universo e da Vida. Boletim Sociedade Criacionista Brasileira. Ano III, n.24. Junho/2014, p.3ss.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014


MAIS UMA “PROVA” QUE FALHOU: A HIBRIDIZAÇÃO ENTRE SERES HUMANOS E SÍMIOS

Ilya Ivanov (1870-1932) Foi um eminente biólogo que conseguiu considerável sucesso no campo da inseminação artificial de cavalos e outros animais. Considerado como “uma das maiores autoridades em fecundação artificial”, graduou-se na Universidade de Kharkov em 1896 e passou a lecionar Zoologia em 1907.

Suas técnicas de inseminação artificial tiveram tanto sucesso que ele foi capaz de fertilizar cerca de 500 éguas com o sêmen deum só garanhão (1). Ivanov foi também pioneiro na utilização de inseminação artificial para a produção de vários híbridos, inclusive o de uma zebra com um burro, um rato com um camundongo, um camundongo com um porco-da-índia, e um antílope com uma vaca. Entretanto, o seu experimento mais radical foi a tentativa de produzir um híbrido símio-humano.(2)

Ele sentiu que esse feito era claramente possível, tendo em vista o seu sucesso com os experimentos que havia feito com outros animais –e como tão próximos então os biólogos evolucionistas consideravam os símios e o homem. Esses experimentos foram apoiados por alguns dos mais respeitáveis biólogos da época, incluindo o Professor Hermann Klaatsch (3)e o Dr. F. G. Crookshank (4). A maior oposição foi a de “duas ou três publicações religiosas” (5).

Início do seu Projeto

Em meados da década de 1920, o Professor Ilya Ivanov iniciou o seu projeto, com fundos do Governo Soviético, para a hibridização de seres humanos e símios, por inseminação artificial (6). Os recursos financeiros alocados para o projeto totalizaram, em moeda de hoje, cerca de um milhão de dólares. Ivanov apresentou a sua ideia do experimento de hibridização símio-humana ao Congresso Mundial de Zoólogos em Graz, e em 1924 completou o seu primeiro experimento na então Guiné Francesa. Sua primeira tentativa de produzir um híbrido de macho humano com fêmea de chimpanzé falhou. Ivanov também tentou hibridizar símios machos com fêmeas humanas, mas foi incapaz de completar o experimento porque pelo menos cinco mulheres morreram.

Por ser então um cientista respeitado internacionalmente, Ivanov conseguiu obter eminentes patrocinadores para o seu projeto, incluindo Otto Schmidt, editor da “Grande Enciclopédia Soviética”, e Nicolai Gorbunov, engenheiro químico e amigo pessoal de Lenine (7).

Após o Professor Ivanov ter detalhado as razões que sustentavam a sua ideia, o Governo Britânico (terra natal de Darwin) prometeu arrecadar dinheiro para o projeto. O Governo Russo contribuiu com os primeiros 10.000 dólares e numerosos eminentes americanos patrocinadores da ciência também apoiaram o projeto.

Esforços para Apoiar a Evolução

Charles Lee Smith afirmou que o objetivo dos experimentos de Ivanov foi concluir que “a inseminação artificial entre humanos e espécies antropóides apoiava a doutrina da evolução, por estabelecer parentesco próximo entre o homem e os símios superiores” (5). O projeto foi apoiado pela Associação Americana para o Progresso do Ateísmo, porque foi visto como “comprovação da evolução humana, e, portanto do ateísmo”. Ao apresentar ao Governo Soviético sua solicitação de fundos, Ivanov enfatizou a importância de sua pesquisa para a propaganda anti-religiosa (7).

O advogado Howell S. England manifestou-se no sentido de que os cientistas envolvidos na assessoria ao projeto “estão confiantes de que podem ser produzidos os híbridos, e no caso em que tivermos sucesso, a questão da evolução do homem estará confirmada, a ponto de satisfazer os mais dogmáticos anti-evolucionistas”, e concluindo que “a ideia original era que somente híbridos de gorilas seriam férteis” (5).

