sexta-feira, 14 de março de 2014


CINCO GRANDES PERGUNTAS AINDA NÃO RESPONDIDAS

A minha ideia primordial com este texto que foi baseado em outros, como da HypeScience ou da Science Magazine, não é o de criticar ou fomentar a inserção de um “Deus das lacunas” como alguns acusam os religiosos, mormente os cristãos de fazê-lo nestes assuntos. Não creio em um Deus de lacunas, mas em um Deus Criador capaz de sustentar todas as coisas criadas, mesmo que ainda não tenhamos o conhecimento científico adequado para teorizar sobre isso, como em todas as áreas das ciências temos nossas deficiências.
Eis aqui cinco de todas as questões científicas que até o momento não temos respostas adequadas para elas (porque as perguntas são muitas!):

1.      Qual é a natureza da matéria e da energia escuras?

96% do universo é feito de coisas que não sabemos muito bem o que são: aproximadamente 70% é constituído de energia negra, enquanto 26% corresponde à matéria negra (restando somente 4% para  a formação das estrelas, planetas, seres humanos e tudo mais). A matéria e a energia escuras são, de uma maneira geral, soluções propostas para explicar alguns fenômenos gravitacionais e, até onde se sabe, são coisas distintas. O enigma vem do fato de que só sabemos de sua existência por meios indiretos, ao observar seus efeitos sobre o universo e ao tentar deduzir suas propriedades a partir deles.

2.      Estamos sozinhos no universo?

Mais do que entender do que nosso universo é formado, somos obcecados por saber se existe vida além do nosso planeta. Recentemente, o telescópio espacial Kepler, da Nasa, identificou dois sistemas planetários que podem abrigar vida fora do sistema solar. Dos cinco corpos que orbitam a estrela Kepler-62, que fica a 1.200 anos-luz de distância da Terra, há chances de dois deles terem água líquida na superfície. Mas essa é a só a ponta do iceberg. Dos 1.235 planetas suspeitos até agora, cerca de um terço estão em sistemas multiplanetários solares como o nosso. Mas com toda a tecnologia que dispomos ainda não foi possível confirmar a existência de vida inteligente em outro planeta até aqui.

3.      O que é o tempo?

Estamos tão acostumados com ele, que raramente paramos para refletir sobre o tempo. Afinal, a passagem do tempo é muito clara: ontem foi passado, hoje é o presente e amanhã será futuro. Será tão simples assim? A ideia de que o tempo é uma linha ligando o passado, o presente e o futuro traz um questionamento: seria o tempo uma “direção”? Afinal, nós parecemos estar nos movendo para frente no tempo, mas só podemos ver eventos que já ocorreram. O que acontece é que medimos a passagem do tempo com base no movimento. Temos a impressão de que o tempo está indo para frente, mas podemos muito bem estar andando em círculos. O que é o tempo é uma pergunta ainda longe de ser respondida.

4.      Quais mudanças genéticas nos fizeram diferentes dos outros animais?

Cada geração de antropólogos se propõe a explorar a questão e tentar respondê-la: “O que nos torna humanos?”. O famoso paleontólogo Louis Leakey acreditava que fosse a capacidade de construir ferramentas que nos tornava únicos. Por isso, quando ele descobriu ossos de hominídeos perto de ferramentas de pedra na Tanzânia, em 1960, ele batizou o suposto grupo responsável pelas ferramentas de Homo habilis, o mais antigo membro do gênero humano. No entanto, pouco tempo depois, a primatologista Jane Goodall demonstrou que chimpanzés também usam tipos de ferramentas, e hoje a discussão entre os pesquisadores é se os Homo habilis realmente pertencem ao gênero Homo. E a coisa não para por aí.
As diferenças genéticas reveladas entre humanos e chimpanzés podem ser profundas, apesar de as estatísticas apontarem que apenas cerca de 1,2% do nosso DNA é diferente. Isso porque uma simples mudança de 1% pode afetar milhares de genes – e a diferença percentual se torna muito maior se você contar as inserções e deleções de cada um. Apenas metade dos genes que nos diferenciam dos macacos é que pode definir um chimpanzé, em vez de um ser humano. Como é que podemos saber quais são eles?

5.      É possível unificar as leis da física?

Para Charles Seife, da revista especializada “Science”, o Modelo Padrão da física de partículas é um poema inacabado. “A maioria das peças está lá e, mesmo inacabada, é sem dúvida a obra mais brilhante na literatura da física. Com grande precisão, descreve toda a matéria conhecida, incluindo todas as partículas subatômicas, como quarks e léptons, bem como as forças por meio das quais as partículas interagem umas com as outras”, diz. As forças a que se refere são o eletromagnetismo, que descreve como objetos carregados sentem a influência de outros; a força fraca, que explica como as partículas podem mudar suas identidades; e a força forte, que descreve como quarks se unem para formar prótons e outras partículas compostas.
O problema é que algumas dessas peças que fazem parte do grande quebra-cabeça da física estão faltando – e algumas presentes não se encaixam muito bem. É o caso da gravidade, por exemplo. Essas diferenças, entretanto, podem ser superficiais. O eletromagnetismo e a força fraca parecem muito diferentes entre si. Entretanto, ainda na década de 1960, os físicos mostraram que, em altas temperaturas, essas duas forças se “unificam”.
Torna-se evidente que o eletromagnetismo e a força fraca são realmente a mesma coisa, assim como fica óbvio que o gelo e água em estado líquido são a mesma substância se você aquecê-los juntos. Essa conexão deu aos físicos a esperança de que a força forte também pudesse ser unificada com as outras duas forças, produzindo uma grande teoria – um dos grandes mistérios da física atualmente.
Mantive muitas palavras e explicações como as encontrei em minha leitura por considerar não ser necessário reescreve-las com receio de ser acusado de plágio literário. Mas um texto tão bem claro e límpido não precisa ser reformulado, mas sim reproduzido e passado adiante.