Não obstante, os cientistas assessores queriam que os pesquisadores em seus experimentos usassem além de gorilas, chimpanzés, orangotangos e possivelmente gibões. Os pesquisadores aceitavam a teoria poligenética da evolução humana, concluindo que os orangotangos podiam cruzar-se com seres humanos da “raça amarela”, os gorilas com seres humanos da “raça negra”, e os gibões com “os povos mais braquicéfalos da Europa” (provavelmente significando os judeus). O propósito era “tentar demonstrar a relação íntima existente entre seres humanos e ramificações dos símios”

Os cientistas concluíam que esses acasalamentos assegurariam que os híbridos seriam férteis, porque se acreditava que a “raça amarela” teria evoluído a partir dos orangotangos, a “raça negra” a partir dos gorilas, a “raça branca” a partir dos chimpanzés, e os “povos braquicéfalos” dos gibões.

Eles até mesmo concluíam que “seria possível produzir a cadeia completa de espécimes, desde o perfeito antropoide até o perfeito homem” (7). Howell S. England escreveu que o Dr. Crookshank, de Londres, que “tinha feito minucioso estudo anatômico dos três maiores antropoides”, está convencido, pelas suas pesquisas, que, se o orangotango pode ser “hibridizado com sucesso com a raça amarela, o gorila com a raça negra, e o chimpanzé com a raça branca, todos os três híbridos poderão cruzar-se entre si”.

Em sua opinião, cada espécie de antropoide está mais proximamente relacionada com o tipo humano correspondente, do que com quaisquer outros antropoides. Em outras palavras ... os chimpanzés mantêm relação mais próxima com a raça branca do que com os gorilas ou os orangotangos. O gibão ... tem o seu tipo humano correspondente nos povos mais braquicéfalos da Europa” (10).

England observou que a equipe de pesquisa teria de prosseguir ao longo dessas linhas porque os cientistas envolvidos estavam todos em completo acordo com os pontos de vista do Dr. Crookshank. Para atingir seus objetivos, os cientistas lançaram mão de meios enganosos. Por exemplo, Ivanov tentou “inseminar mulheres com esperma de símios sem o seu consentimento prévio, sob o pretexto de exame médico no hospital local

O Governo francês, entretanto, proibiu-o de levar a cabo parte de seu projeto. Ivanov, porém, não via nenhum problema moral no projeto. Acremente reportou-se aos seus patrocinadores no Kremlin, queixando-se dos temores primitivos dos pretos e do preconceito burguês dos franceses. (7)

A revista Time opinou que, se o experimento falhasse, a Evolução ainda não seria invalidada, porque esse “teste da Evolução somente seria decisivo no caso em que a gestação fosse induzida, com ou sem a geração de prole saudável”. Se o experimento fosse bem sucedido, “nova e final evidência teria estabelecido que seres humanos e antropoides pertencem a um gênero comum de vida animal”. Ainda mais, para estabelecer a evolução humana a partir dos símios como um fato mais confiável, a “fertilização híbrida teria de ser tentada com fêmeas de ambas as espécies – a humana e a símia.

Suposta árvore evolutiva dos seres humanos

Se resultasse descendência saudável, plenamente formada, ela não seria considerada como “elos perdidos”, mas como comprovação viva de que seres humanos e símios são espécies tão próximas entre si como cavalos e jumentos, que podem hibridizar-se para produzir mulos ou mulas. Se um macaco-homem ou homem-macaco híbrido fosse fértil, ficaria comprovada a relação das duas espécies ancestrais de modo mais próximo ainda do que suposto atualmente. Se não resultasse descendência, a Evolução não cairia, de maneira nenhuma; a distância de símios e seres humanos relativamente a um ancestral comum seria demonstrada meramente como que hoje ela é estimada. (10)

Finalmente, o experimento falhou, e nunca mais foi tentado, pelo menos abertamente. Sabemos hoje que ele não será bem sucedido, por muitas razões, e por essas razões as tentativas do Professor Ivanov constituíram um grande embaraço para a Ciência.

Um dos problemas existentes é que os seres humanos têm 46 cromossomos e os símios 48, e por essa razão os cromossomos não se emparelham de maneira adequada mesmo que um zigoto seja formado.


Outro problema é a diferença estimada conservadoramente em 40 milhões de pares de bases entre os seres humanos e nossos pretensos parentes evolucionários mais próximos, os chimpanzés. Experimentos como esses são o resultado do pensamento evolucionista, e falharam porque sua premissa básica é falha (11).

Dr. Jerry Bergman - Adjunct Associate Professor at the University of Toledo Medical School in Ohio (USA);

Obs: As referências constam no artigo do próprio boletim por não ter sido possível colocá-las aqui.

Fonte:                                                                
BOLETIM SCB Nº 23 Maio/2014. p. 3-7. disponível em: www.scb.org.br.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014


APENAS EXERCENDO A MINHA RACIONALIDADE ACERCA DA EVOLUÇÃO BIOLÓGICA

Alguns nos acusam de que quando fazemos críticas às pretensões evolucionistas, as fazemos sem estudos mais aprofundados e sem utilizarmos as fontes corretas (entenda-se fontes corretas, aquelas produzidas apenas por evolucionistas). Assim, tentam descaracterizar as questões pertinentes e desacreditar por antecipação qualquer um que argumentar contrariamente ao que, segundo eles, são “verdades” e “fatos” incontestáveis, que a evolução é uma realidade determinada e ponto final.

Acusam-nos de não sermos humildes, arrogantes, presunçosos e ignorantes por não reconhecermos essas verdades, como se reconhecer a existência de Deus não fosse humildade suficiente e fazer questionamentos – que são as bases de pesquisas, estudos e observações – nos tornasse ignorantes sobre o assunto. Toda a conversa evolutiva se dá em termos bem específicos e microscópicos, recheada de conceitos cada vez mais confusos e complexos que são a única forma de defender as prováveis, possíveis, “talvez” e cobrir todas as incertezas cada vez maiores que cercam suas teorias.

Na tentativa de calar os questionadores criacionistas e cristãos e de estabelecer o improvável, se cercam continuamente de novas teorias, novos conceitos, refazem as contas, alteram os termos, mudam as ordens e assim por diante, tudo isso em nome da já cansada frase que a “ciência está em constante mudança”, “novas perspectivas, lançam novas luzes” e em questão de ciência, “tudo pode mudar, nada é inflexível” e assim por diante. Apenas não dizem que, nestes parâmetros, sua ciência, então, não é exata, e, portanto, não podemos confiar nela.

Li há alguns dias um texto de um defensor da biologia evolutiva tecendo diversos comentários contra algumas frases entrecortadas de criacionistas, porém cada uma delas recheadas de argumentos e notas biológicas com intuito de demonstrar a incontestabilidade da evolução biológica. Quando transferi o texto para meu PC, o artigo tinha 33 páginas de “pura defesa evolucionista”. Considerei o trabalho um esforço incrível para tentar mostrar o que uma pessoa de conhecimentos adequados e que exerce o pensamento e a razão veria logo:

a)      Cada quadro demonstrativo de DNA, sequência genética apresentados, apenas verificava mutações em níveis pequenos, o que qualquer criacionista, cientista cristão ou pensador as têm como algo inquestionável.
b)      Cada defesa usada em detrimento ao criacionismo e design inteligente também podem ser usadas contra o evolucionismo biológico, somente usando o mesmo tipo de raciocínio.
c)      As fotos de animais como de cachorros, que passaram por mutações nestes níveis de pequena escala, apenas alteraram suas formas, pêlos, cor ou aparência, mas todos os animais ainda são da mesma família, ou seja, ainda que existam muitas espécies de cães, eles ainda são cachorros, não mudam de família.
d)     A evolução biológica ainda não mostrou uma sequer evidência que descendemos de seres menos complexos, mesmo de complexos diferentes – apenas os que acreditam nas montagens feitas para adequar às suas crenças – não demonstrou as macro mutações por onde as famílias de animais alteraram suas formas, ou seja, um mamute não mutou em um elefante, uma raposa não se transformou em um felino, um felino não mutou em outro ser diferente. Isso parece bobagem, mas é o cerne de fato da não sustentabilidade da evolução biológica. Isso não foi visto antes, nem por fósseis, nem é visto hoje.
e)      Todas as mutações que dão suporte à seleção natural são em micro escala, somente alterando pequenas particularidades, gerando várias espécies, mas dentro das mesmas famílias, ordens e classes. Uma nova espécie dentro de uma família, ordem ou classe não salta para outra, a não ser quando evolucionistas desejam reclassificar as coisas para criar mais confusões e adequar as suas teses.

Portanto, não me admira que em seu afã de nos fazer calar usem de uma infinitude de conceitos aglomerados, diversos e ricos em contradições para trazer confusão aos menos estudados ou que não se interessam por detalhamentos evolucionistas. Se não podem responder a mais simples pergunta acerca de uma única mudança nas famílias, ordem e classes de seres vivos, como nos responderão as mais complexas?

Amo a verdadeira ciência, aquela que é humilde o suficiente para continuar a busca por respostas, mas que não ignora a existência do Criador pelo simples fato que não aceita outra alternativa ao seu microscópico mundo de incertezas.


C. K. Carvalho

Pesquisador autônomo

terça-feira, 18 de novembro de 2014



SÓ UMA TEORIA? SÓ!


“É só uma teoria.” Segundo Hélio Schwartsman [em seu artigo na Folha], é com essa afirmação que os adeptos do design inteligente “tentam diminuir a importância e o alcance da evolução darwiniana e, assim, abrir espaço para a ideia de que a vida é complexa demais para ter surgido sem o auxílio de uma inteligência”. Nada mais flagrantemente em descompasso com a verdade sobre os adeptos do DI em relação à teoria da evolução de Darwin através da seleção natural e n mecanismos evolucionários de A a Z (vai que um falhe...), e sobre o caráter científico da TDI. Schwartsman, judeu e ateu, é um jornalista que eu, sionista, considero amigo virtual, embora discorde de mim sobre o caráter científico da TDI. Ele é um crítico motivado, mas suas motivações soam mais ideológicas do que científicas. Eu admiro muito nele a coragem e a honestidade. Duvido que tenha lido sequer um livro dos teóricos do DI. Até o mais conhecido – A Caixa Preta de Darwin – O desafio da bioquímica à teoria da evolução, de Michael Behe. Tivesse lido, não seria encontrado em descompasso com a verdade sobre os adeptos do DI – de que afirmamos sobre a evolução ser apenas uma teoria. Desconheço isso em nossa literatura desde 1998.

A teoria do design inteligente (TDI) não pode ser “relegada ao campo das cantilenas religiosas e ignorada”, porque seus entusiastas não tentam travesti-la de ciência, pois a TDI é uma teoria que segue o rigor do método científico aceito pela comunidade científica.

A TDI é uma teoria de detecção de design, e propõe a agência inteligente como um mecanismo que causa a mudança biológica. A TDI permite que expliquemos como surgiram os aspectos observados de complexidade biológica, e outras complexidades naturais, e utiliza o método científico para fazer suas afirmações.

O método científico é geralmente descrito como um processo de quatro etapas envolvendo observações, hipóteses, experimentos e conclusão:

Observação: agentes inteligentes produzem informação complexa e especificada (ICE). 

Hipótese: se um objeto natural for intencionalmente planejado, ele conterá altos níveis de ICE. 