Carlos Carvalho
Pesquisador autônomo

Fontes:
HypeScience

Science Magazine

sábado, 8 de março de 2014


A “Evolução” da Criação

Lendo um artigo publicado na Cardiovascular Science Forum, uma das revistas especializadas em publicações de Congressos Científicos, Fóruns e pesquisas da área cirúrgica cardiovascular brasileira, do Prof. Dr. Otoni M. Gomes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), chamou-me a atenção algumas de suas declarações acerca da criação e sua relação com a ciência.

Depois de definir os conceitos de ontogenia e filogenia, ele descreve em breve relato uma parte do estudo do desenvolvimento da circulação sanguínea humana, dando ênfase ao tubo cardíaco e suas semelhanças em outros seres. Encerra essa parte declarando que não seria possível o coração de uma espécie evoluir para outra. O Dr. Otoni assevera que há uma grande contradição científica nas teorias das espécies de transição e as extinções. Ele diz:

“Como afirmar a existência do que nunca pode ser provado, ou seja, das formas de transição, simplesmente alegando que foram extintas, sendo que pela própria teoria das espécies transicionais seriam mais capazes para sobreviverem do que as formas originais?”

Ele também crê que a evolução da criação é absolutamente diferente da evolução da adaptação, pois nenhum animal novo surgiu depois do homem. O doutor afirma que no próprio título do “Origem das Espécies” está constatado um erro básico na evolução como proposta por Darwin, porque as espécies que nos “antecederam” na filogênese estão praticamente todas sobrevivendo e multiplicando-se, desde algas marinhas, o anfioxo, os tubarões, os sapos, répteis, aves, mamíferos, sem falar que existem mais formigas e invertebrados na Terra do que homens. Nossos “ancestrais” estão sobrevivendo igual a quando foram criados e reproduzindo-se mais que nós, humanos.

O Prof. Otoni também faz referência ao primeiro capítulo do livro de Gênesis e crê firmemente que ali está descrito a sequência cientifica de eventos que nos trouxeram até aqui. Ele descreve 12 sequências de eventos que são narradas nos seis dias da criação. Óbvio que para ele os dias não são literais[1], mas apresenta magistralmente os eventos como segue:

1 – A criação do universo físico (espaço, tempo, matéria, energia, galáxias, estrelas, planetas, etc.).
2 – Criação da Via-Láctea.
3 – Criação da atmosfera terrestre de opaca e translúcida.
4 – Formação de um ciclo estável de águas.
5 – Separação entre oceanos e continentes.
6 – Produção de plantas no continente.
7 – Transformação da atmosfera translúcida para transparente, com o sol, a lua e as estrelas ficando visíveis pela primeira vez.
8 – Produção dos animais marinhos pequenos.
9 – Criação dos mamíferos marinhos.
10 – Criação dos pássaros.
11 – Formação dos animais terrestres (selvagens, domésticos e roedores).
12 – Criação da espécie humana (Adão).

O Dr. Otoni exemplifica essas afirmações dizendo que todos os estudos científicos, mais avançados hoje, atestam que na fase de sua formação a poeira cósmica impedia a passagem de qualquer luz para a superfície da terra (em Gênesis “as trevas cobriam o abismo”). Que também se afirma que no princípio, toda a superfície do planeta era coberta pelas águas e larvas vulcânicas (“E o Espírito de Deus pairava sobre as águas”). Num momento seguinte toda a superfície da terra ficou dividida em apenas duas partes: um oceano e um só continente gigantesco – a essa continente a Geologia o chama de Pangea (em Gênesis “Reúnam-se as águas em um só lugar e apareça a terra”). Esse continente persistiu por um tempo único e foi-se dividindo e separando-se até a forma que conhecemos hoje.

O Professor declara que Moisés escreveu com precisão científica todas as fases da vida sobre a Terra e todas as fases da sequência da criação do Universo e da Terra, e muito desse conhecimento só nos foi possível de comprovação nas últimas décadas com poderosos telescópios espaciais. Ele assevera que se não houvesse a interferência da revelação de Deus, seria impossível a Moisés fazer a descrição desses eventos.

Portanto, há muito que pensar, há muito que aprender e não podemos depender de alguns acadêmicos preconceituosos e de mídias vendidas a uma visão equivocada e única do universo e da vida, porque simplesmente rejeitam, sem argumentos sérios, a cosmovisão bíblica.


Carlos Carvalho
Pesquisador

Referência:
A Evolução da Criação. Otoni M. Gomes. Publicado na Cardiovascular Sceince Forum. Jan./Mar. 2009 – vol. 4 – number 1. p.15ss.