Testes experimentais: os objetos naturais são testados para determinar se eles contêm informação complexa e especificada – engenharia reversa de estruturas biológicas através de experimentos de silenciamento para determinar se elas exigem todas as suas partes para funcionar. 

Conclusão: sendo descoberta complexidade irredutível em uma estrutura biológica, os cientistas concluem que ela foi intencionalmente planejada.

Schwartsman segue a cantilena dos profetas a la Nostradamus, quando afirma que os participantes defenderão no 1° Congresso Brasileiro de TDI a realizar-se em Campinas – 14-16 de novembro de 2014, no The Plaza Hotel, fazer pressão sobre o MEC para que a TDI seja ensinada nas escolas públicas. Como é que o Schwartsman sabe do que ainda nem foi discutido entre os proponentes da TDI?

A turma da TDI presta um favor ao ensino, não confundindo os sentidos do que é “teoria”. Vamos além: queremos que as afirmações científicas grandiosas dos atuais paradigmas sejam submetidas ao rigor do contexto de justificação teórica. A turma da TDI também entende que toda explicação científica é sempre “só uma teoria” aceita como verdade provisória até surgir uma explicação mais precisa ou completa.

Schwartsman que me perdoe, mas afirmar, mesmo que em linhas gerais, que a síntese evolutiva moderna “está tão solidamente estabelecida quanto a lei da gravidade”, e que esta também é “só uma teoria”, revela muitas coisas. Parcial ignorância sobre a diferença entre uma lei científica e uma teoria científica. A lei da gravidade é um fato científico estabelecido – maçãs caem. Uma teoria pode ter leis e princípios derivados de seu arcabouço epistêmico. A teoria da evolução tem um princípio – a seleção natural e uma lei controversa – a de Dollo que afirma ser a evolução unidirecional e irrevogável.

Para corroborar o fato da evolução (acho que Schwartsman tem em mente o processo macroevolutivo) ele citou exemplos:

O experimento de evolução de bactérias Richard Lenski – as bactérias teimaram continuar sendo bactérias após 25 anos de experiências.

Modelos de computador – não mencionou quais, mas todos eles foram programados (ação teleológica inteligente externa) com “informação ativa” que ajuda o programa a suplantar a deficiência do processo darwinista cego, aleatório e não dirigido.

Experimento natural da resistência a novos antibióticos. O exemplo de aquisição de resistência em bactérias contra antibióticos é tangencial na demonstração do fato da evolução. Razão: as bactérias que não são eliminadas pelos antibióticos, não são eliminadas pelos antibióticos. Foi esse o único insight fornecido que a resistência de antibióticos nos deu. A evolução que ocorreu aqui foi microevolução, mas não é esse tipo de evolução que Schwartsman está defendendo.

Schwartsman reconhece que “ainda há buracos e pontos obscuros a explicar” por uma teoria científica, pois “uma teoria que não tenha problemas é uma má teoria”. E arrematou: “Ou ela não tem conteúdo empírico que a ponha à prova ou é tão logicamente abstrusa que nem pode ser contestada.” Mas são justamente esses buracos e pontos epistêmicos fundamentais obscuros em teorias da origem e evolução da vida que a turma da TDI vem denunciando desde os anos 1990:

Problema 1: Não existe mecanismo viável para gerar a sopa primordial.
Problema 2: Processos químicos não guiados não podem explicar a origem do código genético.
Problema 3: Mutações aleatórias não podem gerar a informação genética requerida para estruturas irredutivelmente complexas.
Problema 4: A seleção natural luta para fixar características vantajosas nas populações.
Problema 5: O surgimento abrupto de espécies no registro fóssil (Explosão Cambriana) não apoia a evolução preconizada por Darwin.
Problema 6: A biologia moderna falhou fragorosamente em produzir uma “Árvore da Vida”.
Problema 7: A evolução convergente desafia o darwinismo e destrói a lógica por trás da ancestralidade comum.
Problema 8: As diferenças entre os embriões de vertebrados contradizem as predições de ancestralidade comum.
Problema 9: O neodarwinismo sofre em tentar explicar a distribuição biogeográfica de muitas espécies.
Problema 10: O neodarwinismo tem uma longa história de predições inexatas sobre os órgãos vestigiais e o DNA “lixo”.
Problema extra: Os humanos mostram muitos comportamentos e capacidades cognitivas que, aparentemente, não oferecem nenhuma vantagem de sobrevivência. 