[1] Mesmo que alguns estudiosos e teólogos aceitem os dias de Gênesis 1 como dias literais em virtude da palavra  hebraica “yon” referir-se a um dia de 24 horas, é evidente que o tempo estava se organizando em nos primeiros versos de Gênesis e Moisés estava distante dos eventos inicias, conhecendo somente a palavra “yon” para se referir ao tempo naquele momento em que escrevia. O tempo de 24 horas como conhecemos está relacionado ao Sol, à Lua e à rotação da Terra, coisas que ainda estavam em forma embrionária ali.

domingo, 16 de fevereiro de 2014


LEIS DIVINAS DE HIGIENE COMPROVADAS PELA MEDICINA MODERNA

A medicina moderna tem comprovado que muitas das leis higiênicas que Deus deu aos israelitas são corretas. Quando a peste negra atacou a Europa e quando a lepra se espalhou, em vários momentos os judeus foram condenados pelo simples fato que estas pragas não estavam se alastrando em seus guetos. Por quê? Porque eles não tinham esgotos correndo em suas ruas como era o caso de muitas outras cidades, como Paris, por exemplo.

Em Paris, o esgoto estava correndo para o rio Sena e as pessoas não apenas se banhavam na sua imundície como bebiam também. Ainda podemos ver este tipo de coisa ocorrendo em países como a Índia, Egito e mesmo em algumas localidades brasileiras. Por seguir os princípios de higiene da Bíblia, os judeus através dos tempos têm conseguido evitar muitas doenças e pragas que têm arrasado outras culturas.


Peter & Paul Lalonde

Carlos Carvalho

Referências;

Lalonde, Peter. 301 provas e profecias surpreendentes...Peter & Paul Lalonde.  – Porto Alegre: Actual, 1999. p. 95.
Peste Negra. Disponível em: http://www.brasilescola.com/historiag/pandemia-de-peste-negra-seculo-xiv.htm.

González, Justo L. E até os confins da Terra: uma história ilustrada do Cristianismo. Justo L. González. – São Paulo: Vida Nova, 1995. Pgs. 17-18.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014


ACUSADOS DE “APELO À AUTORIDADE”

Constantemente somos acusados por ateus de “apelo à autoridade” quando nos utilizamos de eminentes figuras científicas teístas ou cristãs para referenciar nossas crenças ou declarações. Mencionar nomes de homens e mulheres que creem em Deus e na Bíblia, que são importantes, estão nas universidades mais prestigiadas do mundo ou suas publicações figuram nas revistas mais proeminentes do planeta é considerado como uma “artimanha” nossa para defender a fé ou o relato bíblico.

Isso para não nos referir a certas declarações de Einstein, Pascal, Newton e centenas de vultos do passado que desposavam crença inabalável em Deus e em Jesus Cristo, além de uma quantidade considerável de atuais cientistas e pensadores reconhecidos em suas áreas de atuação que não hesitam em se declarar cristãos ou teístas. Ao fazermos isso estamos sendo desonestos intelectualmente ou usando argumentos “ad hominem”.

Essa maneira destes tipos referirem-se a nós é altamente falaciosa e reflete uma realidade bem diferente da que almejam passar. Falaciosa, porque, na tentativa de desqualificar nossas declarações ou teses, estão se utilizando de argumentos equivocados e continuamente repetitivos para fazer coro e alarido de vozes no intuito de calar aquilo que lhes é contrário em seus conceitos e cosmovisão. E isto tem outro fator a ser também apresentado e considerado.

Estas acusações demonstram um fato ainda mais complicado: a maioria dos ateus brasileiros não tem curso superior. E porque digo isto? Pelo simples fato de que na Academia somos constantemente ensinados pelos mestres a não escrevermos sem referenciar nossa escrita, ou seja, não podemos escrever artigos, defender teses ou teorias, propor um TCC, mestrado ou doutorado sem que façamos menção de nossa bibliografia. Isso porque na Academia aprendemos que os pensamentos que fluem de nós não são totalmente nossos ou originais.

Necessitamos mencionar quais autoridades, pensadores, pesquisadores ou artigos e livros foram utilizados por nós para compor aquela tese ou defesa e etc., na Academia não somos acusados de “apelo à autoridade”, porque lá somos ensinados exatamente a apelar para as autoridades que vieram antes de nós ou ainda estão entre nós para produzirmos textos que tenham alguma validade ou aceitação. Portanto, isso atesta contra os ateus que nos acusam de apelar.

“Apelar” a autoridades é ser humilde suficiente para creditar a outros a gratidão e o reconhecimento por seus esforços e trabalho que nos ajudaram a chegar às nossas conclusões e defesas. É reconhecer que não pensamos tão sozinhos sobre aquele assunto o quanto imaginávamos e saber que outros também têm a contribuir para o crescimento de nosso conhecimento. Então, diante do exposto, rejeito esta acusação.


Carlos Carvalho
12 de fevereiro de 2014

Nota.[i]



[i] Qualquer estudante de nível superior sabe das exigências para a apresentação de textos que necessitam ter, sem exceção, a bibliografia ou referência consultada pelas normas da ABNT.

domingo, 2 de fevereiro de 2014


 CERTEZAS

Eis o que sabemos com elevado índice de certeza sobre o Universo e a Vida:

O Universo teve um início e não é fruto do acaso.

Segue leis cósmicas precisas, mesmo aquelas que não conhecemos.

A vida não surgiu espontaneamente.

Que ela foi produzida a partir de matéria inorgânica, contudo não é possível replicar isso em laboratório.