Quando a evolução é definida como mera mudança ao longo do tempo dentro das espécies, ninguém da turma da TDI nega que tal evolução seja um fato. Mas a evolução que Schwartsman está defendendo é o tipo de evolução neodarwinista – a grande afirmação de que a seleção natural não guiada e agindo sobre mutações aleatórias seja a força motriz que produziu toda a diversidade e a complexidade da vida – essa tem muitos problemas científicos porque tais processos randômicos e não guiados não produzem novas características biológicas complexas. Como tal, a evolução neodarwinista é uma teoria que foi falsificada pelas evidências.

Concordo e discordo de Schwartsman. A turma da TDI não infere um deus para resolver quaisquer dificuldades científicas. Uma leitura bem en passant de quaisquer artigos ou livros de nossos teóricos demonstra isso. Apelamos para uma inteligência, pois o designinteligente pode ser inferido pesquisando-se as propriedades informacionais dos objetos naturais a fim de determinar se eles portam o tipo de informação que em nossa experiência no dia a dia surge de uma causa inteligente. 

Discordo de Schwartsman que a gravidade tenha problemas até mais sérios que a evolução por ser incompatível com a mecânica quântica. Realmente, este é o maior problema de toda a Física: como reconciliar a gravidade com a mecânica quântica. O problema reside não na gravidade em si, mas nos limites teóricos dos cientistas que buscam essa reconciliação que, para mim, um leigo em Física, parece ser irreconciliável. 

Realmente, Schwartsman está certo: não é Deus quem guia a órbita dos planetas ou lança os objetos ao chão, coisas por demais mundanas para um ser a quem atribuímos muito mais em capacidade e ação. Mas que eles se movem, se movem; e que maçãs caem, caem!

Problemas científicos se resolvem com mais pesquisa e debate de ideias, não com supressão de críticos e dissidentes de Darwin.

(Enézio E. de Almeida Filho, Desafiando a Nomenklatura Científica)

Fonte: Criacionismo

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

A EVOLUÇÃO DARWINIANA À VISTA DE TODOS!



Aborto é coisa do passado, a moda nos EUA agora é o infanticídio explícito.