Que uma classe de animal não gera outra classe (macroevolução), mas que as espécies têm variações entre elas (microevolução, adaptação ou mutação adaptativa).

Que a vida apenas se desenvolveu como a conhecemos neste planeta.

Não sabemos como a consciência humana surgiu.

Carlos Carvalho

terça-feira, 28 de janeiro de 2014


Entidades Inobserváveis

Segundo artigo do professor adjunto do Instituto de Biociências da UNESP, Alfredo Pereira Júnior, publicado no site Scielo, todas as ciências lidam com entidades inobserváveis e com a postulação de sua existência, desde a física de partículas à astrofísica. Isto tornou-se uma rotina.

Essa ação requer o uso da abstração em lugar da imaginação, mas esses postulados não questionam o caráter científico desses estudos e tampouco as ciências são intimadas a fornecer provas inquestionáveis da existência das mesmas. Porque deveríamos então, dar provas inquestionáveis da existência de Deus?

Carlos Carvalho


Referência:


Uma abordagem naturalista da consciência humana. Publicado e disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-31732003000200006

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014


O antídoto de Jesus para a violência

Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo.
Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;
Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis?...
Mateus 5.43-46

Este texto está inserido no famoso Sermão da Montanha de Jesus. Entre tantas outras máximas de vida, de comportamento adequado e de relacionamentos, encontramos pérolas como essa. Eis aqui o remédio contra toda a forma de violência no mundo, eis aqui o antídoto para esse veneno que mata milhões de seres humanos por ano: o amor prático.

Este não é aquele amor jargão que é veiculado diariamente nos meios midiáticos ou liberado como fonte de anseio por aqueles que apenas propagam “um mundo melhor” e nem o tipo de amor libertino no qual certas pessoas desejam “libertar” toda a sua libido sexual sem serem limitadas por algum freio moral.

O amor ensinado por Jesus não é um sentimento que se obscurece pelas circunstâncias quando elas não são favoráveis. Seu amor é pleno, amplo e tem o poder de alcançar por ações concretas até mesmo os que não nos desejam o bem ou nos odeiam.  Nietzsche (1844-1900) diria que esse tipo de amor é uma fraqueza, mas ele estava errado e ele nem viu os horrores das duas grandes guerras mundiais, tampouco a violência endêmica de nossos dias.

Hoje todos nós clamamos pela paz e lutamos como podemos contra a violência qualquer que seja. Hoje sabemos que precisamos do tipo de amor pregado por Jesus na vida diária de cada ser humano com a finalidade de frear a escalada da violência que não para de crescer. Sem esse tipo de amor prático, toso o resto é apenas discurso vazio e desprovido de poder de mudança e de transformação.

A seleção natural dá suporte conceitual a esse tipo de violência, pois somente o mais forte sobrevive, mas nenhum de nós em sã consciência aceitaria essa declaração como uma verdade, pois ninguém deseja viver em um mundo com medo e dominado pelas formas de violência que vemos. A solidariedade e a continuidade da vida são simbiontes e essa simbiose é regada pelo amor prático, sem isso, a destruição das sociedades é certa.

Encontramos violência nas formas religiosas extremistas, encontramos violência nos governos humanos, nas mais diferentes classes, nas tribos mais primitivas, nas sociedades mais socialistas, comunistas ou capitalistas, a violência é encontrada nos ateus e em sua militância e nas ideologias de todos os modelos. Em todo lugar a vemos manifestar-se disfarçada ou abertamente.

Tenho total confiança que toda essa violência teria um fim se todos nós resolvêssemos viver o amor prático que Jesus nos ensinou. Não estou ingenuamente acreditando em um mundo de conto de fadas onde no final “viveremos felizes para sempre”, e não digo que, mesmo num mundo governado pelo amor prático, não houvesse crimes ou lutas das mais diversas, penso que essas lutas e guerras seriam em grande escala minimizadas, e, em certos casos, jamais aconteceriam.

Também é claro que não conseguiremos agradar a todas as pessoas e não sentiremos atração ou aceitação por outros por diversos motivos, pessoais ou culturais, mas isso não significa que o respeito pela vida do outro não seja o árbitro nestes casos. Não concordaremos com tudo aquilo que outros possam acreditar nem é necessário anular as opiniões pessoais que temos, mas podemos divergir sem violência.

Como cristão, tenho opiniões formadas sobre diversos assuntos da vida e do comportamento, assim como outros grupos as têm, porém, não posso ser desmerecido ou insultado porque meus conceitos são diferentes dos outros e porque eles vão contra as crenças ou certo estilo de vida diferente de alguém. Não posso ser calado, tanto quanto não posso calar a ninguém. Num mundo de liberdades, não posso ser proibido de manifestar minhas crenças a quem quer que seja, mas neste mesmo mundo, não posso obrigar ninguém a converter-se à minha fé.

A violência jamais será cessada ou exterminada por atos executivos, leis ou emendas constitucionais, ela só perderá o seu poder destrutivo quando reconhecermos a necessidade de viver este amor prático ensinado por Jesus. Aí perceberemos com provas inquestionáveis que os princípios espirituais do cristianismo de Cristo são a resposta que o mundo tanto anseia e não vê.

Pensem nisso!