post birthhh
Uma tendência observada por ativistas pró-vida próximos de estudantes universitários nos EUA, é a crescente aceitação do “aborto pós-nascimento”, ou seja, matar a criança depois que ele ou ela nasceram, afirmam líderes pró-vida ao “The Fix College”.
A evidência anedótica constatada por líderes dos grupos pró-vida como “Criados Iguais” e “Sobreviventes ao Holocausto do Aborto” disseram em entrevistas que não só eles vêem mais estudantes universitários que dizem apoiar o aborto pós-nascimento, mas alguns estudantes ainda sugerem que as crianças até 4 ou 5 de idade também podem ser mortos, porque eles ainda não são “auto-conscientes”.
“Nós encontramos pessoas que pensam que é moralmente aceitável matar bebês após o nascimento em quase todos os campus visitados”, disse Mark Harrington, diretor de “Criados Iguais”. “Enquanto este ponto de vista ainda é considerado absurdo pela esmagadora maioria das pessoas, a idéia está se tornando cada vez mais popular.”
Os campi onde ativistas locais e membros da equipe dos “Criados Iguais” encontraram estudantes com esta opinião incluem Purdue, da Universidade de Minnesota e a Universidade Central da Florida. No estado de Ohio, no início deste ano, o Grupo exibiu um debate entre um dos seus membros e uma senhora no campus que defendia claramente o infanticídio.
“Este é problema que surge quando se desvaloriza a vida humana em alguma de suas fases de desenvolvimento – e esta tendência crescerá e incluirá outras “categorias” de seres humanos; neste caso, já estão incluídos os seres humanos nascidos, bem como os seres humanos ainda não nascidos”. Disse Harrington: ” Eu conversei com um jovem na Universidade de Minnesota, que disse ser correto matar as crianças se fossem menores de 5 anos de idade, pois ele não as considerava pessoas até essa idade.”
Kristina Garza, porta-voz de “Sobreviventes do Holocausto do Aborto”, uma organização pró-vida, que muitas vezes distribui material anti-aborto nos campi ao longo da Costa Oeste, disse que seu grupo também encontra freqüentemente estudantes universitários que aceitam infanticídio.
“Para aqueles que são firmemente a favor do aborto sob qualquer condição, não é difícil achar normal e aceitar matar um ser humano mesmo após o seu nascimento”, disse Garza. “Há essa mentalidade comum no campus, que “tudo bem” matar bebês porque, de alguma forma, não somos humano até que sejamos auto-conscientes. A idade de consenso para isso é em torno de 4 anos de idade”, acrescenta ela.
Quanto à esta tendência, Garza disse que não há uma explicação clara para isso. No entanto,  argumentos apresentados por Peter Singer e outros filósofos que defendem o infanticídio são dados como tarefas de leitura para estudantes universitários.
Singer escreveu em 1979 que “os bebês humanos não nascem dotados de auto-conhecimento, ou capazes de compreender que existem ao longo do tempo. Eles não são pessoas … [portanto] a vida de um recém-nascido é de menos valor do que a vida de um porco, um cão ou um chimpanzé. “
“Ele vem dizendo coisas como esta desde os anos 70, mas somente agora este tipo de ideologia está sendo promovido nos campus universitários”, disse Garza. “Quando ele fez esta afirmação, houve um grupo seleto que o aceitou. Mas hoje em dia, nós nos tornamos tão insensíveis, e a maior parte dos estudantes universitários carecem de fibra moral e acabam aceitando facilmente esse estranho tipo de ideologia. “
Mas os grupos pró-vida presentes nos campi tem ajudado a transformar esta realidade e levado os estudantes para longe de mentalidade pró-escolha e outras tendências abortistas, acrescenta.
“Embora o número de alunos que acreditam não haver problemas com a matança de crianças após o nascimento esteja crescendo, o número de estudantes que aceitam que a vida humana começa na concepção também está crescendo, e está crescendo a uma taxa maior e mais rápida do que aqueles que aceitam o infanticídio, “, disse Garza.
“As tendências que observamos não é tanto uma questão dos alunos estarem com uma moral mais bem fundamentada, é que nós, como um movimento pró-vida estamos trabalhando para apresentar um argumento melhor, e estamos empurrando as pessoas para fora desta confusão”, disse ela. “Estamos vendo mais alunos que vêem a lógica e optam por ser anti-aborto”.
No entanto, a oposição firme à filosofia pró-vida continua.
Questionado sobre o incidente no estado de Ohio, em que uma mulher respondeu a uma exibição pró-vida defendendo o infanticídio, um grupo ativista pró-aborto do campus se pronunciou de forma semelhante à mulher do clipe.
Devin Deitsch, líder do VOX: Vozes para Planned Parenthood na Universidade Estadual de Ohio, disse em um e-mail para The Fix College: “Falando como o líder principal da VOX, garanto-vos que são muito pró-escolha”, Deitsch também notou. “… Nós não estamos aqui para defender as mulheres a fazer aborto, defendemos por sua capacidade de fazer essa escolha sem medo, apartes ou barreiras. Essencialmente, nós pedimos para uma mulher (e seu corpo) para ser respeitado. Nada mais, nada menos. “
O reporter da College Fix, Mairead McArdle, é aluno do Thomas Aquinas College.