© Carlos Carvalho

22 de janeiro de 2014

domingo, 5 de janeiro de 2014


UM PLANETA ADEQUADO À VIDA

Reproduzo aqui uma parte de um pequeno artigo de William J. Tinkle. Ele é Ph.D. e Professor Emérito de Biologia no Anderson College, Indiana, U.S.A.

As propriedades físicas e químicas da água e da atmosfera mostram uma "adequação" do ambiente para a vida, como já ressaltado de maneira interessante por William Whewell e J. Henderson. Este artigo contém uma recapitulação dessa evidência, em testemunho da criação divina do ambiente físico e químico adequado à vida.

É bem sabido que os seres vivos são constituídos de tal maneira que se ajustam perfeitamente ao seu modo de vida. Assim, as aves aquáticas têm pés membranosos, as aves de água rasa têm pernas e bicos compridos; as plantas têm folhas em que a luz solar combina a água e o gás carbônico para formar açúcares para utilização da planta. Os animais que comem folhas e ervas tem estômago e intestinos grandes para conter as grandes quantidades de alimento que têm de comer. Os peixes têm uma forma afilada que os capacita a se deslocar pela água com o mínimo de resistência.

Uma lista bastante extensa dessas estruturas úteis poderia ser compilada. O fato importante é que a Terra apresenta condições que se ajustam a essas estruturas dos seres vivos. O Dr. Henderson já afirmava:
“Em suas características fundamentais, o meio ambiente atual é a habitação mais ajustada possível para a vida. Tal é a tese que o presente trabalho procura defender. Esta não é uma hipótese recente. De forma rudimentar apresenta atrás de si uma longa história, e já era uma doutrina conhecida no inicio do século XIX” (1).

A Terra foi planejada e construída de tal maneira que pudesse prover à necessidades e requisitos dos seres vivos. Observadores argutos têm atribuído essa correspondência à existência de um propósito no plano do Criador. Entretanto, os que acompanham o pensamento negativista e as dúvidas do século XX, deixam esse crença para trás, preferindo atribuir essa relação de reciprocidade ao acaso.

William Whewell (1794-1866) foi o autor de um dos "Tratados de Bridgewater" intitulado "Astronomy and General Physics Considered with Reference to Natural Theology" (Astronomia e Física Geral consideradas em relação a Teologia Natural), em 1834. Mestre do "Trinity College" por 25 anos, Whewell foi um dos mais poderosos homens de Cambridge durante o período da reforma educacional. Recebeu uma medalha da "Royal Society" pelo seu trabalho sobre marés, e deu a Faraday a nomenclatura desejada para seu trabalho sobre eletricidade. Devem se a Whewell termos tais como "anodo", "catodo", "ion", "anion", e "cation"(4). Whewell discute dezenove leis que indicam que o mundo foi formado propositadamente para ser o lar dos seres vivos. Henderson comenta: "É difícil entender como tais ideias puderam cair no esquecimento" (5).

O pouco espaço não permite comentar todos os argumentos de Whewell a respeito da existência de um propósito na criação, porém não se pode deixar de mencionar um dos mais destacados, referente à água. A água, como as demais substâncias em geral, expande-se quando aquecida, e contrai-se quando resfriada. Entretanto, ela se afasta deste comportamento, de maneira notável, ao se congelar. A água apresenta a maior densidade (menor volume) a temperatura de 4 ºC. Ao diminuir mais a temperatura a água se expande até que a O ºC ocupa um volume cerca de 1/9 maior, mudando então de estado, de líquido para sólido. Essa expansão que se dá no congelamento é conhecida nos países frios devido a ruptura de encanamentos e radiadores de automóveis no inverno, parecendo por isso ser inconveniente. Entretanto, para os seres vivos em geral, e indiretamente para o homem, é ela uma vantagem incontestável.

A expansão do gelo faz com que ele possa flutuar em qualquer corpo de água, enquanto que, se fosse obedecida a regra geral da contração no resfriamento, ele se depositaria no fundo do rio ou lago, solidificando em pouco tempo a massa restante. Embora se conheçam peixes que viveram após terem sido congelados, não suportariam eles um congelamento prolongado, pois sofreriam perda de suas funções vitais. As massas d'água congeladas derreteriam muito lentamente em consequência da camada de água líquida em escoamento sobre o gelo, a qual as protegeria da ação do ar quente. Nos climas temperados não haveria tempo para o derretimento até o fundo, antes de iniciar-se novamente a fase de congelamento no inverno (se a água seguisse a regra geral de expansão).

Tem sido repetida em classe muitas vezes uma demonstração atribuída a Rumford. Insere-se em um tubo de ensaio com água, um pedaço de gelo, mantendo-o no fundo por um suporte qualquer. Então a parte superior do tubo de ensaio é levada a uma chama até que a água da superfície entre em ebulição, enquanto ainda permanece no fundo o pedaço de gelo. Isso é possível porque a água quando aquecida expande-se, desloca-se para cima e lá permanece. Essa anomalia da expansão da água ao se congelar sem dúvida impede a extinção de inúmeros habitats aquáticos com suas flora e fauna abundantes. Por outro lado, as perdas ocasionadas pelas rupturas devido ao congelamento podem ser evitadas, porquê o congelamento se dá sempre a temperatura conhecida.

A própria presença da água na Terra é um fato que desperta nossa admiração. Muito tempo antes dos primeiros astronautas desembarcarem na Lua sabia-se que lá não há água, pois não se observavam nuvens que obscurecessem a sua face, nas observações telescópicas. Fotografias e medidas feitas mostram muito pouco ou nenhum vapor d'água em Marte. Vênus e Mercúrio são demasiado quentes para conter água no estado sólido ou líquido. Júpiter, Neptuno e Plutão estão muito distantes para se detectar algo com precisão, porém não revelam evidências de abundância de água. A Terra é, assim, singular, por apresentar essa substância tão abundantemente.

Características Físicas da Água
As características físicas e químicas da água fazem-na muito mais útil aos seres vivos do que qualquer outro líquido. Sua constituição é de tal forma que ela dissolve mais substâncias do que qualquer outra, com exceção talvez da amônia. No corpo humano os alimentos se dissolvem no sangue e os detritos na urina. As plantas dissolvem seu alimento na seiva. A água, sendo quimicamente inerte, não altera esses solutos, mas tão somente os transporta. A água é peculiar também pelo seu elevado calor específico (a quantidade de calor, em calorias, necessária para elevar de um grau centígrado a temperatura de um grama da substância). A tabela seguinte (apud Henderson, op. cit.) indica que a água tem calor específico mais alto do que as demais substâncias, com exceção da amônia e do hidrogênio:

Substâncias
Calores específicos(cal g/ºC)
Água sólida
1,00
Água líquida
0,50
Vapor d'água
0,3 - 0,5
Chumbo
0,03
Ferro
0,1
Quartzo
0,19
Sal
0,21
Mármore
0,22
Açúcar
0,30
Amônia
1,23
Clorofórmio
0,24
Hidrogênio
3,4
Álcool etílico
0,5

Propriedades Adequadas para o Homem
O que esses fatos significam para o ser humano? Um homem pesando oitenta quilos produz em repouso cerca de 2400 calorias diariamente, o que seria suficiente para aumentar de cerca de 30 ºC a temperatura de seu corpo. Na realidade, o calor em excesso é removido pelo sistema termo-regulador do corpo, a menos que o organismo esteja com febre. Essa remoção proporciona não somente conforto, como também constitui um meio de evitar a aceleração das reações químicas.

Esse importante controle térmico é possível porque a água é a principal substância componente do corpo humano, e porque ela apresenta um elevado calor específico. Se o corpo humano fosse constituído preponderantemente por outra substância com calor específico em torno da média das apresentadas na tabela anterior, o calor produzido seria suficiente para aumentar a temperatura de cerca de 100 ºC. Considere-se ainda o calor latente, que é armazenado e não mensurável pelo aumento de temperatura, ao contrário do calor sensível. Sem dúvida o leitor já observou que ao lavar as mãos, ao tentar enxugá-las abanando-as no ar, sente a sensação de frio.

Quando uma substância se evapora do estado líquido, ou se liquefaz do estado sólido, absorve certa quantidade de calor. Essa mesma quantidade de calor deve ser retirada para o vapor se condensar, ou para o líquido se solidificar. No início de uma chuva há sempre um aumento de temperatura porque o vapor d'água está se transformando em gotas de chuva liquidas. Da mesma maneira, após a chuva, ao aumentar a evaporação, há uma diminuição da temperatura. A Tabela seguinte dá os valores do calor latente de evaporação de várias substâncias, em calorias por grama:

Calor latente (cal/g)
Água
536
Amônia
295
Cloro
67,4
Oxigênio
58
Enxofre
362
Gás Carbônico
72,2
Mercúrio
62

Tem-se aqui a base de um dos mecanismos de resfriamento do corpo humano. O suor espalha-se sobre a pele, e sua evaporação remove o excesso de calor do corpo. A evaporação da água em lagos e rios remove o calor do ar em suas imediações. Por essa razão as ilhas e penínsulas são livres de calor excessivo, ao mesmo tempo em que o congelamento da água no inverno lhes proporciona algum calor. As propriedades da água são bem adequadas às necessidades dos seres vivos (6).

Adequação da Atmosfera
Dos fatos anteriores não somente se vê que os seres vivos apresentam necessidades, como também se torna evidente a notável verdade de que o meio ambiente é formado de maneira tal que supre essas necessidades. Como se sabe, o ar é admiravelmente ajustado para os seres vivos. Atente-se para o que poderia parecer acaso. Há enxofre no solo e nos alimentos tais como ovos, porém não na atmosfera, exceto nas imediações de vulcões e das indústrias químicas estabelecidas pelo homem. Deveríamos ser gratos pela ausência dos compostos de enxofre tais como o gás sulfídrico (o mal cheiroso gás característico de ovos podres) e o bióxido de enxofre, usado para matar bactérias e insetos.

Considere-se o importante gás, o oxigênio, que constitui cerca de 20% da atmosfera e é essencial a vida do homem e dos animais. Teria sido possível a sua combinação com outras substâncias, não houvesse um planejamento na criação da Terra. Ele poderia ter-se combinado com hidrogênio para formar água, ou com silício para formar areia. Há quem diga que isso foi o que se passou, e que o oxigênio existente na atmosfera proveio de diatomáceas e outras plantas do oceano. Porém, mesmo nessas condições não deixariam de existir evidências de um propósito.

As plantas foram formadas com a capacidade de liberar oxigênio, não para o seu próprio beneficio, mas para o incontável beneficio da humanidade e dos animais em geral. E realmente difícil descartar-se da existência de um propósito ao se considerar a existência do oxigênio em estado livre. O bióxido de carbono é necessário para a construção das raízes, caule e folhas, enquanto que o monóxido de carbono é um gás venenoso não encontrado normalmente na atmosfera, mas só nos gases de escapamento dos motores de combustão interna. O bióxido de carbono é um constituinte normal da atmosfera, sendo expirado pelos animais e homens, e absorvido pelas plantas para tornar possível seu crescimento.

O hidrogênio, um dos elementos que compõem a água, não se encontra em estado livre na atmosfera. Se o fosse, unir-se-ia com o oxigênio com grande ruído, à simples ação de uma chama, conforme costumeiramente mostrado nos laboratórios de química. Amônia é outro gás que a infinita Sabedoria excluiu da atmosfera.

O planejamento não pode ser excluído
Há pessoas que, não aceitando o propósito divino como explicação para a vida, preferem aceitar a possibilidade de transformação de um pedaço qualquer de matéria inerte em um ser vivente. Ressaltam que, dado tempo suficiente, pode ocorrer o evento improvável. Assim, o acaso produziu todos os tipos de plantas e animais, tendo permanecido os que se adaptaram, e sendo extintos os demais. Se tal processo tivesse ocorrido, os fósseis que fossem encontrados seriam tipos bizarros, sem relação alguma com o seu meio ambiente. Porém, longe de serem criaturas não adaptadas, produtos do acaso, foram eles de mesmo tipo que os seres vivos atualmente, podendo ser classificados nos fila das criaturas vivas atuais. Tais hipóteses são claramente ad-hoc, feitas para evitar o reconhecimento da criação divina.

Entretanto, mesmo que a seleção natural tivesse sido inteiramente eficaz, não poderia ela explicar a adequabilidade do meio ambiente. Os seres vivos e o meio ambiente ajustam-se perfeitamente como peças de um quebra-cabeça. O acaso poderia ter produzido uma Terra que fosse adequada sob um determinado aspecto, porém somente o próprio Deus poderia planejar a Terra como ela realmente é, ou foi, antes da queda.

Referências
(l) Henderson, J. Lawrence. 1913. The fitness of the environment. Beacon Press edition, 1958, Boston, p. v
(2) Museum of Antiquity, p. 826.
(3) Romans 1:19, 20, New English Version.
(4) Butts, R. E. 1970. Wm. Whewell's theory of the scientific method. Review in Science, 168:1195, 5 June.
(5) Henderson, Op. cit., p. 7.
(6) Não obstante suas excelentes observações, Henderson não atentou para a adequação do ambiente. Ele procurou uma explicação mecanicista.


Fonte: Folha Criacionista

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013


Deus e o mal – uma outra história

É sabido que a presença do mal no mundo ocupa lugar de destaque nas questões da existência de Deus ou de sua negação. Isso já é lugar comum e assunto chato do ponto de vista da redundância de seu ciclo. Também sabemos que os ateístas e alguns evolucionistas põem esse argumento como o mote central de suas argumentações contra Deus ou a fé.

Asseverações como: “se Deus existe e é bom, como pode o mal existir”, e todas as outras frases dessa linha de pensamento, ou “Deus criou o mundo, criou o homem, portanto, Deus criou o mal e é mal por causa disso”, e todo o blá, blá, blá que vem após isso. Gostaria de me ater a este segundo ponto de discussão, embora não poderei ser tão longo em meus argumentos.

Se “Deus criou o mundo, criou o homem, o homem sendo mal, não pode ser culpado de seus atos porque Deus criou mal”, pode parecer alguma coisa racional, mas não é eficiente no resultado. Vamos partir do princípio condutor das declarações: a concepção judaico-cristã da vida e do mundo. Nela, de fato, Deus criou o mundo, criou o homem, mas o homem se tornou mal pelas escolhas que fez.

Isso, no máximo, significa (para não ser acusado de fundamentalista) que Deus é o autor secundário do mal por ter criado o homem e não o causador do mal no próprio homem. Isto nos leva à outra afirmação, a que Deus é responsável em segundo plano pelas ações más dos homens, ao menos em segunda instância, novamente por causa da criação. Mas isso não resolve o problema total.

Se somente Deus fosse o “culpado” pelo mal no mundo, os que cometem os assassinatos, os estupros, os roubos, a corrupção, as guerras, todas as formas de violências, os abusos infantis, o racismo, os crimes religiosos, os enganos, as trapaças, as mentiras e a lista é quase interminável, jamais seriam responsabilizados pelos seus crimes e erros. No máximo teríamos uma resposta evolutiva como a da seleção natural, que impõe essa “naturalidade” criminosa e pecaminosa no homem.

Todavia, o fato mais claro em qualquer sociedade humana, antiga ou nova, é que os homens são responsáveis pelos seus erros e crimes, não imputando a qualquer divindade a culpa dos mesmos. Não se aceita em tribunal a defesa de que “uma voz”, ou “um espírito”, ou “um deus” me disse para cometer tais atos. Este indivíduo será considerado doente mental, porém cumprirá a sentença dos crimes em local adequado para pessoas mentalmente afetadas.

Outra coisa deixada de lado na matemática filosófica ateísta nos argumentos iniciais é o caso do livre arbítrio. Alguns pensadores fazem um esforço hercúleo para eliminar da equação do mal o livre arbítrio ou simplesmente o poder de decisão pessoal dos seres humanos. Se o livre arbítrio está fora da equação, mais uma vez voltamos à seleção natural que por si só criou em nós as induções imperceptíveis de nossas escolhas no longo processo evolutivo. Mais uma maneira de simplificar o problema, sem dar qualquer resultado.

Creio pessoalmente que Deus assumiu a parte da culpa pelo mal que o livre arbítrio causou na humanidade (assevero que isso é algo pessoal). Ele fez isso de algumas maneiras na História. No início procurou se relacionar com os homens fora de uma base moral elevada (vemos isso por todo o livro do Gênesis), depois gerou a Lei para o povo hebreu, posteriormente enviou os profetas para corrigirem o caminho dos desviantes e, por fim, enviou seu Filho para morrer em lugar de todos os que cressem nele a fim de resgatar o homem ao seu estado original a ponto de o mal não mais afetar as suas decisões.

Deus fez a sua parte na questão do mal e assumiu o seu nível de responsabilidade nisso, mas e o homem? O que vemos o ser humano fazer até hoje é apenas reclamar de Deus, culpá-lo pelos seus próprios erros e ainda por cima, declarar que Ele não existe por causa do mal que prolifera no mundo. O homem faz até hoje o que Adão e Eva fizeram quando foram flagrados no Éden: culpar o outro, que ao final, é também culpa de Deus. “Deus nos criou, nos colocou no jardim, permitiu a tentação e nós caímos. De quem é a culpa? Em última instância, Dele!”

Essa é a mais antiga desculpa que gente irresponsável dá quando confrontada com seus erros e crimes: “Não é culpa minha!”. Mas há uma triste notícia para os culpados: o mal é culpa do homem. Deus já cumpriu sua parte na equação, resta somente o homem cumprir a dele e deixar de ser inconsequente assumindo os próprios erros e crimes, deixando de culpar a Deus, sua existência ou não ou a seleção natural.

Carlos Carvalho


terça-feira, 3 de dezembro de 2013


A Verdade pode sobreviver numa sociedade pós-moderna?

Resumo & Resenha

Este é o título do primeiro capítulo do livro de John MacArthur “A Guerra pela Verdade”. O intuito é fazer uma análise de como o conceito e a busca pela verdade através dos métodos filosóficos, ontológicos e epistemológicos têm fracassado e ao mesmo tempo perdido o devido espaço nas mentes da atualidade. Algumas considerações deste capítulo são tão sérias e importantes que reproduzo aqui sem a necessidade que quaisquer explicações sejam acrescentadas.

Um dos axiomas mais fundamentais, universais e inegáveis de todo o pensamento humano é a absoluta necessidade da verdade. A verdade, para MacArthur, é a autoexpressão de Deus, e ela, por sua natureza, não pode contradizer-se a si mesma. Por isso, a verdade não pode ser explicada, reconhecida, entendida ou definida sem que Deus seja a sua fonte. A verdade e o conhecimento, por si mesmos, simplesmente não possuem uma relevância coerente à parte de uma origem fixa, ou seja, Deus.

A mais valiosa lição que a humanidade deveria ter aprendido da filosofia é que é impossível que a verdade seja compreensível sem que haja um reconhecimento de Deus como o ponto de partida.

MacArthur explicita que o alvo da filosofia humana costumava ser a verdade sem Deus, porém, as filosofias contemporâneas estão abertas à noção de Deus sem a necessidade da verdade. Essa é a “espiritualidade” pessoal, na qual todos têm a liberdade de criar seu próprio deus. Esses deuses pessoais não representam ameaça alguma ao egoísmo pecaminoso, porque, de qualquer forma, eles se adaptam às preferências pessoais de todo pecador e não impõem qualquer exigência a ninguém.

Na sua visão e análise, a modernidade era caracterizada pela crença de que a verdade existe e que o método científico é a única maneira confiável de determinar essa verdade, mas na pós-modernidade, há uma tendência de repudiar a possibilidade de qualquer conhecimento seguro e sólido acerca da verdade.

O pós-modernismo sugere que, se a verdade objetiva existe, ela não pode ser conhecida de modo objetivo ou com algum grau de certeza, porque a subjetividade da mente humana torna impossível o conhecimento da verdade objetiva. Cada pessoa tem direito à sua própria verdade.

Por essa razão, afirma MacArthur, o único objetivo e atividade singular do pós-modernismo é a desconstrução sistemática de qualquer reivindicação da verdade, usando as ferramentas do relativismo, do subjetivismo, da negação do dogma, a dissecação e o aniquilamento de toda definição clara, o questionamento implacável de todo axioma, da exaltação indevida do mistério e do paradoxo, do exagero deliberado de toda ambiguidade e, acima de tudo, o cultivo da incerteza a respeito de tudo.
          
       A verdade é como uma montanha milenar: absoluta, indestrutível, imaculada, inabalável e perene, sempre presente, visível, incontestável, pura e poderosamente concreta. Ao visualizá-la de longe, ficamos assombrados com sua grandeza e beleza, mas ao nos aproximar e penetrar em seu interior (quando possível) descobrimos que há muito mais a se conhecer.


© Carlos Carvalho
27 de novembro de 2013

Referência:


MacArthur, John. A Guerra pela Verdade / John MacArthur. São José dos Campos – SP: Editora Fiel. Reimpressão revisada, 2010. p. 57ss.